9ª Sessão Extraordinária - 01/07/2015
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO AGUIAR - Sr. presidente, srs. deputados, comunidade catarinense, público que acompanha a nossa sessão, peço especial atenção aos idosos e aos que nos assistem pela TVAL.
(Passa a ler.)
"Senhoras e senhores, amanhã estarei no Rio de Janeiro para uma visita agendada ao Instituto Nacional de Traumatologia Ortopedia, Jamil Haddad - Into -, que é uma das principais referências de sua área de atividade no país. E aplica o que de melhor está ao alcance dos brasileiros que necessitam de atenção quando sofrem acidentes, quedas ou porque têm problemas decorrentes da deterioração física, em razão de uma vida longa.
Vou ao Into acompanhar visita do secretário de estado da Saúde João Paulo Kleinübing, a convite da instituição, que foi procurada pela seção catarinense da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, com a participação do médico Marcelo Lemos dos Reis.
A SBOT-SC - Sociedade Catarinense de Ortopedia e Traumatologia - está próxima do Into já há algum tempo, pois vários profissionais que atuam em nosso estado passaram naquela instituição em períodos de aprimoramento profissional e por isso conhecem bem o que representa um hospital de ponta e os reflexos que oferece para a saúde pública. Nossos ortopedistas, entre os quais me incluo, sonham com a possibilidade de Santa Catarina contar com um hospital do Into para atender os catarinenses.
Há algum tempo visitamos o Into com o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, que também é médico, e agora vamos acompanhar o secretário João Paulo Kleinübing. A ideia é aproximar a instituição do governo catarinense e abrir caminhos para que o sonho dos ortopedistas de Santa Catarina se torne realidade.
Hoje, estima-se que em Santa Catarina há cerca de 20 mil consultas represadas, 13 mil cirurgias ortopédicas eletivas para serem programadas, e duas mil crianças com problemas congênitos aguardando cirurgias que se não forem feitas vão causar problemas para o resto de suas vidas. As cirurgias eletivas não avançam, ainda que o governo estimule a realização de mutirões, porque nossas unidades hospitalares mal conseguem dar conta dos casos de emergência. O trânsito e o número de acidentados que lotam as emergências hospitalares estão aí para comprovar o que estamos falando.
Claro que há um longo caminho a ser percorrido para conseguir trazer um hospital de referência novo para Santa Catarina. Mas precisamos sonhar, e quem sonha projeta e alcança o que quer. Há muitos meios de se conseguir conquistar um hospital e o pessoal da SBOT não para de pensar nisso! Vejam que o Into trabalha basicamente com cirurgias que não são de urgência e com a reabilitação das pessoas. E é exatamente isso que precisamos em Santa Catarina.
Portanto, os nossos esforços são para construir um entendimento técnico e político para alcançar um serviço necessário aos catarinenses e acredito que o secretário Kleinübing vai voltar dessa visita muito motivado. Para dar ideia do que o Into representa, recentemente foi lançada uma campanha que tem tudo a ver conosco, sejam os que já têm mais idade, ou aqueles que têm os seus parentes numa faixa de idade mais avançada e devem deles cuidar.
A campanha tem como slogan: Quedas, Todo Cuidado é Pouco. A campanha visa mobilizar o público, em geral, sobre o perigo das quedas. Uma pesquisa com duração de nove meses realizada no instituto revelou que entre as pessoas internadas por fraturas, 65% tinham os seus problemas de trauma ortopédicos provenientes de quedas. A pesquisa envolveu pacientes internados no Into entre janeiro e setembro de 2013, do total de 1.034 pacientes pesquisados, 672 haviam caído, destes, 55% tinham sofrido queda em casa, e entre todos que caíram em casa, mais da metade, tinham 60 anos ou mais, e 63% eram mulheres.
Então, hoje, dentro da medicina, da ortopedia, se pergunta: Quebra e cai? Ou sofre a queda e quebra? É claro que existem as duas possibilidades. Quando nós temos um osso fraco, realmente quebra o osso e daí o paciente caí. E quando ocorre contrário, a queda provoca a fratura. Este é um problema de saúde pública que atinge especialmente as pessoas com mais de 60 anos, entre essas pessoas idosas há um percentual altíssimo entre as mulheres, que é de 74%.
O importante é que ninguém se sinta tolhido em sua autonomia e independência, sem incentivo a se locomover ou praticar exercícios em qualquer idade. Pelo contrário. Mas é necessário que esteja sempre atento a tudo o que pode provocar queda.
Conforme estimativa da Organização Mundial de Saúde, 424 mil pessoas morrem por ano em todo o mundo devido a quedas, sendo que 80% destas localizam-se em países de baixa e média renda.
Segundo a pesquisa da OMS realizada em 2012, de 30 a 60% da população com mais de 65 anos cai anualmente e, dessas quedas, de 40% a 60% levam a algum tipo de lesão mais séria.
Atualmente as pessoas vivem mais e, portanto, anseiam por mais qualidade de vida. Isso envolve prevenção de acidentes, inclusive das quedas, que podem afetar gravemente a possibilidade de locomoção das pessoas e, por consequência, a vida delas.
A partir disso, vejam algumas dicas sobre o que pode provocar quedas: Doenças que afetam a visão e dificultam o caminhar; ambientes com pouca iluminação; pisos escorregadios; escadas sem corrimão, sinalização e piso escorregadio; cadeiras, camas e vasos sanitários muito baixos e sem apoio para sentar e levantar; banheiros sem barras de apoio; obstáculos no caminho, como móveis baixos e fios, presença de animais domésticos; bengalas ou andadores com ponteiras danificadas.
Não vou me alongar, mas aí estão alguns motivos para termos um hospital desse porte, com atenção para idosos, e é importante lembrar que Santa Catarina é um estado com qualidade de vida diferenciada, onde as pessoas vivem cada vez mais.
Finalizando, quero também fazer um breve registro sobre convênios firmados pelo Badesc, que ainda há pouco tinha como presidente Wellington Bielecki, que ontem foi eleito prefeito de Mafra.
São convênios que vão beneficiar muitos municípios, como Canoinhas, Santa Terezinha, Três Barras, Porto União, Major Vieira e Irineópolis. E esses convênios também vão melhorar a pavimentação urbana e a aquisição de máquinas. São boas notícias para os catarinenses e para o planalto norte."
Muito Obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)