Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

93ª Sessão Ordinária - 21/11/2006

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente e srs. deputados, eu iria utilizar a tribuna, nestes sete minutos, para falar sobre o problema da delinqüência de menores no município de Joinville; iria abordar a regulamentação, tão necessária, do serviço de moto-táxi não só no município de Joinville, como em toda Santa Catarina; iria falar da questão das câmeras de vigilância nos municípios de Santa Catarina; iria reportar-me também (e segundar, inclusive, o deputado Dionei Walter da Silva) à questão dos bombeiros voluntários, mas fui pego de surpresa ouvindo aqui, no dia de hoje, um discurso de despedida do deputado Cesar Souza. E não poderia deixar de utilizar este espaço de tempo para fazer uma pequena, sincera e honesta homenagem ao deputado Cesar Souza, que conheço de longa data.

Eu ainda não trabalhava em televisão quando o conheci. Já trabalhava em rádio há alguns anos e tinha muita vontade de trabalhar em televisão, mas não conseguia abrir porta nenhuma em lugar nenhum. Eu me lembro muito bem que vim de ônibus de Joinville para Florianópolis e bati na porta do Programa Cesar Souza. Quando o vi pela primeira vez fiquei emocionado porque ele era uma pessoa que eu acompanhava diariamente, através da televisão, e já tinha por ele uma grande admiração, pela forma como se expressava e pela maneira como apresentava o seu programa. Para mim, ele era, na verdade, um ídolo. Quando eu me coloquei na sua frente, confesso que fiquei extremamente emocionado.

O Cesar Souza me atendeu de maneira muito simpática e simples. Estava almoçando, mandou-me sentar ao seu lado enquanto comia uma quentinha. Eu ainda pensei: meu Deus, como pode um homem desses estar almoçando um sortido?! No meu tempo era sortido. Eu fiquei ali esperando ele terminar de almoçar, mas tremi inteiro de nervoso. Foi desde esse primeiro contato que eu passei a ter muito mais admiração pelo Cesar Souza, pela sua maneira simples de ser. Quase passei a ser seu repórter, mas acabei ingressando numa outra emissora. Os anos passaram e nós acabamo-nos encontrando aqui na Assembléia Legislativa; passamos a ser colegas de bancada, inclusive, porque eu também estava no PFL, na ocasião.

Eu não posso deixar, neste momento, de externar aqui a minha tristeza de perder um amigo no plenário, de perder o meu ídolo aqui dentro, de deixar de ver diariamente o deputado Cesar Souza. Eu quero que ele saiba - e digo isso publicamente - que tenho por ele uma admiração profunda porque nesses quatro mandatos que ele teve como deputado estadual e no mandato que teve como deputado federal nunca, em tempo algum, alguém levantou alguma dúvida sobre o seu caráter, a sua conduta, a sua maneira de ser como homem público, ou até mesmo como chefe de família.

Por isso, gostaria de deixar registrados - e não sei se ele ainda se encontra na Casa - o meu respeito e a minha admiração pelo deputado Cesar Souza e pela pessoa, pelo amigo Cesar Souza, que nunca me faltou nas vezes em que o procurei.

Quero dizer-lhe que ele deixou uma semente plantada que está germinando e vindo para cá. Já vi o seu menino falando umas três ou quatro vezes, na época de campanha, e o seu garoto tem tudo a ver! Ele promete! Não está vindo aqui por causa do seu nome, e sim porque tem qualidades que você certamente plantou nele; tem qualidades que certamente somarão para a Assembléia Legislativa.

Eu não tenho dúvida nenhuma de que o filho do deputado Cesar Souza dará seguimento aos passos de seu pai nesta Casa, não só pelo nome que carrega, mas pelos seus valores também. É um menino que leva jeito e certamente irá fazer história nesta Casa. Seja bem-vindo, Cesar Souza Júnior! E que fique no meu coração e no coração desta Casa o Cesar Souza apresentador, o Cesar Souza deputado e o Cesar Souza amigo de todos!

Muito obrigado, sr. presidente!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)