77ª Sessão Ordinária - 11/10/2005
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Muito obrigada, sr. presidente. Muito nos orgulha ter v.exa. como presidente desta Casa Legislativa. Cumprimentando-o, cumprimento todos os colegas deputados, os membros da Mesa, os funcionários da Casa, os amigos que nos assistem e que são fiéis espectadores da TVAL, a imprensa falada, escrita e televisada.
Sr. presidente e srs. deputados, eu até gostaria de deixar uma reivindicação nesta Casa com relação à questão do ar condicionado. Muitas vezes tenho pedido para desligar o ar. Mas não é preciso desligá-lo, basta programá-lo para uma temperatura menos fria. Daqui a pouco vão estourar os nossos ossos. Temperatura baixa demais traz danos à nossa saúde. Ele tem que estar em temperatura adequada.
Já estou vendo o sinal positivo do meu brilhante colega, deputado Francisco Küster. Vejo o sorriso do deputado Pedro Baldissera. Então, sr. presidente, fica aqui uma reivindicação para que alguém possa regular o ar condicionado do plenário a uma temperatura menos fria, para que tenhamos saúde e não acabemos pegando uma pneumonia sem necessidade.
Assomo à tribuna, hoje, para falar que pudemos participar da Conferência Parlamentar das Américas. Inclusive, no meu primeiro mandato, fui uma das deputadas que participaram da primeira conferência, em Cuba. E tive o privilégio de poder representar esta Casa Legislativa no I Fórum Internacional da Mulher no Parlamento, quando fui eleita delegada da Secretaria da Conferência Parlamentar das Américas.
Então, agora, temos aqui uma representante. E vou procurar fazer jus a esse título, trabalhando mais com as mulheres, porque cada espaço de discussão daquele fórum tratou da capacitação das mulheres para o exercício do mandato eletivo. E o debate sobre temas ligados à promoção dos direitos da mulher revelou o nosso compromisso, enquanto legisladora, na defesa desses interesses.
O fórum foi promovido pela Secretaria de Mulheres da União Nacional dos Legislativos Estaduais - Unale, com o apoio da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Entre os temas debatidos destaco: o papel das parlamentares na promoção das políticas públicas para as mulheres; a mulher como agente de desenvolvimento político; a violência contra a mulher; a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher.
Então, vamos poder estar mais perto da mulher, realizando debates e reuniões, o que será muito importante, porque receberemos recursos para fazer esses trabalhos com as mulheres nas comunidades carentes, levando até essas comunidades a defensoria pública, o dentista, o psicólogo, o médico, etc. Vamos receber verba do BID e da ONU para isso.
Li uma reportagem em um jornal do dia 26 que hoje já existe vacina contra o câncer de colo de útero. Isso me deixou muito feliz, porque sabemos que uma média de 12 mil mulheres morrem dessa doença. E agora essas mulheres serão agraciadas com a exterminação desse mal que mata mães, jovens e donas de casa.
Fui convidada pela deputada Ana Paula Lima para participar de um grande movimento com mulheres aqui, na praça, em frente à catedral, mas pedi escusas por não poder acompanhá-la por causa da nossa agenda de trabalho.
Na quinta-feira, estive também na cidade de Criciúma, onde fomos representar a comissão de Direitos e Garantias Fundamentais de Amparo à Família e à Mulher, com o senador Marcelo Crivella e outros parlamentares. E lá pudemos abordar a falta de política de amparo no tocante às imigrações ilegais, bem como salientar e também ouvir as experiências daqueles parlamentares na participação dos trabalhos da CPMI da Imigração Ilegal.
Outrossim, colocamos à disposição as prerrogativas dos parlamentares e também da nossa comissão, no sentido de estar mais atentos quanto àquelas famílias que foram altamente lesadas, tendo inclusive que vender suas propriedades, fazendas, automóveis, enfim, tudo aquilo que adquiriram com muito sacrifício, para pagar os coiotes, que depois continuam cobrando quantias altíssimas para manter aquelas pessoas no exterior.
Diria até que esses coiotes vendem verdadeiras ilusões, pois as pessoas vão para os Estados Unidos e vivem como escravos. Famílias inteiras são destruídas, mulheres e crianças são violentadas até pelos próprios coiotes. O senador Crivella salientou, quando as crianças choram porque sentem fome e querem mamar, os coiotes obrigam as mães a jogá-las no rio, onde morrem afogadas.
Então, srs. deputados, gostaria ainda de convidá-los para o grande ato público que se realizará amanhã, às 10h, na quadra de esportes do Cefet, onde estaremos com outras autoridades, com a participação de membros da ONG Círculo Humanita, quando acontecerá a troca de brinquedos que geram danos à criança por brinquedos educativos. Nós teremos ali cerca de 500 crianças colocando em prática a Lei nº. 12.014, de dezembro de 2001, que criou o Dia Estadual do Desarmamento Infantil, de minha autoria.
Gostaria de falar, srs. deputados, que recebo muitos telefonemas, muitos pedidos de pacientes que são de outros municípios, porque essas pessoas não sabem que têm direito a tratamento fora do domicílio, que ultrapassando 50 metros ela já tem esse direito.
Sr. deputado Onofre Santo Agostini, v.exa. fez uma brilhante sessão para os motoristas de ambulância e quero parabenizá-lo por isso. Até gostaria de dizer a v.exa. que não precisa mais tirar dinheiro de seu bolso, porque existe esse direito de os pacientes terem tratamento, com diárias também para o acompanhante. Inclusive, irei fazer um pedido de informação à secretaria para saber o valor dessas diárias.
Agradeço a todos pela oportunidade e nesse feriado vamos trabalhar bastante.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)