Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Valmir Comin

114ª Sessão Ordinária - 05/12/2013

O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Inicialmente, sr. presidente, quero saudar o deputado Reno Caramori, o nosso prefeito da gloriosa Chapecó, de primeira ponta, que é irmão do nosso grande amigo deputado Reno Caramori. É um prazer tê-lo em nosso Parlamento.

Sr. presidente, preciso fazer uma referência especial ao deputado Jorge Teixeira que presidiu, no dia de ontem, uma audiência pública que tratou de um assunto relacionado à Associação dos Ostomizados de Santa Cataria, perfazendo o rol de aproximadamente 2.802 ou 3 mil pessoas acometidas dessa doença. E o mais importante desse processo é o trabalho de conscientização que precisa ser desenvolvido, pois pelo que pude captar ontem aqui, e o deputado Jorge Teixeira que me corrija se eu estiver equivocado, dessas 3 mil pessoas, a metade poderia ter eliminado o problema com uma simples cirurgia.

Ou seja, 1.400 pessoas que andam com aquela bolsinha para ostomizados, que é um inconveniente, que dá uma série de transtornos, além da questão higiênica. Realmente causa uma série de problemas. Sempre digo que tudo é uma questão de vontade política. Penso que naquele momento v.exa. presidiu com muita propriedade, mesmo porque v.exa. é da área da medicina, médico, conhecedor dessa situação e já está buscando alguns encaminhamentos para que a secretaria de estado da Saúde possa fazer os procedimentos e a liberação de parte de recursos, para diminuir o sofrimento dessas pessoas.

O Sr. Deputado Jorge Teixeira - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Pois não!

O Sr. Deputado Jorge Teixeira - Deputado Valmir Comin, quero parabenizá-lo por ter abordado esse assunto que é muito importante e que diz respeito a 2.802 pessoas no estado de Santa Catarina que sofrem, no dia a dia, por falta de políticas públicas, por não haver banheiros públicos adequados ao uso e à troca dessas bolsas. Ou seja, 1.400 pessoas, por falta de uma política de saúde adequada, de assistência adequada, não podem reverter as suas ostomias. Essas 1.400 pessoas, deputado Valmir Comin, poderiam, até o final do ano, através de uma política pública, de uma política proativa, ter revertido as suas ostomias. As despesas com bolsas eram de R$ 750 mil por mês, que poderiam ser transformados em R$ 300 mil por mês.

Agradeço ao aparte e gostaria que v.exa. somasse conosco esforços para que o governo efetivamente faça também a sua parte.

O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Com certeza, v.exa., deputado Jorge Teixeira, que tomou a iniciativa, existe várias demandas reprimidas da sociedade. E nós, como homens públicos, precisamos estar com os ouvidos e os olhos atentos ao clamor dessas pessoas desassistidas que muitas vezes, por falta de acesso, de informação, na ignorância, acabam ficando perdidas no relento, sofrendo às vezes uma vida inteira por uma tomada de posição, por uma atitude política com sensibilidade, com sensatez, com coerência, mas, acima de tudo, com responsabilidade de poder amenizar o sofrimento dessas pessoas.

Parabenizo, mais uma vez, v.exa., e digo que pode contar com este humilde deputado nessa grande causa.

Sr. presidente, também tive a satisfação, porque ontem fui agraciado aqui com a utilidade pública da Casa Guido, em Criciúma, que trata das pessoas portadores de câncer, pediatria e oncologia. E hoje foi aprovado um projeto de nossa autoria criando o santuário da Nossa Senhora do Caravaggio, sendo incluída na rota do turismo religioso em Santa Catarina.

Vou discorrer aqui pelo menos alguns dados com relação à questão da colonização do município de Nova Veneza e suas atividades.

(Passa a ler.)

"A colonização do município de Nova Veneza, em Santa Catarina, teve início em 1891 com um grupo de famílias que se instalou em Caravaggio há 5 Km da sede do município e trazia consigo uma estampa de Nossa Senhora do Caravaggio e no coração uma grande devoção à Nossa Senhora.

Um dos primeiros frutos dessa devoção foi a construção de um oratório, onde as pessoas se reuniam para se encontrar, rezar o terço e cantar. A devoção à Nossa Senhora propagou-se rapidamente.

Eram muitos os devotos que se dirigiam a Caravaggio. A maioria a pé e em romaria. Muitas graças foram alcançadas. E isso ocorre até os dias de hoje.

Com a criação da diocese de Tubarão em 1954, surgiu a ideia de um santuário diocesano. Caravaggio despertou interesse por ser um lugar apropriado e pela forte devoção à Nossa Senhora. O santuário tem a forma de cruz com 40m de comprimento e aproximadamente 800m² de espaço interno para abrigar as pessoas.

No dia 1º de outubro de 1967, numa festa em homenagem a Maria, foi inaugurado o Santuário Diocesano Nossa Senhora de Caravaggio.

Por isso o dia 26 de cada mês, dia em que se comemora a aparição de Nossa Senhora de Caravaggio, é celebrada no santuário a Santa Missa.

O local recebe visitantes de vários estados brasileiros, inclusive fiéis de outros países, fazendo daquela cidade um ponto turístico".

Sr. presidente, há uma situação que me chamou atenção: numa dessas incursões que se fazia nas romarias, lá pelas altas horas da madrugada, chegou num carrão e desceu até o local o cantor de renome nacional e internacional Roberto Carlos, que é devoto de Nossa Senhora do Caravaggio, que todo ano desce com discrição, sem criar caso nenhum, fugindo muitas vezes da imprensa para celebrar sua devoção e receber as bênçãos do santuário e da Nossa Senhora do Caravaggio.

Por isso o turismo religioso é muito forte em Santa Catarina, em várias regiões do nosso estado. E não é diferente nesse santuário, que além da consagração de permitir, de dar condição às pessoas de se redimirem, trazer alento para si, pedindo perdão, ele ainda, na sua potencialidade, exerce uma influência na questão econômica da cidade, do entorno, dos percursos por onde passam os romeiros, por onde passam os ônibus que vêm das mais variadas regiões do estado e até mesmo de fora de Santa Catarina e internacionalmente falando, para buscar a benção da Nossa Senhora do Caravaggio.

Eu agradeço imensamente a este Parlamento por permitir essa condição. Também espero poder, o mais breve possível, fazer com que o governador do estado possa sancionar essa lei promovendo essa grande reivindicação que os devotos e romeiros de Nossa Senhora do Caravaggio tanto esperavam ao longo de muitos anos.

Sr. presidente, quero dizer que estamos praticamente na fase final do ano e ontem tive a oportunidade de debater o assunto, depois de 60 dias licenciado. Foi uma licença sem vencimento, para que o suplente de deputado Altair Silva pudesse exercer aqui a sua condição. Ele veio lá de Chapecó, aliás, é um rito feito pelo nosso partido, e já assumiu o oitavo suplente.

Nós teremos, no início do próximo ano, a vacância do deputado Reno Caramori, que vai disponibilizar também dois meses do seu período no Parlamento para que o ex-deputado Voltolini, que já participou desta Casa, que é do Partido Progressista, de Joinville, possa também exercer a condição do seu mandato, mesmo que interinamente, por dois meses. Mas sempre tenho dito que o suplente precisa ser valorizado, precisa ser enaltecido, precisa ser prestigiado por todas as legendas. Eu falo dentro de um aspecto suprapartidário, porque dificilmente o parlamentar consegue a legenda sozinho, e se for companheiro num momento difícil, na hora de bater o casco e puxar o carro, ele precisa ser enaltecido e valorizado num bom momento. E isso não tem preço, porque no momento em que o líder, o titular quer ele na pasta do Executivo, do Legislativo, na Câmara Federal, no Senado ou na Presidência da República, quando levanta a sua espada e dá o grito de guerra, vai olhar para trás e ver que há um monte de seguidores, porque vai se sentir prestigiado, pois foi valorizado num momento difícil.

Por esta razão espero, com muita expectativa, que na votação do Orçamento deste final de ano, de aproximadamente R$ 20 bilhões, possamos fazer com que as diretrizes básicas do governo possam ser implementadas de tal forma a poder potencializar cada vez mais as atividades fortalecendo a economia e o desenvolvimento social do estado de Santa Catarina.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)