9ª Sessão Ordinária - 08/03/2005
O SR. DEPUTADO SÉRGIO GODINHO - Sr. Presidente, Srs. Membros da Mesa e Srs. Deputados, primeiramente gostaria de saudar o Vereador Ademir Farias, de Palhoça, o ex-Prefeito Nelsinho, de Santo Amaro da Imperatriz, o ex-Vereador Edson Paulo, de Palhoça e o ex-Vereador Gilberto, presentes nas galerias desta Casa.
O PTB, neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, vem também fazer o seu pronunciamento mostrando a preocupação com a mulher e parabenizá-la por este dia.
Nesta oportunidade trago um trabalho que realizamos na Secretaria de Desenvolvimento Social, enquanto Secretário, juntamente com o Conselho Estadual da Mulher. E aproveito o momento para saudar a Sra. Zuleika Mussi Lenzi, que preside o Cedim.
Foram realizados os Seminários Estadual e Nacional dos Direitos da Mulher. Na oportunidade elaboramos diversos cartazes mostrando a realidade sobre a violência praticada contra a mulher. A cada quatro minutos uma mulher é espancada no Brasil (dados da Polícia). Essa violência contra a mulher é uma realidade que não podemos ignorar. Tenho certeza de que os Deputados vão se engajar nessa preocupação com a violência praticada contra a mulher. A violência se dá de diversos tipos. A violência psicológica é a pior.
Quero aqui destacar alguns tipos de violência que mais foram detectadas nessas conferências, como, por exemplo, a mulher é esbofeteada, é ameaçada ou tentam matá-la com faca, revólver; violência dentro do lar - destróem sua casa, escondem seus documentos. Quando a mulher é agredida, o marido não dá importância às agressões e diz que a culpa é dela. Nega ser o autor da violência. Deixa a mulher sem assistência quando está ferida; xinga ou ofende a mulher e sua família; acusa a mulher de ter amantes sem ter nenhuma razão e sem ter provas; diz que a mulher não é boa mãe; ameaça tirar as crianças ou ameaça machucá-las; impede a mulher de trabalhar, de ter amizades ou sair de casa; ameaça com palavras, gestos, deixando a mulher com medo; fala mal do seu corpo, critica seu desempenho sexual ou conta as relações sexuais dele com outras mulheres só para ofender; obriga-a a ter relações sexuais quando ela não quer ou está doente; força a mulher a praticar atos sexuais que ela não gosta; fica com seu dinheiro ou se recusa a dar-lhe dinheiro; força-a a retirar a queixa quando ela vai à polícia e denuncia a violência; ameaça suicidar-se quando a mulher diz que vai deixá-lo; paga para a mulher salário menor, mesmo realizando a mesma tarefa, no caso da sociedade; obriga a mulher a provar que não está grávida para conseguir um emprego; proíbe a mulher de amamentar o seu filho; não dá promoção à mulher, por ser mulher.
Esses são alguns tipos de violência que constatamos quando realizamos a Conferência Estadual da Mulher aqui em Santa Catarina. É deprimente falar sobre esse assunto.
Então, nesse Dia Internacional da Mulher, quero salientar isso e dizer que o PTB comunga com a luta para acabar com a violência contra a mulher. Essa é uma preocupação de todos. É uma vergonha! Hoje, quando a tecnologia, a modernização, a qualidade de vida de todos melhora, a cada dia, ainda convivemos com essa realidade de violência à mulher. Não precisamos enaltecê-la por ser mãe, companheira, dona-de-casa, pois a mulher, sem dúvida alguma é aquilo que os Srs. Deputados disseram aqui em seus pronunciamentos, quando falaram do valor da mulher como ser humano, mulher, mãe e esposa.
A mulher é um ser humano, é uma pessoa que merece mais....
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)