2ª Sessão Ordinária - 08/02/2007
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sra. presidente, srs. deputados, sras. deputadas e visitantes, é com alegria que retornamos a Casa, depois de exercermos o nosso quarto mandato, para fazer um trabalho sério voltado para o povo catarinense.
Acho que esta Casa é a ressonância da população e nós precisamos dar uma resposta. A sociedade espera isso de nós. Sendo governo ou Oposição o trabalho a ser feito tem que ser sério e é isso que esperamos dos deputados, ou seja, buscar o resultado para a população que é o que ela espera.
Ouvi atentamente o pronunciamento feito pelo líder do PP. Vimos o que está acontecendo na região norte e que vai ser debatido aqui pelos partidos de Oposição, pelo menos pelo líder da bancada do PP aqui na Casa, quando ele fala em patrolar. Este discurso é o do deputado Joares Ponticelli. Somos maioria, são 27 parlamentares da base do governo. Mas não viemos com a intenção de patrolar e sim de trabalhar, de contribuir e de ajudar o governo, mas também de ouvir a Oposição.
Podem ter certeza que quando for dada a palavra em acordos aqui na Casa, ela será cumprida. E vamos trabalhar nesta direção. A patrola no momento não vai ter lâmina. Acho que o uso da palavra patrola não pegou bem nesse primeiro momento.
Quero dizer também que o governador Luiz Henrique da Silveira foi duas ou três vezes prefeito de Joinville e falaram que ele não construiu nenhuma escola. Há um equívoco do nobre líder da bancada do PP. Será que a população não é inteligente? Vejam que 70% da população votou em Luiz Henrique da Silveira. Esta é a resposta dada pela população de Joinville, que conhece Luiz Henrique da Silveira e sabe o homem público que é. Ele é um homem honrado, que cumpre sua palavra, um homem que não esquece seu discurso e que não tem memória curta. E por isso recebeu a votação por duas vezes no governo em Joinville. Mais de 70% dos votos. Esta é uma resposta.
Ele falou que junto com os 13 deputados há três milhões de pessoas que vamos ajudar. Então perdemos a eleição e, evidentemente, o governador não é Luiz Henrique da Silveira. Acho que houve algum equívoco. Lamento que o deputado Kennedy Nunes, líder da bancada, não esteja aqui no momento. Mas tenho que dar esta resposta para contribuir no sentido de que as coisas têm que vir para cá, mas num passo correto. É evidente que vamos defender o governo do qual nos orgulhamos, que é o de Luiz Henrique da Silveira. O povo também porque reelegeu o governador.
Gostaria de dizer ao deputado Jailson Lima, que já foi prefeito da linda cidade de Rio do Sul, que pela sua experiência sabe perfeitamente que montar uma estrutura aqui em Florianópolis é difícil. O governador tem trabalhado na descentralização da saúde levando equipamento e isso é muito difícil.
A população elegeu o governador para, neste segundo mandato, alcançarmos os nossos objetivos.
Acho que precisamos descentralizar a saúde, precisamos atender os setores de todas as regiões. Este é o sentimento do povo.
Eu vi ontem, com muita tristeza, pela imprensa, um acidente envolvendo uma ambulância, do município de Tijucas, do qual resultaram duas pessoas mortas e vários feridos, lamentavelmente. Por quê? Porque veio a Florianópolis.
Então, queremos trabalhar e vamos trabalhar. O governo vai trabalhar em busca dessa solução através da descentralização da saúde, atendendo principalmente os maiores centros como Blumenau, Joinville, Chapecó, Itajaí, Criciúma, porque não temos condições de ter os equipamentos em todas as regiões, pois para isso é necessário muito recurso, muito dinheiro. Mas temos que ter, no mínimo, a descentralização nos principais centros, para não precisarmos deslocar para tão longe o paciente, pois vir do oeste, por exemplo, para cá, são 600 quilômetros, e essa não é uma coisa muito fácil.
Assim sendo, o governo, tenho certeza, trabalhará muito para conseguir esse objetivo.
Entendo que o Parlamento catarinense precisa de muita ação e ele receberá, por parte da oposição e da base do governo, uma ação equilibrada em que seja buscado o sentimento da população. Foi para isso que eles elegeram o parlamentar.
Eles não elegeram o parlamentar porque ele é novo, é jovem, é bonito, é feio ou porque é prefeito; eles elegeram o parlamentar pelo sentimento de buscar resposta e resultado. E quem não levar resposta e resultado será um político frustrado que, conseqüentemente, frustrará a população, como tantos outros já frustraram.
Na legislatura passada, esta Casa tinha 40 deputados, todos trabalhadores, lutadores, inclusive os que retornaram, como o deputado Pedro Uczai, que é uma lembrança viva nossa, que fez um belíssimo trabalho na prefeitura. Ele agora está voltando para cá e que seja bem-vindo.
O Sr. Deputado Cesar Souza Júnior - V.Exa. me permite um aparte?
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Meu amigo jovem Cesar Souza Júnior, é com muita honra que lhe concedo um aparte.
O Sr. Deputado Cesar Souza Júnior - Deputado Manoel Mota, em relação a esta questão da "ambulancioterapia" levantada aqui também pelo deputado Jailson Lima, até em função desse desastre ocorrido com esses dois pacientes do município de Tijucas, entendo que não há setor do governo em que a descentralização seja mais necessária do que na área da saúde, pois ela é fundamental. Além do sofrimento de pessoas doentes que precisam vir até a capital, vencendo 600, 700 quilômetros, não só os 50 quilômetros que nos separam de Tijucas, há também o entupimento do setor da saúde na Grande Florianópolis. Porque os hospitais que passam a atender todo o estado e às vezes municípios que não assumem o seu papel de prover a saúde básica, também fazem com que a população da Grande Florianópolis sofra, e sofra muito, pelo fato de ter que concorrer com populações de todo o estado.
Então, esta Casa realmente tem que ser efetiva, ter isso como uma grande prioridade, porque é um dos grandes sofrimentos do nosso povo, hoje. Acho que todos nós aqui, base do governo ou oposição, temos que, juntos, construir uma alternativa, e neste caso a descentralização será fundamental.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Quero agradecer a v.exa. o seu aparte, deputado Cesar Souza Júnior, e quero dizer que vamos continuar trabalhando nessa direção, buscando solução para o povo catarinense.
Quero dizer também, srs. deputados, que nós precisamos buscar alguns encaminhamentos importantes.
Eu lutei 14 anos pela duplicação da BR-101, mas na minha região a obra vem se arrastando porque uma empresa desistiu. Em outros lugares, já está estão asfaltando, mas de Araranguá a Sombrio a empresa não iniciou a obra ainda. Então, nós precisamos trabalhar muito para buscar os resultados.
O governo vem cumprindo, mas as empresas, infelizmente, para ganhar a licitação, acabam baixando o preço e depois não conseguem honrar o contrato e a população acaba sofrendo.
Na nossa região, só viaja mesmo quem precisa. Se não precisar, é melhor não viajar para lá. A situação é muito difícil, muito complicada, mas esperamos buscar os resultados. E o resultado é ver a realização da duplicação, com a rodovia em condições de tráfego normal, para dar ao usuário tranqüilidade e segurança, porque tudo que viemos buscar neste Parlamento são esses resultados importantes e fundamentais ao povo catarinense.
A SRA. PRESIDENTE (Deputado Ana Paula Lima) (Faz soar a campainha) - V.Exa. dispõe de 30 segundos para concluir.
O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Obrigado, sra. presidente.
Eu quero dizer que nós queremos contribuir, sim, com o governo honrado de Luiz Henrique; um governo que realiza obras sem discriminar um município. Por isso que ele está fazendo todos aqueles acessos aos municípios, tanto no norte quanto no oeste do estado Santa Catarina, porque os governos anteriores esqueceram que esses municípios precisavam de acesso asfáltico para garantir o seu crescimento. Mas o governo do estado está realizando, independente da agremiação partidária, e buscando uma solução para todos os municípios e para toda a sociedade catarinense.
(Discurso interrompido pelo término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)