47ª Sessão Ordinária - 01/06/2010
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente, sra. deputada, srs. deputados, telespectadores da TVAL, servidores que nos acompanham na tarde de hoje neste Poder, demais pessoas presentes, autoridades.
Nós queremos tratar de dois assuntos neste pouco tempo que temos, um deles é ou continua sendo as manifestações legítimas e necessárias e importantes da juventude dos estudantes e da população de Florianópolis contra o aumento da passagem dos ônibus coletivos aqui da capital, a mais cara do Brasil. Fica mais caro andar de ônibus do que carro.
Os poderes públicos trabalham para satisfazer a ganância do lucro de meia dúzia de empresários, aliás, dois ou três, somando bem não chega a dar meia dúzia. O Poder Público fica à disposição dos empresários do transporte coletivo, que é uma concessão pública. Esses têm interesse em ganhar dinheiro com o serviço que deveria ser público. A população se manifesta, a juventude se manifesta e, infelizmente, a polícia é chamada para reprimir os manifestantes.
Dizem que a manifestação não é pacífica, mas na verdade querem manifestações que não sejam manifestações. Querem manifestações passivas e não manifestações de contestação a essa situação colocada.
Já estamos na quarta ou quinta semana das manifestações, e a juventude não tem parado de se manifestar e merece o nosso aplauso por conta disso.
Na primeira semana, na primeira quinta-feira, houve sessão aqui; na segunda-feira quando aconteceram as manifestações, nós estávamos no interior participando das audiências do Orçamento. Mas se nós estivéssemos aqui na semana posterior, eu teria elogiado a atitude do coronel Nilton, comandante do 4º batalhão, na primeira semana das manifestações, porque quando outro lá, quase chefe, determinou que fosse baixado o porrete, ele pelo rádio disse que não com a seguinte frase: "Nós somos policiais e temos que manter a tranqüilidade. Essa é a nossa obrigação profissional". Eu iria parabenizá-lo por essa postura, mas, na semana seguinte quando estávamos no interior, o coronel Nilton voltou a ser o que era antes, um combatente dos movimentos sociais, e ontem estava lá na Udesc, inclusive entrando na universidade, para reprimir e prender mais uma vez estudantes. Já foram mais de 20 pessoas presas, inclusive jornalistas, por conta das manifestações contra o aumento da tarifa, que é abusiva, criminosa e atenta contra os interesses públicos da população de Florianópolis e da grande Florianópolis.
Então, quero dizer que, na nossa posição, a responsabilidade é das autoridades municipais, estaduais e inclusive federais, porque é preciso uma política pública de transporte para as grandes cidades, e não há, o que é uma vergonha. A população está refém e à mercê dos interesses e da ganância dos empresários, que enriquecem às custas do povo trabalhador das maiores cidades deste estado e do país.
Outro assunto, ainda, que preciso falar, diferente deste que falei até agora, é a situação da Praia da Armação do Pântano do Sul. Como falávamos na semana passada, estamos cobrando das autoridades municipais e estaduais uma atitude rápida para evitar um desastre social e ambiental nessas praias, com a possibilidade do mar invadir o rio sangradouro e a própria Lagoa do Peri.
Quero, portanto, parabenizar o chefe do coronel Nilton, o prefeito Dário Berger, que esteve aqui reunido, organizou e tomou as iniciativas para que fosse feito o primeiro combate para defender a praia da Armação, a comunidade da Armação, a Lagoa do Peri e o meio ambiente.
Portanto, neste aspecto, neste caso, quero parabenizar o prefeito Dário Berger, pela atitude rápida que a prefeitura tomou.
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)