12ª Sessão Ordinária - 07/03/2007
O SR. DEPUTADO VALMIR COMIN - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, faço uso da tribuna na tarde de hoje em função da manifestação, no dia de ontem, com relação à eleição ocorrida na Cooperaliança, no município de Içara, no sul do estado, que é considerada a maior cooperativa de distribuição de energia do estado de Santa Catarina.
(Passa a ler.)
"Cooperativa de Içara é premiada pela segunda vez
Pela segunda vez na história do 'Prêmio Eletricidade' promovido pela revista Eletricidade Moderna (EM), a Cooperaliança foi escolhida por ter a maior evolução nacional na classe das empresas de pequeno porte (com menos de 40 mil habitantes). A primeira premiação foi em 2004.
O 'Prêmio Eletricidade' é um ranking das melhores distribuidoras de energia elétrica do Brasil. A revista publica anualmente o perfil do setor de energia elétrica e elege as empresas e organismos que atuam na área. Para isso, o ponto de partida é sempre um questionamento enviado com as necessidades de distribuição. A equipe de pesquisas da revista EM recebeu propostas de 51 distribuidoras, entre elas a Cooperativa Aliança.
Um dos responsáveis pelo preenchimento do questionário, Moisés Darós, técnico em eletricidade, explica que o questionário contém informações que retratam a empresa vista do ângulo das atividades realizadas.
A edição de setembro da EM traz um especial sobre o prêmio e apresenta o ranking 'das melhores distribuidoras de energia elétrica do Brasil'. Do grupo três, que são empresas menores, os editores da revista apontam a evolução das empresas de 2004 para 2005. 'Desta vez o maior crescimento foi registrado pela Cooperaliança, com 4,44%', lê-se na revista.
Receber o prêmio pela segunda vez é motivo de orgulho para os funcionários dessa grande empresa. 'É um grande sinal de que estamos caminhando no rumo certo e que nossos esforços em prol do desenvolvimento da Cooperaliança, não são em vão', declara Edmilson Maragno.
O prêmio é direcionado aos consumidores. 'Não somos os únicos responsáveis por isso. Se buscamos o desenvolvimento é porque nossa demanda de associados e consumidores está aumentando'. Na revista, em certo momento, diz que: 'quando uma empresa busca a evolução baseada em atender com excelência seus clientes, ela é sempre reconhecida. É por isso que o prêmio não é só dos funcionários da cooperativa, e sim de todos', declara o presidente Pedro Deonizio Gabriel.
O social que essa empresa desenvolve é uma nova vertente que acabou destacando-se em todo o sul de nosso estado. Através do Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (Fatos), a empresa já beneficiou cerca de 130 entidades nos últimos anos.
Com a Cooperaliança na Praça, evento em comemoração ao Dia Internacional do Cooperativismo, a empresa leva para a praça Central mais de seis mil pessoas. No mesmo dia, são realizados vários atendimentos à comunidade, serviços da área da saúde, social, lazer e utilidade pública.
A Cooperaliança na Escola é um outro programa. Em dois ciclos, mais de mil alunos da rede pública municipal e estadual foram orientados para não desperdiçar energia elétrica.
Natal Solidário é um outro programa: crianças do Programa de Erradicação Infantil, forma adotada no Natal, receberam presentes graças à ajuda da Cooperaliança."
Eu fiz, sr. presidente, questão de registrar esse feito em função da disputa que se travou no último sábado. Pelo resultado, sendo que 8.633 eleitores votaram, Pedro Deonizio Gabriel foi o vencedor com 1.265 votos de diferença. Isso representa, com certeza, o respeito, a admiração e a responsabilidade que os administradores têm, através de seu presidente e de toda a sua equipe administrativa, para com os seus cooperativados.
Esperamos que esse feito sirva de exemplo para tantas outras cooperativas que temos no estado de Santa Catarina.
Amigo, deputado Silvio Dreveck, nós temos, hoje, 22 cooperativas de distribuição de energia somente no segmento rural de nosso estado, sendo que 19 delas estão inseridas no sul do estado. Esse é um segmento fortíssimo, de um trabalho social violento, gigantesco e que vem cada vez mais impulsionando a economia do sul do estado de Santa Catarina.
Sr. presidente, quero apresentar um pedido, hoje, aqui nesta Casa, para que os líderes partidários promovam a escolha dos seus membros para que possamos constituir a comissão parlamentar externa que fará o acompanhamento da futura obra da barragem do Salto, em Timbé do Sul, no extremo sul de Santa Catarina.
A obra, que está orçada em R$ 54,6 milhões, com mais, aproximadamente, R$ 25 milhões para se efetuar a sua macro distribuição, terá três cunhos que eu reputo de grande importância: o social, pela demanda que vai proporcionar na oportunidade de agregação de valor, de renda, a oportunidade de emprego; o econômico, que vai-se destacar em função dessa obra, a exemplo do que ocorre já com a barragem do rio São Bento, na região carbonífera; e o turístico que ela poderá desenvolver a partir da sua instalação.
Nós temos, hoje, belezas imensuráveis feitas através da Providência Divina, das mãos divinas e com a lapidação do ser humano, certamente nós vamos proporcionar ainda um desencadear muito mais forte da economia e o fortalecimento da renda do nosso povo do sul do estado.
Se essa barragem já tivesse sido construída, ela teria evitado, agora, essa última enchente, a exemplo do que ocorreu na barragem do rio São Bento. Fiz menção aqui, na tarde de ontem, que na noite de Natal de 1996 houve uma grande enxurrada, uma grande concentração, uma precipitação de chuvas muito grande na região, na encosta da barragem do rio São Bento, que não existia na época, culminando na morte de 13 pessoas - vitimando 11 somente de uma família. E tudo isso poderia ter sido evitado. Com a construção dessa obra, houve, então, a regularização dos níveis de água com tranqüilidade, houve a enchente sem problemas maiores para a região.
Essa obra da barragem do Salto com certeza vai contemplar vários municípios do extremo sul, principalmente o município de Araranguá, que em todos os momentos de cheia centenas de famílias acabam ficando desabrigadas, correndo um risco sério de vida.
Essa obra teve a participação efetiva da bancada federal catarinense, dentro de uma ação suprapartidária, a exemplo da barragem do rio São Bento, que possibilitou uma rubrica no valor de R$ 40 milhões, sendo que desses, R$ 8 milhões já estão garantidos para que possamos, através do programa Pró-Água, através do ministério da Integração do governo federal, do governo Lula, com a participação e a contrapartida do governo do estado, que também já tem uma rubrica, antes encampada pela secretaria da Agricultura e agora através da vertente da Casan... Essa obra tinha um cunho prioritário para o abastecimento da agricultura. Hoje ela passou a ser a prioridade à nossa população no extremo sul do estado.
Esperamos que ela seja iniciada e que esse recurso possa definitivamente dar um destino àqueles moradores de Areia Branca, que há mais de 20 anos não conseguem buscar subsídios, mecanismos dos organismos de fomento para custear a sua produção, em face desse impasse originado pela construção dessa barragem.
Queremos que o governo do estado realmente se sensibilize com essa situação, a exemplo do que já fez o governo de Esperidião Amin e, na seqüência, a continuidade com o governo Luiz Henrique. Então, que esse mesmo exemplo seja procedido na barragem do rio do Salto, no extremo sul do nosso estado.
Era isto o que eu queria colocar, sr. presidente e srs. deputados!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)