6ª Sessão Ordinária - 20/02/2008
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Sra. presidente, deputada Ana Paula Lima, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, quero, neste momento, da tribuna desta Casa, colocar para todos os catarinenses quem é o advogado hoje já aposentado da Celesc, o sr. Gley Sagaz, que como advogado de uma das maiores empresas de Santa Catarina, na época do governo Esperidião Amin, alegava que trabalhava 24 horas ininterruptas para o governo, à época, requerendo horas extras em períodos integrais.
O advogado Gley Sagaz hoje está defendendo o ex-governador contra Santa Catarina, mais precisamente contra o governador Luiz Henrique da Silveira. E pelo documento que tenho em mãos e pelo que fiquei sabendo, através de funcionários da Celesc, com certeza absoluta, catarinenses e srs. deputados, não é o homem certo para querer pregar moralidade em todos os níveis. Não é!
Em relação às sentenças julgadas dizem que ele, definitivamente, como advogado da empresa, por diversas vezes, colocou a empresa no "pau", como se diz na linguagem popular, para receber horas extras não feitas. E, também, lamentavelmente, à época em era advogado representante da empresa, quem estava lá para representar contra ele não o fez. E o ex-governador Esperidião Amin pagou ao advogado Gley Sagaz mais de R$ 300 mil em diárias que não foram concretizadas.
O que estou falando, srs. catarinenses e srs. deputados, não é da boca para fora. Estou-me baseando numa ação, na qual ele mesmo, como advogado e funcionário da Celesc, à época, ainda foi pedir justiça gratuita porque não tinha condições de pagar os honorários a um advogado. É um absurdo. E com certeza absoluta volto a reiterar: não é o homem certo para pleitear o que está pleiteando contra Luiz Henrique e contra Santa Catarina.
Srs. deputados, o pedido de horas extras, de 24 quatro horas ininterruptas, foi quebrado na ação judicial posterior - e volto a dizer que o ex-governador mandou pagar ao sr. Gley Sagaz ilegalmente -, contra o sr. Gley, na qual constatou-se a apresentação de notas fiscais de almoço no período em que ele alegava estar trabalhando ininterruptamente, sem intervalos de almoço.
Então, srs. deputados, vir aqui, nesta tribuna, dizer que estão querendo fazer o melhor por Santa Catarina, não é verdade. Posso dizer de fonte segura que este estado passou e está passando por uma renovação muito grande. E o que vou dizer aqui agora já disse no passado, pois muitas vezes questionei aquele governo por não ter nenhum jovem para fazer parte da administração. Questionei e disse que muitos jovens que se formavam em bancos de universidade e que tinham potencial para ajudar a contribuir com o estado de Santa Catarina não estavam tendo oportunidade. Provavelmente, porque esses eram os amigos que se mantinham no poder, movendo ações contra o estado para quebrá-lo. E da mesma forma fez Valmor De Luca, quando assumiu a Casan, que também desmascarou um monte de gente que não trabalhava ou que trabalhava contra o estado. E o governador Luiz Henrique da Silveira, numa postura de botar o estado nos eixos, com os seus colaboradores, levou para este lado. Talvez, aí, a inconformidade.
Até quero dizer aqui que na época, a Intersindical dos Eletricitas de Santa Catarina, denunciou na Justiça o fato do sr. Gley ter recebido mais de R$ 300 mil, ou de estar pleiteando, e numa ação entre amigos, posso dizer, o governador não deu bola, ou a Celesc não deu bola, na época, e pagaram ao mesmo, o que foi contestado.
Quero saber se ele devolveu esse dinheiro. E é o que vamos investigar, srs. deputados, da bancada governista, daqui para frente, ou seja, se ele devolveu esse dinheiro, pois depois perdeu a ação, porque disseram que era ilegal a solicitação das 24 horas extras praticadas ininterruptamente, pois que não aconteceu. E ele foi desmascarado através de uma ação judicial. E foi por aí afora. Então, quem são as pessoas que tentam colocar o governador Luiz Henrique da Silveira e Leonel Pavan em xeque?
Srs. deputados, se fizemos política, temos que mostrar o que fizemos, é normal. E o mais escandaloso foi o que coloquei aqui anteriormente, que constatei hoje de manhã. Por isso disse ontem que eu não conhecia tudo da situação, ou seja, que o governo Esperidião Amin gastou quase o dobro de publicidade institucional do que gastou o governador Luiz Henrique da Silveira. Agora, que moral tem realmente um cidadão desses para ir buscar na Justiça o questionamento de tantas outras situações?
Então, primeiro vamos ver se ele ressarciu os cofres do estado de Santa Catarina. Vamos ver a legalidade de ele ter pedido a justiça gratuita para se defender, buscando uma indenização por parte do governo, por horas extras que ele não tinha feito.
E eu volto depois.
A Sra. Deputada Ada De Luca - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Concedo um aparte à deputada Ada De Luca, que já está nervosa.
A Sra. Deputada Ada De Luca - Não estou nervosa, deputado!
Parabéns pela sua denúncia! E quero mostrar que inverdade, que irresponsabilidade e falta de moral começam com as mentiras, porque esse advogado apenado sabe muito bem que não pode trabalhar 24 horas. Então, ele não come, não bebe, não faz necessidades fisiológicas? Já começa a mentira por aí.
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Vai ver ele nem trabalhava! Só queria receber!
A Sra. Deputada Ada De Luca - Exatamente!
Então essas coisas causam tristeza e vergonha a todos nós.
Muito obrigada, deputado! Parabéns!
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Eu digo que talvez ele não trabalhasse, porque ele vivia à disposição de prefeitura. Ele viveu à disposição do governo do estado e de diversos órgãos. Resta saber se ele tinha tempo, realmente, para trabalhar, efetivamente, na Celesc, na época em que ele requereu essas horas extras.
A Sra. Deputada Ada De Luca - Com certeza nós estamos tranqüilos!
O SR. DEPUTADO JOSÉ NATAL - Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)