Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Francisco de Assis

40ª Sessão Ordinária - 09/06/2004

O SR. DEPUTADO FRANCISCO DE ASSIS - Sr. Presidente, Srs. Deputados, funcionários desta Casa, alunos e professores do Instituto Educacional Jangada de Jaraguá do Sul as nossas boas-vindas.

Sr. Presidente, ontem ocupei esta tribuna falando das ações do Governo Federal e da importância que tem o crescimento da economia para o nosso País. E hoje volto para falar de uma outra questão que considero muito importante, principalmente para a região do Planalto Norte catarinense.

No dia 14 de maio fui convidado a conhecer uma grande empresa situada no Município de Três Barras - maioria dos Colegas conhece - a Rigesa. Conhecia apenas por falarem de seus produtos, mas não conhecia a empresa.

Fiz um relatório, que gostaria de partilhar com os colegas Deputados, sobre o que vi e sobre as pessoas que me acompanharam durante o dia em que percorri os setores da empresa.

(Passa a ler)

"Atendendo convite da Rigesa, uma empresa localizada no Planalto Norte do Estado, mas precisamente no Município de Três Barras, tive a oportunidade de conhecer essa empresa, onde fui recebido pelos diretores e gerentes de divisão: Sr. Haroldo Süssmbach, Diretor-Adjunto Administrativo; Sr. Helzer Saraiva Guimarães, Diretor da Divisão Florestal; Sr. Antônio Tsunoda, Relações Públicas e o Sr. Luiz Alberto Bechel, Divisão Florestal.

A empresa comemorou no dia 25 de março deste ano 30 anos de atividades. Em 1970, a Rigesa iniciou as obras da construção da fábrica, e em 25 de março de 1974 a fábrica entrou em plena atividade de produção.

A Rigesa é uma subsidiária, integrante de uma organização mundial, que atua em mais de 100 países, totalizando aproximadamente 30.000 funcionários.

Com a instalação da fábrica na região, foi aplicada uma nova dinâmica de trabalho, ampliando o desenvolvimento industrial e econômico e priorizando a força do trabalho local. Em seu primeiro dia de funcionamento as máquinas geraram cerca de 59,5 toneladas de papel. Hoje, após três décadas, produzem todos os dias aproximadamente 629 toneladas de papel, comemorando o recorde de produção, atuando fortemente no setor de embalagem.

Os grandes investimentos comprovam a busca incessante de mais recursos tecnológicos. A busca da produtividade fez com que a fábrica se tornasse uma das plantas mais produtivas do mundo, detentora de vários certificados como: ISO 14000, em 1996; HSAS 18000, em 1999 e ISO 9001, em 2002. Desse modo a empresa vem representando um marco significativo para êxito em seus negócios.

O reconhecimento também se deve a preocupação que a empresa tem em respeito ao meio ambiente. Outro destaque é a política de valorização dos funcionários que a empresa adota.

A empresa é dividida, praticamente, em dois setores: Divisão Florestal e Divisão da Produção de Papel.

Na Divisão Florestal, onde se concentra o laboratório, é usada tecnologia de ponta para fazer as clonagens, no sentido de aperfeiçoar cada vez mais a matéria-prima - a madeira. Ainda parte dessa divisão estão os canteiros de mudas, uma área específica onde são produzidos oito milhões de mudas de pinus exóticos por ano. A empresa distribui gratuitamente para a população da região em torno de três milhões de mudas a cada ano e, posteriormente, compra a madeira por preço de mercado.

O que chama atenção nesse setor é a organização e o controle. As mudas são catalogadas por família, o que possibilita fazer o acompanhamento do resultado genético de cada família até o momento do corte, tendo assim um diagnóstico e a diminuição do período de crescimento e aperfeiçoamento da qualidade.

Como diz o gerente Heuzer Saraiva Guimarães, esse é o primeiro elo da cadeia de produção responsável pela gestão e suprimento de toda a matéria-prima utilizada.

Já no setor de produção de papel, a empresa trabalha também com alta tecnologia, com máquinas gigantes movidas através de comandos eletrônicos.

Em relação aos trabalhadores, a empresa apresenta um quadro em torno de 400 funcionários, que atuam em quatro turnos de seis horas. O menor salário pago, o piso salarial, é de R$ 600,00. Então, para a realidade daquela região é um fator muito positivo. Além desse salário, a empresa fornece cesta básica aos funcionários e mais reembolso de 55% do valor gasto com medicamentos.

São empresas desse tipo, com a seriedade com que administram, que nos fazem acreditar que mesmo numa região pobre do Estado é possível mudar a vida das pessoas. Se novos empresários, com novas mentalidades, tiverem a clareza da importância de ajudar as pessoas - os seus colaboradores -, com certeza a região, que poderia ser muito mais rica, terá dias melhores no futuro.

Outro fator que nos chamou atenção foi a política adotada com relação ao meio ambiente, que considero estratégico e importante porque é muito fácil, inclusive para nós, fazer críticas em relação a empresas que produzem esse tipo de matéria-prima, que apenas se preocupam em explorar o solo, degradando tudo, prejudicando o meio ambiente, os rios. Mas na Rigesa eu tive oportunidade de ver, in loco, o trabalho que faz para a proteção; a preocupação com o meio ambiente, inclusive com um processo bastante avançado de tratamento da água, pois durante a produção do papel ela sai poluída, mas antes de ser jogada no rio passa por um tratamento, saindo praticamente limpa.

Em 2002 a empresa fez um dos seus maiores investimentos na aquisição de uma central de reciclagem de resíduos sólidos, que produz compostagem orgânica, que transforma em adubo, que é comercializado em todo o Estado.

Quero parabenizar a Rigesa pelo seu exuberante projeto na área ambiental, o Projeto Paca, que significa aprendendo com a árvore, criado em 1994, que faz parte da política social da empresa. Hoje, o projeto está inserido no currículo escolar da região, faz parte do planejamento didático e envolve todo o ambiente: fauna, flora, terra e água.

Os números impressionam. Participam do Paca cerca de 30 mil alunos de 150 escolas de ensino fundamental, municipais e estaduais, de oito cidades. O projeto é visto como um complemento em relação à preservação ambiental para tornar possível a continuidade das gerações futuras. O maior mérito do Paca é ter atingido, até hoje, aproximadamente 1.000 professores, 30 mil alunos de 6 a 14 anos, num universo de 130 mil habitantes."

Estou fazendo este relato porque são raras as vezes que somos convidado a conhecer projetos dessa magnitude, dessa importância. Eu e o Deputado Mauro Mariani estamos nos aperfeiçoando, fazendo o curso de Gestão Pública, em Canoinhas, na Universidade do Contestado, e tivemos a honra, o privilégio de ser convidados para conhecer a empresa, os seus projetos, os seus funcionários e todo o sistema de produção, desde a plantação da muda até o produto final, que é o papel.

Assim, estou aqui para parabenizar a Rigesa pelo trabalho que faz, pela geração de emprego e renda e pela qualidade de vida que dá aos seus empregados, além do respeito que tem com cada colaborador.

Ouvindo os empregados, Deputado Paulo Eccel, verificamos que existem pessoas que estão trabalhando na Rigesa há 17, 20, 30 anos. Existe na cidade uma disputa muito grande pelos empregos na Rigesa, porque de fato é a grande empresa da região, é aquela que dá excelentes condições de trabalho.

Existe pouca rotatividade, pelo que eu percebi conversando com os diretores e com os próprios empregados, porque quem entra não quer mais sair da empresa, pela segurança que ela proporciona, pela forma como trata a todos e por tudo que oferece.

Então, desejamos que outras empresas, que outros empresários espelhem-se na Rigesa, na forma como é administrada e na forma como administra os seus recursos humanos. Parabéns a todos, aos funcionários, aos diretores!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)