88ª Sessão Ordinária - 13/11/2001
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. Presidente e Srs. Deputados, assomo à tribuna para falar sobre um incidente que ocorreu neste final de semana no Morro da Mariquinha, aqui na Capital, bem nas proximidades desta Casa Legislativa. E com certeza não pela proximidade geográfica, mas porque a violência da qual diariamente tomamos conhecimento nos jornais está chegando à nossa porta. Quando abrimos os jornais podemos presenciar as tragédias e as tristezas que vêm ocorrendo no nosso dia-a-dia.
Devido a esse sério problema que vem ocorrendo não somente aqui na Capital, mas também em outros Estados, tomamos um posicionamento e uma atitude.
(Passa a ler)
"Esse problema, consideradas todas as suas formas, é o que ocupa - ou deveria ocupar - o maior espaço nas agendas de autoridades públicas e também na preocupação do público em geral.
Entretanto, o que se vê é cada segmento econômico procurando equacionar o problema no âmbito de sua área de ação, quase sempre de forma isolada.
Mesmo o setor público, nos níveis federal, estadual e municipal, a despeito de algumas iniciativas isoladas de integração de cúpulas, não se apresenta à sociedade de forma organizada e complementar.
No momento em que os órgãos de segurança pública, privada e os representativos da sociedade, bem como a comunidade em geral unirem esforços e compartilharem suas informações, terão maiores condições de planejamento de ações integradas para a prevenção e o combate à violência e de realizarem o efetivo policiamento comunitário e de quarteirão, o qual já é adotado em outros Estados e países com grande eficácia.
Esta semana apresentamos nesta Casa um projeto de lei cuja proposta é a de parceria com Prefeituras, conselhos comunitários e religiosos e tantos outros que forem necessários visando a formação, orientação e emprego de guarda e vigilância que atuem nos pontos críticos da Grande Florianópolis.
Essas parcerias podem ser eficazes na detecção e prevenção da delinqüência através de programas sociais paralelos, reduzindo e quem sabe retrocedendo o quadro ao ponto que desejamos: viver numa cidade e num Estado com qualidade de vida, pois nos últimos dias, Sr. Presidente e nobres Deputados, temos visto que o problema vem aumentando muito com a rivalidade entre grupos de delinqüentes, fato que a sociedade e órgãos públicos não podem aceitar, senão à exemplo do que existe em outras cidades, onde os marginais dominam toda uma área em que atuam sem respeitar ninguém, impondo a marginalidade como conduta humana."
Vemos nos jornais essas tragédias e não podemos ficar caladas diante de tal acontecimento. As famílias não merecerem estar nessas comunidades sofrendo...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DA ORADORA)