60ª Sessão Ordinária - 12/06/2014
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, Kennedy Nunes, srs. deputados, sra. deputada, amigos da TVAL, nossa Rádio Alesc.
Na esteira daquilo que colocou aqui o deputado Darci de Matos, o meu líder deputado Silvio Dreveck, também o nosso grande decano da política joinvilense, deputado Eni Voltolini, com relação à questão da Copa do Mundo.
Acho que precisamos saber separar realmente as coisas, o que é bom e o que é ruim, e futebol é uma coisa boa. Eu me lembro de lá quando o Criciúma fazia os embates com o Figueirense, com o Avaí, com o Chapecoense ou com o Joinville e incendeia a expectativa e a esperança. E, se no dia de jogo, alguém passar pelo hospital e visitar os doentes quando o time ganha reascende a expectativa e a esperança, e as pessoas conseguem melhorar com mais rapidez.
Futebol está cravado no sentimento do brasileiro e que tem tirado milhares, milhões de crianças das ruas. Vejo lá o programa Tigrinhos, do Criciúma Esporte Clube quando numa parceria com a universidade, com os municípios, deputado Eni Voltolini, em que se desenvolve um trabalho de inclusão social permitindo a doação de chuteira, meia calção, camisa e uniforme com acompanhamento de um professor e todo o monitoramento da universidade onde de mil alunos procura-se buscar dez profissionais.
Isso no momento de vulnerabilidade de uma criança, de um adolescente poder dar o norte, a segurança, dar um caminho a esta pessoa, com certeza, eliminaremos muito os problemas enfrentados hoje, pois milhares e milhões de crianças são jogadas ao relento, buscando o caminho das drogas e de um custo social sem precedentes à própria sociedade.
Por isso precisamos enaltecer esse momento, pensar positivamente, independentemente das bandeiras, das cores partidárias, das religiões. Temos que pensar no futebol, porque somos o país do futebol. E tenho a expectativa e o sentimento de que vamos ganhar esta Copa. Nessa linha, eu vou torcer.
Gostaria também de dizer que, na segunda-feira próxima passada, tivemos a oportunidade de estar a frente do trabalho, junto a comissão de Transporte e Desenvolvimento Urbano, debatendo a questão do anel viário de Criciúma.
Essa obra há mais de 30 anos vem sendo acalentada, reivindicada e está sendo elaborada sua terceira etapa. Em paralelo a isso, temos o trabalho da via rápida, um investimento de mais de R$ 100 milhões que está em execução num ritmo extremamente acelerado, com recursos do governo do estado, por consequência do PAC, em que o Partido Progressista trabalhou para elaborar e dar celeridade a todos os procedimentos e as rotações nas comissões temáticas e no plenário desta Casa. Então, essa é uma obra que tem a marca progressista, numa parceria com o governo de Raimundo Colombo.
Ela destacou-se por quatro etapas. A primeira etapa vai do São Simão a Vila Demboski, a segunda etapa vai da Vila Dembosqki até a via universitária. Essas duas etapas já foram concluídas. E a terceira vai de São Simão á comunidade de Vila Zuleima, integrando a avenida Luiz Nazarin, e inclusive a construtora já está em fase de andamento. Esperamos, até o final do ano, que tenhamos concluído a terceira etapa. A quarta etapa vai demandar um aporte significativo para as desapropriações das invasões nas faixas de domínio, e vai representar em torno de R$ 100 milhões.
Foi uma audiência muito concorrida, e estiveram presentes mais de 50 presidentes de associações de bairros debatendo o assunto, demonstrando que realmente há uma inteiração da sociedade e uma premência no sentido de que essa obra possa realmente sair do papel.
O presidente do Deinfra, Paulo Meller, lá esteve junto com o secretário regional João Fabris e seus técnicos, com os representantes da empresa Iguatemi fazendo uma exposição em data show, mostrando toda a parte estrutural relacionada e o traçado do anel do contorno viário. E, evidentemente, abriu-se a discussão para que a sociedade pudesse interagir e fazer as observações cabíveis e pertinentes, caso houvesse a necessidade de algum tipo de alteração.
Vejo com muita expectativa o desfecho, e o momento é oportuno por consequência dos R$ 10 bilhões que ajudamos a viabilizar junto ao governo federal, dinheiro esse que é empréstimo e que o cidadão catarinense vai ter que pagar. Por isso precisamos estar atentos para fazer a aplicação da melhor forma possível desses investimentos, para que se possa dar início e potencializar as ações que tragam a perspectiva real do desenvolvimento da qualidade de vida do povo catarinense.
Por essa razão, vejo com muita expectativa essa questão. Estamos com 20% do Parlamento, temos três deputados federais, oito estaduais e o vice-governador. Então penso que este é um momento oportuno, único e singular. Se deixarmos essa oportunidade, sabe lá quando teremos outra. Tendo em vista que a sociedade nos concedeu essa procuração, a recíproca tem que ser verdadeira. E esta precisa ser uma ação suprapartidária com o propósito único de trazer o desenvolvimento para o sul de Santa Catarina.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)