90ª Sessão Ordinária - 19/11/2008
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, srs. deputados, público que acompanha esta sessão, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e também movimento das esposas e familiares, quero aproveitar a presença de todos para dizer que este plenário está mais bonito com vocês aqui.
Quero fazer um agradecimento, de público, a alguns deputados que apoiaram concretamente a possibilidade da presença de todos aqui, como os deputados Pedro Baldissera, Dagomar Carneiro, a deputada Ana Paula Lima, que não está na Casa hoje, mas em Brasília discutindo outro projeto, e todos os demais deputados que se somaram a essa luta da Lei n. 254, e às outras lutas da Segurança Pública, assim como aos demais deputados que também são solidários a esse debate, como o deputado Jean Kuhlmann, que relatou pelo arquivamento da PEC que possibilitava a privatização do Corpo de Bombeiros, e merece também a nossa consideração e o nosso aplauso.
Quero homenagear todos e todas vocês que, com a sua presença, aquecem este plenário, apesar de um silêncio quase glacial, como diz a música, de se falar insistentemente, talvez apenas para alguns companheiros que estão assistindo à TVAL, em um ano e dez meses de mandato, que é nosso, que é de vocês, tentando buscar alguma conquista para todos nós, e batendo em ferro frio, na maioria das vezes.
Nós ainda não tivemos o andamento adequado de nenhuma das questões importantes da Segurança Pública. A nossa confiança de 2006 foi traída, como já disse muitas vezes aqui desta tribuna. E a presença, a confiança de vocês no nosso trabalho, na luta que temos travado, é o que nos possibilita continuar remando.
Aproveito o momento para prestar uma homenagem a cada irmão de farda que morreu em serviço nos últimos anos: cabo Charleston, da Cavalaria, no ano 2001; soldado Damásio, do Bope; soldado Matias, de Barra Velha, em dezembro de 2004; soldado Edgar, de Brusque; soldado Sérgio Burati, de Criciúma, em agosto de 2003; soldado Joel Domingos, de Criciúma, em agosto de 2003; soldado Ilvânio, que trabalhava no extremo oeste e que morreu naquele acidente trágico em outubro do ano passado, entre Maravilha e São Miguel d'Oeste. Morreram também os seguintes bombeiros: cabo Borghetti, de São Miguel d'Oeste; soldado Daltoé, de Maravilha; soldado Franzosi, cabo Bagatini E Hélio Moss, bombeiros voluntários, todos de São Miguel d'Oeste; soldado Sidnei, de Joinville, que morreu há três meses, fazendo a escolta sozinho de um preso; soldado Marcelo Krausch, que foi assassinado no dia 27 de setembro aqui em Santo Amaro da Imperatriz; cabo França, que morreu para salvar todas as vítimas de uma mina incendiada em Criciúma há menos de um mês.
Eu li aqui 14 nomes de servidores da Segurança Pública que morreram no exercício da profissão. Não estou falando dos outros nem de doenças decorrente do exercício do cargo; estou falando de acidente, de fatalidade, de tiro. Eles morreram nos últimos anos, só nesses anos que estamos lutando pela Lei n. 254. As esposas deles ficam com menos da metade dos seus salários e estão passando necessidades. Enquanto isso há nesta Casa um projeto do governo para aumentar em quase 400% a pensão das viúvas dos ex-governadores. Nós queremos, no mínimo, a mesma dignidade, porque isso aqui é uma república, não uma é monarquia.
A nossa luta vai continuar! Na próxima quarta-feira, teremos reunião no estado inteiro e vamos ter um avanço na Lei n. 254, senão não teremos Segurança Pública neste verão.
Muito obrigado!
(Palmas das galerias)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)