48ª Sessão Ordinária - 26/06/2007
O SR. DEPUTADO GELSON MERÍSIO - Sr. presidente e srs. deputados, inicialmente, fora do que eu tinha me programado para, desta tribuna, levar aos catarinenses, não poderia deixar de fazer uma consideração sobre as colocações iniciais feitas pelo deputado Kennedy Nunes, em que pese a sua eloqüência de um parlamentar de Oposição. E é normal que seja feito assim, até porque esta é uma Casa onde a postura oposicionista precisa ficar evidente, precisa ficar demonstrada e respeitamos isso.
No que diz respeito à portaria emitida pelo governo, ela pode ser lida com dupla interpretação. A primeira é aquela que foi feita pelo deputado Kennedy Nunes, muito mais no sentido irônico, de crítica ao governo e à edição da portaria, e a segunda é do respeito que o governador, através do secretário que emitiu essa portaria, tem para com os srs. parlamentares. E na portaria não diz que é da base aliada ou da Oposição, não diz se é da Câmara Federal ou da Assembléia. Diz aquilo que nós todos cobramos aqui desta tribuna - eu inclusive, parlamentares da Oposição inclusive -, que é o respeito à atividade parlamentar legítima. Nós aqui representamos uma parcela da comunidade. No meu caso, mais de 40 mil pessoas.
Quando nós viemos aqui fazer uma colocação, ou ligamos para um secretário, ou marcamos uma audiência, marcamos uma audiência representando 30, 40, 50 mil pessoas. É por isso importante que as pessoas que fazem a interlocução do governo tenham também essa consciência. Muitas vezes alguns colaboradores, por inexperiência, por qualquer outro motivo que não seja aquele que nós defendemos, desviam-se dessa regra.
E por isso a outra interpretação que pode ser dada, e é a que eu dou à portaria emitida pelo governo, é exatamente esta: a do respeito a alguém como governador do estado, que foi por quatro ou cinco mandatos deputado federal, deputado estadual, que sabe a dificuldade que nós temos em não termos caneta, e sim apenas o voto aqui na Assembléia e também o convencimento junto aos órgãos do governo. Ele conhece essa dificuldade e orientou e determinou que os seus assessores agissem dessa forma.
É esta a leitura que eu quero fazer, e quero cumprimentar o secretário Ivo Carminati e o governador pela atitude, que não deveria ser necessária se todos aqueles que compõem o governo também entendessem isso como uma forma absolutamente salutar e respeitosa com esta Casa e com todos os seus 40 parlamentares.
Feito este registro quero, de uma forma muito penosa, registrar aqui o luto que Santa Catarina tem ao amigo, ao catarinense de coração que faleceu no último final de semana, o empresário Caio Pisani, que já foi registrado pelo deputado Onofre Santo Agostini e por outros srs. deputados. Mas não poderia deixar de, em nome da bancada dos Democratas nesta Assembléia, trazer as condolências à família, o pesar de Santa Catarina, que decretou três dias de luto oficial a alguém que gerava empregos e que nunca demitiu um funcionário em função das situações econômicas que viessem a passar a empresa e a economia de Santa Catarina e do Brasil.
É um homem que vai deixar o seu exemplo e, acima de tudo, um legado para que Santa Catarina continue sendo um estado produtor, exportador e com competência naquilo que faz e exporta.
Também quero deixar registrado que não vou poder estar presente hoje à noite, em função de uma outra reunião no mesmo horário, mas sei que esta Casa vai prestar uma homenagem à Cidasc pelo selo conquistado na OIE de estado livre de febre aftosa sem vacinação.
Quero também, em nome dos Democratas, com a permissão de todos os deputados, associar-me a essa homenagem. E elas são importantes não apenas para enaltecer o trabalho feito, mas muito mais para estimular o trabalho que tem que ser feito dia-a-dia na fiscalização, no combate, especialmente dos clandestinos que residem em Santa Catarina e trazem de outros estados animais que podem contaminar e comprometer o nosso selo de sanidade. E também a importância que tem o trabalho dos técnicos, da população, fiscalizando, e de todos nós, participando.
Quero, em nome da nossa bancada, enaltecer todos os funcionários da Cidasc, os seus diretores e o seu presidente não apenas pelo título conseguido, mas para que essa homenagem, hoje, nesta Casa sirva de estímulo para todos aqueles que conquistaram essa diferença para Santa Catarina no mercado internacional e para que ela possa se manter inalterada, possa se consolidar. Porque não apenas na questão da carne e da agroindústria, ela dá a Santa Catarina um selo que o diferencia dos demais estados brasileiros, um certificado de qualidade e de eficiência que transcende as divisas do nosso país e podem ser identificadas em todo o mundo.
Por isso faço este registro e agradeço a todos pela atenção.
Muito obrigado, sr. presidente!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)