29ª Sessão Ordinária - 06/05/2004
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. Presidente, Srs. Deputados, funcionários desta Casa, imprensa, aproveito a oportunidade do pronunciamento do nosso colega Parlamentar Francisco Küster para até poder complementar o seu pensamento.
Srs. Deputados, gostaria que toda população catarinense fizesse uma reflexão, baseada no pronunciamento do brilhante Parlamentar Francisco Küster. E para tanto, se S.Exa. permitir, darei continuidade ao seu pensamento.
Srs. Deputados, o jovem a partir de 16 anos de idade já vai poder escolher o seu Vereador, o seu Prefeito, o seu Deputado Estadual, o seu Deputado Federal, o seu Governador, o seu Presidente e assim por diante. Mas que ele preste bem atenção quando depositar esse voto na urna, ou seja, nunca esqueça que está dando a chave da sua casa para aquelas pessoas, que está dando a chave do quarto do seu filho, do seu quarto, que está dando o seu filho, a sua família, que cuidou com tanto amor, com tanto carinho.
Mãe, pai, vocês estão dando a chave nas mãos dessa pessoa que escolheram. Por isso você, que é inteligente e sabe o que quer, tem que analisar, tem que ver o passado dessa pessoa. Olhe, analise o passado e o presente. Analise tudo, porque você estará entregando a sua família nas mãos da pessoa que escolheu.
Hoje, não temos ensino de qualidade. Lançamos esse questionamento. Hoje, se o pai quer que seu filho tenha um ensino de qualidade, ele tem que pagar colégio particular, porque o ensino público não dá a sustentação para o indivíduo poder enfrentar o vestibular em nível com os demais que têm condições financeira razoável e boa.
Muitas vezes desta tribuna já falamos a respeito e volto a falar, ou seja, propusemos cursinho pré-vestibular gratuito. Essa proposta está na gaveta, trancada a sete chaves. O Secretário de Estado da Educação ainda não viu a importância desse projeto.
Em São Paulo, isso já está sendo usado nas universidades. E aqui o ensino particular já está colocando em ação.
Srs. Deputados, por que será que há tantas pessoas idosas, fracas, numa fila de espera do INSS? Por que ainda as pessoas não têm tratamento odontológico gratuito? Por que as pessoas moram mal?
Caros Colegas, no próximo domingo comemora-se o Dia das Mães. O que as mães têm para comemorar? Deixo esse questionamento.
O que será que as mães têm para comemorar? As mães estão tristes, porque vêem os seus filhos no mundo dos vícios, das perdições; os seus filhos estão perdidos. Já não há mais um controle familiar.
Os direitos do cidadão, que são assegurados pela Constituição, dando amparo legal a todo brasileiro, vêm sendo desrespeitados vergonhosamente. E sentimos vergonha, muitas vezes, de estar ocupando aqui uma cadeira legislativa, com as mãos presas, amarradas, e não podemos fazer nada! Nossos bons projetos na área social são todos barrados!
Esta Deputada vai brigar pela área social, pelo pequeno, pelo fraco, pelo desamparado, pelo desassistido, por aquele que está gemendo.
Então, Srs. Deputados, peço a colaboração de V.Exas. para que venhamos analisar e venhamos ler a tão importante mensagem do brilhante Martin Luther King. Gostaria que V.Exas. lessem, analisassem, porque aqui fala da força do amor para com o próximo, não só do amor para com a nossa família, para com os nossos filhos.
Nós temos que também olhar o lado do fraco, o lado daquele pai que está desempregado, desassistido, que quer dar alimento para a sua família e não tem condição.
Por isso, Srs. Deputados, muitas vezes ele triste, oprimido, chateado, desgostoso, o que faz? Ele quer até morrer. Não é isso, Deputado Antônio Ceron? É isso que o chefe de família faz. Mas nunca esqueçam que todo cidadão tem o seu direito adquirido pela Constituição, porque ele paga impostos.
No pãozinho que vai para a nossa casa, para nos alimentar, já estamos descontando impostos. Nós descontamos em tudo! De tudo o que nós consumimos nós descontamos. Isso tem que reverter para o bem-estar do cidadão catarinense, da criança. Todos devem ser amparados e assistidos, mas isso não acontece na prática, fica a sete chaves fechado, chaveado, é só no papel, pois o papel aceita tudo.
Mas somos inteligentes. Hoje o nosso eleitor já está mais conscientizado, graças a Deus ele já está refletindo mais, analisando, ponderando, pensando, e ele sabe o que quer. Ele quer o bem-estar da sua família, ele quer ter o direito do seu filho poder estudar com dignidade, ele quer ter direito à saúde.
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DA ORADORA)