Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Ivan Ranzolin

80ª Sessão Ordinária - 23/10/2001

O SR. DEPUTADO IVAN RANZOLIN - Sr. Presidente e Srs. Deputados, não tenho por costume usar este horário de Explicação Pessoal, porque entendo que tudo que era para ser dito já o foi.

Contudo, ouvindo algumas ponderações e críticas contundentes contra o Governo, venho não polemizar, mas trazer algumas respostas que entendo que devem ser trazidas para que não fique apenas uma versão.

O Deputado Ronaldo Benedet, secundado pelo Deputado João Henrique Blasi, tem feito muitas manifestações de que o atual Governo tem batido muito na tecla do Governo passado, que tem insistido muito na questão dos precatórios, nas dívidas deixadas pelo Governo anterior, que tem feito menção a uma séria de iniciativas do Governo, que sempre cita o Governo anterior.

Eu até não vou discordar dessas afirmações. Mas acho que pelo menos uma vez os Deputados de Oposição nesta Casa deveriam reconhecer o empenho e o desempenho do atual Governo para colocar as finanças de Santa Catarina em dia, para pagar os salários atrasados, para equilibrar a questão das fundações, para pagar a compra de material em várias Secretarias, para equilibrar a Secretaria dos Transportes e Obras, para pagar uma verdadeira fortuna na contrapartida do BID-3 para viabilizar o BID-4, para pagar uma dívida astronômica deixada na Secretaria da Saúde e possibilitar, já, agora, a compra de medicamento, o lançamento de programas essenciais à saúde.

Então, com a maior tranqüilidade eu venho a esta tribuna para restabelecer a verdade. E o restabelecimento da verdade tem que ser reconhecido pelas Oposições, que o atual Governo vem cada vez mais buscando solucionar os problemas de Santa Catarina e, acima de tudo, praticar investimentos e cuidar do Estado de Santa Catarina como está sendo cuidado nos programas que existem.

Nenhum Estado do Brasil tem um programa como tem hoje a Secretaria da Agricultura, onde se faz uma reforma agrária. É verdade que com recursos do Banco da Terra, mas com a organização da Secretaria da Agricultura temos o Programa da Renda Mínima, o Programa das Sementes, o programa hoje dedicado pela Secretaria em todos os setores da atividade agrícola, buscando mercado no exterior para os nossos produtos, especialmente os produtos da carne suína.

Então, teríamos, talvez, uma hora não só para detalhar, mas para fazer uma síntese das coisas que estão ocorrendo.

Mas eu vou me ater apenas a dois pontos que para mim são fundamentais. O primeiro deles é que as finanças do Estado estão equilibradas. O Governo conseguiu rolar dívidas, mas conseguiu também, com os recursos do Tesouro, pagar essa rolagem da dívida e equilibrar as finanças do Estado, coisa que aliás era muito bem defendido pelo ex-Governador Vilson Kleinübing: ninguém deve gastar mais do que ganha.

Então, as finanças hoje estão equilibradas, o funcionário está com o pagamento em dia e o Estado buscou de novo a sua credibilidade lá fora.

Nós voltamos a falar bem de Santa Catarina. Santa Catarina é um modelo da Federação, é o melhor Estado. E se não fosse pela administração do Governo, se não fosse pela administração dos nossos Prefeitos, nós não teríamos esse melhor Estado.

Eu cito como exemplo a administração da Prefeita de Florianópolis, em que patamar está colocada esta cidade. Ela está sendo considerada já pela quarta vez a melhor Prefeita do Brasil.

Essa é a parte boa do PPB, não aquela questão levantada pelo Deputado Rogério Mendonça, que hoje parece que descobriu a América, que o Maluf está sendo processado.

O Maluf já está sendo processado há 54 anos. E sempre que ele é processado ele se lança candidato e se elege uma vez, outra vez perde. Ele é um homem polêmico, mas, na realidade, eu pergunto: por que será que a população de São Paulo o coloca sempre com bom percentual nas pesquisas de opinião pública? Deve ter alguma coisa.

E eu não tenho nenhum problema de falar em Paulo Maluf, porque o nosso Partido foi à convenção em Brasília e defendemos a tese de colocar um outro Presidente, que é o nosso Presidente do Rio Grande do Sul. Lançamos como candidato a Presidente Nacional, perdemos a eleição, nós nos recolhemos, mas na realidade fomos dar uma demonstração de que queríamos uma renovação partidária.

Então, não temos nenhuma explicação a dar. O que venho trazer, embora com o Plenário quase vazio, é uma contestação às afirmações feitas com relação ao atual Governo. Não posso concordar, e quem não concorda tem que trazer a sua contestação discordante. É isso que vim fazer na tribuna, dizendo aos senhores integrantes da Oposição que criticam o Governo, que, na realidade, o Governo passado foi mal, deixou dívidas, teve o escândalo dos precatórios e teve o merecimentos dos votos nas urnas.

O atual Governo venceu as eleições no primeiro turno. Foi a manifesta vontade popular. Agora teremos uma nova eleição, e o julgamento desse trabalho que estou falando será processado no ano que vem. É o julgamento maior do mundo, é o maior tribunal do mundo, que vai julgar quem será o novo governante de Santa Catarina.

As pesquisas estão apontando que o Governador Esperidião Amin deverá vencer no primeiro turno. Contudo, como a eleição é no ano que vem, o julgamento será feito no ano que vem. E o senhores terão novamente a resposta de uma atuação séria, responsável e, acima de tudo, com uma grande parceria, porque até os Prefeitos do PMDB, do PT e de outros Partidos que não fazem parte do Governo, estão recebendo tratamento igual, sem discriminação.

Então, isso tem que ser reconhecido! Embora a Oposição não reconheça, mas quando falo a Oposição se cala, sinal de que está concordando com as minhas palavras.

Por isso, Sr. Presidente, encerro minhas manifestações fazendo esses registros para que constem nos Anais da Casa.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)