Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

109ª Sessão Ordinária - 25/11/2009

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, quero ser bastante rápido.

Ficamos aqui ouvindo os discursos, especialmente o do PP e de outros amigos que fazem oposição a este governo, e fica todo mundo num silêncio total. Dá a impressão de que todos nós estamos concordando com tudo aquilo que se fala, aceitando isso candidamente, como se fosse a verdade dos fatos.

Em que pese eu respeitar todos os colegas que fazem oposição nesta Casa e ter o maior apreço por cada um deles, não posso concordar com a forma como as coisas estão sendo colocadas no dia de hoje, principalmente porque temos plateia. Esta Casa apresenta duas situações bem distintas: uma, quando temos platéia, e outra, quando não temos platéia, ou seja, quando há platéia os discursos são vigorosos, empolgados; quando não há, os debates e as discussões são menos acalorados, são mais objetivos.

Hoje, por conta de uma platéia extremamente qualificada, os srs. delegados de polícia, a conversa ficou calorosa! Ficou extremamente calorosa! E eu fico aqui prestando atenção em cada uma das falas e fico perguntando-me: será que estão subestimando a inteligência das pessoas? Será que o sr. governador não está dando aumento para os demais, só está dando essa gratificação para os delegados porque quer, porque esse é o desejo dele? Será que ele está pensando: "Eu não vou dar para ninguém mais! Eu só vou dar para os delegados esse dinheiro! Para o resto não quero dar nada! Deixa no cofre o dinheiro! Guarda tudo no cofre e eu só vou dar para os delegados, o resto que se dane."

Será que é assim que funciona, numa pré-eleição, em que o governador pretende ser senador da República, no ano que vem? Em que boa parte das pessoas que está no poder também quer a reeleição? Será que eles iriam fazer isso em sã consciência, apenas e tão-somente por fazer?

É aquilo que eu falei pela manhã, é como se fosse uma família. O pai tem os filhos e se pudesse dava-lhes o melhor. Mas não lhes dá o melhor, dá apenas aquilo que está ao seu alcance, senão tem que assaltar, tem que roubar, e não pode fazer isso.

Eu até diria aos colegas do PP: vamos aliar-nos, vamos juntar-nos para mudar. Essa divisão do bolo, essa divisão horrorosa do bolo financeiro neste país, em que fica tudo centralizado em Brasília e de lá é distribuído ao bel-prazer, da maneira como entendem, não pode continuar! Até para o FMI estão emprestando dinheiro, dez bilhões, enquanto aqui o governo do estado leva pau porque não está aquinhoando melhor os seus policiais.

Em Brasília o salário mínimo de um policial é de R$ 4 mil! Para todos! Mas tem a participação do governo federal. E há, no Congresso Nacional, não sei se estou enganado, uma PEC ou uma MP para se tratar dessa questão em nível nacional. O governo federal que faça a sua parte também para ajudar! Já que ele não quer repartir com os estados o bolo tributário da maneira como deveria, que ajude, então, a pagar os policiais, a manter a nossa segurança. O estado entra com uma parte e o governo federal com outra.

Esse deveria ser o bojo das nossas discussões.

Mas respeito profundamente cada um dos srs. deputados que fazem oposição nesta Casa, alguns, tribunos brilhantes, que tivemos a oportunidade de ouvir, mas gostaria de deixar essa minha impressão e esse meu sentimento na Casa neste dia de hoje, sr. presidente, com a certeza de que teremos uma votação plena.

Obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)