14ª Sessão Ordinária - 22/03/2006
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, quero aproveitar o ensejo para também falar rapidamente sobre a questão do uso da água. No mundo todo, hoje, é o Dia Mundial da Água, e em decorrência disso quero mandar um abraço ao Walmor de Luca, presidente da Casan, que com muito sacrifício e com muito denodo vem administrando aquela instituição. Mandando um abraço a ele, peço que transmita a todo o corpo de funcionários da Casan em decorrência do Dia da Água. E peço a Deus, inclusive, que nos ilumine para que, num futuro não muito distante, não se agrave esse problema da falta de água.
Eu quero aproveitar também o momento para fazer minhas as palavras proferidas pela deputada Simone Schramm, em decorrência do título de cidadão honorário que o governador Luiz Henrique recebeu em Barra do Sul. Eu estive presente à cerimônia e fui testemunha do pronunciamento do prefeito municipal, o qual teceu rasgados elogios ao governador na oportunidade.
Sr. presidente, quero fazer uma cobrança pública sobre aquele fatídico caso que ocorreu em Florianópolis, quando do jogo Joinville x Avaí, que redundou na morte de um torcedor do Joinville. Porque até agora não recebemos resposta alguma sobre a morte desse rapaz de apenas 17 anos, o Júlio César Ganzer da Cruz.
Todos sabem como é que ocorreu o episódio. Vieram alguns ônibus de Joinville com torcedores para prestigiar a sua equipe em Florianópolis. Houve o jogo de futebol e a Polícia acompanhou o comboio até a saída da cidade, na altura, aproximadamente, do Shopping Itaguaçu. Entendendo que já estava tudo bem, a Polícia retornou e o comboio de ônibus seguiu o seu destino para Joinville.
Em um determinado momento, houve curiosidade por parte de alguns torcedores de um dos ônibus em saber por que um motorista de um Santana estava seguindo-os há um bom tempo. Existe uma versão de que o garoto teria aberto a janela e olhado para fora para saber ou matar a curiosidade em relação àquele Santana, quando recebeu uma pedrada de mais de três quilos na sua cabeça, vinda de um outro carro e não do Santana.
Existe uma outra versão de que o garoto estava sentado e que algumas pessoas estariam esperando o ônibus de tocaia em um carro. Ao verem o ônibus passar, teriam lançado uma pedra que atingiu o vidro do ônibus que acabou acertando o rapaz que estava sentado na sua poltrona.
Eu escutei, há questão de uns três dias, e deve ser fruto da mente doentia de alguém, pois não acredito sinceramente nisso, que a história não era bem essa e que o garoto poderia ter sido assassinado dentro do ônibus. Quer dizer, é fruto de uma mente doente e extremamente criativa falar uma tremenda idiotice dessa.
O que recebemos, na verdade, de real até o presente momento é exatamente nada. Familiares do menino, familiares do Júlio César Ganzer da Cruz estão aguardando até agora uma manifestação da Justiça, o que não aconteceu.
Hoje, pela manhã, ainda conversava com alguns dirigentes do Joinville para saber em que pé estavam essas investigações, se eles ficaram sabendo de alguma coisa em relação àquele episódio, e eles me disseram que não sabiam exatamente de nada, que sabiam a mesma coisa que os familiares. Se não estou enganado, o responsável por essas investigações em Florianópolis é o dr. Renato Hendges. Pelo menos a família, o pessoal do JEC, em Joinville, e torcedores como eu não sabem exatamente nada.
O Sr. Deputado Maurício Eskudlark - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Deputado Maurício Eskudlark, v.exa. que é delegado de polícia, talvez possa nos dar um esclarecimento ou pelo menos uma luz em relação a esse fato.
O Sr. Deputado Maurício Eskudlark - Nobre deputado Nilson Gonçalves, eu tenho conversado muito sobre esse caso e tomei a liberdade de entrar em contato até com o delegado Renato Hendges.
As investigações, segundo ele, estão bem adiantadas. A dificuldade que existe é na hora de colher provas, pois algumas provas exigem até quebra de alguns sigilos. Em nível federal, é mais fácil, porque lá eles quebram o sigilo bancário de quem quiserem sem ordem judicial sem nada. Eles vão à Caixa e quebram o sigilo e pronto. Já a investigação criminal é um trabalho mais demorado, mas ele tem confiança de que dentro em breve, não pode precisar quando, irá apresentar um resultado positivo dessa investigação.
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Eu não tenho amizade particular com o delegado Renato, mas conheço-o e respeito o seu trabalho profissional. Então, eu pediria a v.exa. que pedisse ao dr. Renato que, mesmo que ainda não tenha uma idéia global do caso, desse uma satisfação aos familiares e também ao pessoal de Joinville, que certamente ficaria extremamente agradecido.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)