Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sandro Silva

28ª Sessão Ordinária - 02/04/2014

O SR. DEPUTADO SANDRO SILVA - Sr. presidente, srs. deputados, público que nos assiste pela TVAL e que nos ouve pela Rádio Alesc Digital, gostaria de pontuar sobre uma questão importante.

Recebi um panfleto aqui sobre a greve da Fundação Catarinense de Cultura que trata, entre outras coisas, sobre a questão da evasão dos técnicos, o que acho que é grave, porque acaba se perdendo a memória da instituição quando aqueles que são os técnicos efetivos acabam saindo.

Outra questão que eles pontuam é sobre a incapacidade da fundação para gerir políticas e programas permanentes. E também que os projetos de continuidade não existem para atender a população em geral.

Eu entendo que a cultura, assim como outras ações do estado, tem que ser para quem realmente precisa e não para alguns grupos privilegiados, que por si só já têm recursos para fazer os seus projetos de investimentos. Mas lá na ponta, lá no bairro mais longínquo do nosso estado, na menor cidade do nosso estado, é que se necessita de algumas ações para que o dinheiro da cultura, do esporte, do turismo, da saúde, da educação, acabe chegando.

Então, entendo que o pleito da Fundação Catarinense de Cultura é extremamente válido. Realmente, precisamos que o dinheiro seja socializado, que não fique nos grandes grupos, nas grandes corridas, nos grandes eventos, que de fato vá o recurso para os que mais precisam que é a população dos recantos mais longínquos de Florianópolis, Joinville, do oeste, do planalto norte, enfim, todos os lugares que não possuem acesso à cultura.

Gostaria de registrar a presença dos Trabalhadores da Fundação Catarinense de Educação Especial.

(Palmas)

Quero dizer que admiro demais o trabalho que vocês fazem, a Apae, a Ama, enfim, todos que trabalham com a educação especial.

Tenho um sobrinho que é autista, então sei o trabalho de uma família para cuidar de uma pessoa especial. Na Apae de Joinville são 350 crianças especiais que precisam de atenção.

Então, realmente mais do que um trabalho é uma vocação trabalhar com pessoas especiais. Entendo que o pleito de vocês é extremamente válido. Esperamos que o projeto venha o quanto antes para esta Casa, para ser debatido e que possamos chegar a um denominador comum, solucionando essa questão da greve, porque isso acaba prejudicando toda a continuidade dos trabalhos.

(Palmas)

Gostaria de registrar, sr. presidente, que estive hoje no Neab - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros -, da Udesc, e conversei com o professor Paulino Cardoso, que é um dos pesquisadores e referência quando se fala em política pública para a população negra quando há debate étnico racial.

Pela primeira vez fui ao Neab, conheci o trabalho de pesquisa que o núcleo faz de formação, capacitação de professores e do movimento negro também. Mas quero dizer que fiquei muito satisfeito não apenas com o professor Paulino, mas com toda a equipe do núcleo que trabalha voltada para a questão de políticas afirmativas para a população negra no estado de Santa Catarina. E também parabenizo a Udesc que tem esse núcleo atuante e que trabalha muito para as políticas afirmativas.

Ontem, deputado Kennedy Nunes, acredito que v.exa. foi marcado na mesma publicação do facebook do nosso amigo Elton Guerra, de Joinville, que se refere à iluminação da Serra Dona Francisca. Temos lá vários postes de iluminação que estão apagados, sendo que aquela serra quando iluminada já é um perigo constante, imaginem sem iluminação. E à noite, com neblina e sem iluminação nenhuma ela torna-se um catalisador de acidentes e de mortes na região norte de Santa Catarina.

Por isso, pedimos que o Deinfra faça a manutenção das lâmpadas e que o sr. Ademir Vicente Machado, superintendente regional do referido órgão em Joinville, nos ajude no sentido de evitar acidentes como recentemente, há duas semanas, ocorreu, culminando com a morte de mais uma pessoa naquele trecho, pois não ficamos mais de dois meses sem uma morte naquela região.

Então, precisamos de uma atenção especial à Serra Dona Francisca para que esses acidentes não aconteçam e a segurança de quem trafega naquela serra seja preservada.

Gostaria de parabenizar a Acij, pela campanha que está promovendo: Vote certo, vote em Joinville. Trata-se da retomada de uma campanha que a Acij havia feito há um tempo: Vote certo, vote por Joinville. Mas, desta vez não é uma campanha para votar em candidatos de Joinville, mas, simplesmente, para que as pessoas que escolheram o referido município para viver, para trabalhar e que adotaram Joinville como sua cidade, transfiram seu título eleitoral, seu voto, para aquele município.

Então, é uma campanha louvável já que Joinville tem muitos imigrantes. Temos 600 mil pessoas morando no município, 380 mil eleitores e com a referida campanha queremos alcançar 400 mil eleitores. Portanto, acreditamos que até o dia 17 de maio, quando finda o prazo para que se realizem essas transferências de títulos eleitorais, obtenhamos esse número de eleitores aumentando o colégio eleitoral, pois assim elegeremos mais representantes aqui para a Assembleia.

Ontem, na minha fala no horário dos Partidos Políticos, comecei a falar que foi tratado na reunião do Fórum Parlamentar Catarinense sobre a questão do governo federal querer importar banana do Equador, sendo que o Brasil exporta milhares de toneladas desse produto, ou seja, é autossuficiente na produção de banana. E os produtores da região norte foram à reunião do fórum preocupados porque o governo federal quer fazer uma bondade ao Equador importando banana.

Assim, os bananicultores da região norte e de todo estado estão preocupados com essa medida do governo federal. A importação de bananas irá prejudicar demais quem já produz bananas aqui no estado, por isso, ressoamos o que foi falado na referida reunião do fórum sobre a preocupação dos bananicultores com essa medida do governo federal.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)