68ª Sessão Ordinária - 19/06/2012
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, sra. deputada, srs. deputados, quem nos acompanha pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital.
O deputado Jailson Lima, na sua forma descontraída de se expressar desta tribuna, muitas vezes fala algumas verdades importantes ou que sinalizam o horizonte. Como o abraço, em São Paulo, de Paulo Maluf com o ex-presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, que só reitera outra verdade que vimos apontando desta tribuna desde o ano passado, ou seja, há no Brasil a transformação de vários partidos em um partido único, que defende a mesma posição.
Evidentemente existem raras exceções, mas há no Brasil um partido único do mercado, a considerar que as políticas desenvolvidas pelo governo federal e pelos diversos governos estaduais do mais diferentes partidos têm sido muito parecidas. Se os governos estaduais do mais diversos partidos têm transferido instituições públicas de saúde, por exemplo, para as chamadas organizações sociais, que na verdade são grupos privados de trato com a saúde pública, evidentemente que tudo financiado pelo dinheiro público, o governo federal agora criou, através do ministério da Saúde, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH -, através da Lei Federal n. 12.550/2011.
Participei de um debate, na manhã hoje, no auditório do Hospital Universitário da UFSC com especialistas da área, inclusive do Ministério Público Federal, que se posicionou contra mais uma forma de quebrar direitos constitucionais estabelecidos em 1988. A forma de o governo federal desmontar direitos historicamente construídos tem outra modalidade, mas no fundo é a mesma coisa.
Deputado Moacir Sopelsa, já estive refletindo bastante sobre qual seria esse partido único e acho que se deveria chamar Partido Único Nacional. Se essa for a denominação por extenso, Partido Único Nacional, a sigla será PUN. Então, temos aí um grande PUN sendo constituído no país, com uma política bastante parecida para a sociedade brasileira.
Espero não estar falando nenhuma má-criação neste microfone, deputado presidente, estou apenas traduzindo o que seria a sigla dessa grande aliança que está sendo construída nacionalmente pelos mais diversos partidos, todos grandes partidos. Com alguma divergência aqui, outra ali, estão todos na mesma direção.
Mas queremos, na tarde de hoje, falar de outro assunto também sério e importante, e para não dizerem que a nossa posição é sempre de crítica, queremos aplaudir e agradecer. Aplaudir o governo do estado, o secretário da Educação e a reitora da Universidade Federal de Santa Catarina, porque o curso pré-vestibular da UFSC e do governo do estado - acho que é mais correto dizer dessa forma - não vai ser mais cortado, vão existir em 2012 ainda 3.200 vagas em 29 cidades, conforme informa a imprensa.
Em reunião ontem no Centro Administrativo, onde estiveram presentes a reitora e também representantes dos pais e dos alunos, essa decisão foi tomada. O governo do estado entra com R$ 1,2 milhão, a reitoria, com R$ 400 mil e o curso será mantido para alegria, para satisfação de milhares de jovens que estavam demandando e estiveram neste Poder algumas vezes ao longo das últimas semanas.
Gostaria de ressaltar a importância e a sensibilidade política do governo do estado, de ter percebido que era importante manter o curso pré-vestibular da UFSC com a parceria do governo do estado.
Quero dizer da nossa alegria como parlamentar e como cidadão de ter recebido a ligação de uma das mães daqueles estudantes já dizendo da boa notícia para o estado de Santa Catarina.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)