Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dirceu Dresch

84ª Sessão Ordinária - 03/09/2014

O SR. PRESIDENTE (Deputado Padre Pedro Baldissera) - Ainda em Explicação Pessoal, o próximo horário pertence ao deputado Dirceu Dresch, por até dez minutos.

O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Uma saudação a todos os nossos parlamentares, colegas, sr. presidente, a todos que nos acompanham.

Eu também estive passando pela região do alto vale, principalmente por aquele trajeto de Rio do Campo a Taió. Que história aquilo lá, que história!

Aquela rodovia era para estar pronta há um bom tempo, pois foi promessa do governador e do secretário de Infraestrutura. Agora, vimos uma Kombi por lá, de uma empresa, tirando algumas fotos, mas não tinha mais máquina. A comunidade, inclusive a regional, está ameaçando fechar a rodovia nos próximos dias, porque não tem explicação.

Nesta caminhada que rodamos o estado em muitos municípios, comecei a visualizar este desgoverno que está aí. Eu não pude estar em São Carlos na última sexta-feira, onde teve uma audiência pública sobre o tema energia elétrica. E ali também se percebe a falta de seriedade nos investimentos na economia catarinense. É a mesma situação no oeste, com o problema da falta de estrutura energética para o nosso estado se desenvolver e crescer. Há também no planalto norte o problema da morosidade dos investimentos, assim como no alto vale e em outras regiões do sul, que se encontram na mesma situação.

Então, isso não dá mais para levar no discurso. O presidente da Celesc, e estive lá com ele, está novamente criando expectativas para 2015, 2016, 2017 e vai indo. É isso que ele vem fazendo nesses últimos tempos, onde há grandes investimentos.

O deputado Jailson Lima citava aqui os investimentos do Pronaf. Em Santa Catariana, tivemos um investimento que era de 2002 para o Brasil, deputado Moacir Sopelsa, v.exa. que atua nessa área da agricultura. O que vinha do Pronaf para o Brasil em 2002, nessa última safra, foi aplicado em Santa Catarina.

O nosso estado é pequeno. E aí necessariamente os agricultores estão investindo no Pronaf mais alimentos, onde o estado entra com o recurso do Pronaf, paga o juro, depois, do final da prestação, em oito anos, dez anos. O estado entra com a questão do juro, e a energia não dá conta. Nós precisamos de trifásico no interior. Não tem mais jeito, pois o bifásico não dá mais conta, é uma estrutura de 30 anos atrás.

Então, vamos continuar cobrando esses investimentos, continuar defendendo o desenvolvimento do nosso estado. Fala-se tanto do nosso estado que está muito bem, mas não é verdade! Talvez muita gente não vai ao interior, não vai visitar os pequenos municípios e ver o que está acontecendo lá com as rodovias estaduais e com a energia elétrica.

Ontem eu trouxe a esta tribuna o problema das cisternas com o recolhimento de águas da chuva, para as nossas famílias de baixa renda, que têm um problema seriíssimo. Inclusive hoje está protocolado nos órgãos responsáveis de fiscalização, ou seja, no Tribunal de Contas, Ministério Público Estadual e Federal, pois queremos que isso seja apurado.

É isso que está acontecendo em nosso estado, e não podemos tapar o sol com a peneira. Temos problemas gravíssimos na infraestrutura que com certeza comprometem o desenvolvimento do nosso estado para o futuro, de não construir e gerar infraestrutura suficiente, no tema da energia, no tema das estradas para os nossos pequenos municípios, especialmente para a nossa agricultura familiar.

Então é isso, e estamos trazendo o tema a esta tribuna, no dia de hoje, e cobrando mais uma vez. Vamos continuar fazendo isso enquanto não resolvermos os problemas da energia elétrica no nosso estado. Não é possível que mais uma vez milhares de agricultores precisem fazer investimentos, buscar financiamentos para comprar geradores, porque hoje está faltando energia, com apagões em comunidades, principalmente em comunidades do interior do nosso estado.

Os agricultores estão perdendo frango, leite, fumo, e nós vamos continuar batendo nessa tecla, enquanto não se resolver esse problema.

Não temos dúvida de que precisamos de mais investimentos, mas o que estamos percebendo é que investem muitos recursos para manter cargos de apadrinhados políticos, de alianças - esperamos que isso não piore ainda mais o nosso estado - e não se investe na vida da população, lá nas estradas, na saúde, onde temos milhares de pessoas nas filas.

Aqui se fala somente na tabela SUS. Mas não é só isso. Existem outros problemas graves. As filas para cirurgias, nos hospitais de Santa Catarina, são muito grandes. E isso dá para resolver com outras políticas e também com a participação do estado.

Vamos continuar aqui na luta, trabalhando, cobrando, em nome da população catarinense que me pediu agora, quando fui para os municípios. Lá o prefeito do Rio do Campo, por exemplo, pediu ajuda.

Não é possível que um município pequeno como Rio do Campo, Santa Terezinha, outros municípios e a população que anda por aquela região continuar vivendo de promessas. E aquela rodovia está mais uma vez abandonada, porque a empresa foi embora. Isso ocorre em Jaborá, ocorre também em Papanduva e em outras regiões do estado.

Então, o nosso estado precisa de resolução imediata e urgente para esses grandes gargalos.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)