52ª Sessão Ordinária - 16/06/2010
O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sra. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, prezados catarinenses que nos acompanham pela Rádio Alesc Digital e pela TVAL, prezado prefeito Nilson Bortolatto, de Cocal do Sul, e prefeito Adelmo, gostaria de cumprimentar todas as autoridades que estão aqui nas galerias desta Casa, em nome, especialmente, do presidente da Câmara de Vereadores de Botuverá, sr. Valmir Betinelli, vereadora Odete Mariani, vereadora Catarina Rosa Venzon Wietcowsky, sr. Mário, da delegação de Botuverá, que vêm aqui, na Assembleia, trazer agradecimento e novamente pedidos para a nossa bela Botuverá, minha terra natal, que pertence à Regional de Brusque, juntamente com Guabiruba, Nova Trento, Major Gercino, Canelinha, São João Batista, Tijucas, as oito cidades da Regional.
Esses três vereadores estão aqui, primeiro, para agradecer ao apoio que têm recebido do governo do estado. É o único colégio estadual que existe lá recentemente, até porque em Botuverá a população total é de aproximadamente 4.000 habitantes, Colégio Padre João Stolte, tendo como diretora a d. Sueli Pavesi. Esse colégio recebeu agora, há 15 dias, a autorização do governo do estado para reformar e ampliar algumas salas e poder atender melhor à comunidade de Botuverá, que fica entre Brusque e Vidal Ramos.
Lá, naquele município, srs. deputados, temos a gruta, a caverna de estalactites e estalagmites, certamente a mais bela do sul do Brasil, que desde 95, 96, 97 foi urbanizada, tanto a parte externa quanto a interna, para permitir a visitação, pois recebe inúmeros turistas de todo o estado de Santa Catarina e de fora do estado. Muita gente vai lá visitar aquela caverna.
Entre o centro de Botuverá até Vidal Ramos temos aproximadamente 50km de estrada de chão, e lá em cima, perto de Vidal Ramos, está sendo construída a maior fábrica de cimento de Santa Catarina, pela Votoran, que até o final deste ano, começo do próximo ano, estará pronta.
Quando a Votoran manifestou a intenção de começar a fábrica o governo do estado assumiu o compromisso de que numa parceria com a empresa Votorantim, com o cimento Votoran, construiria e asfaltaria a estrada que liga Botuverá a Vidal Ramos. Hoje, com todas as curvas que tem, são aproximadamente 55, 56km, mas que em forma de SC certamente será um pouco mais curta. Agora, com as chuvas que tivemos nos últimos meses ela está num estado muito precário, e o governo do estado, nesses últimos 15 dias, esteve em Botuverá atendendo ao pedido da comunidade e liberou R$ 150 mil através da prefeitura, para permitir o tráfego entre Botuverá e Vidal Ramos. Liberou também mais R$ 150 mil para construir uma ponte sobre o rio Itajaí-Mirim, que atende à chamada comunidade dos Vanelli, à margem esquerda do rio Itajaí-Mirim, em Botuverá, e outras comunidades acima.
Na semana passada, no domingo, tivemos a alegria de presenciar, de receber inúmeros visitantes em Botuverá, na 19ª Festa Bergamasca. A nossa maior população de imigrantes é bergamasca, da região de Bergamo. Há 19 anos, todos os anos, a comunidade, junto com a prefeitura, com a igreja, com líderes comunitários, organiza essa festa. Inclusive neste domingo, na visita que fiz a Botuverá, estava o presidente da Câmara de Vereadores trabalhando na cozinha, e os vereadores estavam ajudando nos trabalhos, na organização da festa e na recepção dos turistas.
Nessa festa, que é parecida com as demais festas regionais, o grande detalhe é que todos os anos um padre natural de Botuverá, que fala a língua bergamasca, celebra a missa do começo ao final totalmente em italiano. É um verdadeiro show a missa; além de ser um show cultural é um show da história de Botuverá.
E lá estava o padre Nelson, filho de Botuverá, que ao celebrar a missa contou a história da cidade, citando todas as famílias que inicialmente chegaram a Botuverá e depois colonizaram Águas Negras, Ribeirão, Lageado, Ouro, Areias, enfim, todos os bairros de Botuverá. Citou as famílias que ocuparam e que fizeram a história de Botuverá.
Lá estava o padre Alírio Pedrini, que foi quem organizou a primeira festa, a primeira missa e que, juntamente com alguns colaboradores, com sua família, iniciou a primeira missa, escolheu os cantos. Enfim, é um verdadeiro show cultural que há 19 anos vem acontecendo. Por conta disso, por ser um grande ato cultural, recebe inúmeros visitantes, pessoas que nasceram em Botuverá e que hoje estão em Brusque, em Joinville, em Blumenau, em Florianópolis. É na verdade um grande momento do reencontro das pessoas que nasceram em Botuverá, que são de famílias daquele município e que voltam naquela data, assim como eu que volto lá, porque é o momento de nos reencontrarmos com aqueles que foram buscar uma vida melhor e que com saudades voltam a Botuverá. Além disso, recebe inúmeros turistas. Inclusive, encontrei pessoas de Massaranduba, por exemplo, que estavam em Botuverá porque falam o dialeto ítalo-bergamasco e já há alguns anos acompanham a missa show celebrada no dialeto ítalo-bergamasco.
Então, eu queria aqui cumprimentar todas as comunidades italianas de Santa Catarina e dizer que Botuverá também faz a sua parte para valorizar a sua origem, a cultura e o que eles ensinaram aos seus filhos, às suas famílias. E de lá foram morar em tantas outras cidades, mas ajudaram a formar a cultura deste povo de Santa Catarina, que teve diversas origens, mas que está honrando o estado e o país.
De forma que, ao cumprimentar o Valmir, a Dete Mariani, a Catarina, quero cumprimentar todo o povo de Botuverá e os organizadores, e dizer que isso é muito importante.
Agradecemos ao governador Leonel Pavan, que também deu uma contribuição importante para a realização daquela festa.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)