Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Jailson Lima da Silva

84ª Sessão Ordinária - 04/10/2010

O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Obrigado, deputado Valmir Comin.

Quero, neste momento, saudar todos os deputados que se fazem presentes nesta Casa, os reeleitos, os que estiveram na caminhada da trajetória democrática deste estado e todos aqueles que concorreram às eleições.

Quero saudar o governador eleito Raimundo Colombo, os senadores eleitos Luiz Henrique e Paulo Bauer e cumprimentar, especialmente, a nossa senadora e candidata ao governo Ideli Salvatti e o nosso candidato ao senado Cláudio Vignatti, sangue novo, que fez uma belíssima campanha nessa trajetória.

Agora, todos nós do Partido dos Trabalhadores temos que engraxar as botas e botar o pé na estrada, deputado Silvio Dreveck, nessa caminhada de segundo turno. Até porque um dos fatores que fez com que a ministra Dilma Rousseff não vencesse as eleições no primeiro turno foi o alto índice de abstenção no norte e nordeste do Brasil, local e reduto de votação maciça na candidatura do presidente Lula, que é a ministra Dilma Rousseff.

Ao mesmo tempo, não podemos deixar de registrar a tática de guerrilha que foi adotada nesta eleição em relação à ministra, quando determinados pontos polêmicos do debate da vida pública, do ponto de vista da moralidade pública e da compreensão religiosa de fatores, fizeram com que um contingente enorme de cidadãos não compreendesse o dito, porque o adversário acabou colocando na mídia o não dito. Um exemplo disso é o tema do aborto.

Quando a ministra Dilma Rousseff foi questionada sobre a questão do aborto, ela disse que esse era um tema de saúde pública, nada mais do que isso, até mesmo porque quem tem recursos neste país pratica isso. E as estatísticas mostram que uma média de mais de três milhões de abortos por ano são praticados no Brasil, sendo que a grande maioria é feita em condições extremamente comprometedoras, sob o ponto de vista da vida de quem se submete a isso. São figuras pobres da nossa sociedade e deste país que se submetem a condições subumanas.

Nós, que somos médicos, deputado Antônio Aguiar, compreendemos o que isso significa do ponto de vista de complicações hospitalares, pois grande parte das pacientes com septicemia nos hospitais é consequência de abortos mal executados, sendo alguns até feitos com agulha de crochê.

Assim sendo, a ministra Dilma Rousseff, em nenhum momento, afirmou que era favorável ao aborto. Ela disse que esse era um debate que a sociedade tinha que fazer e o Congresso Nacional também. No entanto, não apenas setores conservadores da igreja disseminaram que ela defendia o aborto, o que ela nunca disse e nunca defendeu, como também, em determinados momentos, algumas igrejas disseram isso, como aconteceu na minha região, e olha que eu sou católico.

Nesta semana mesmo, quando voltei a atender no consultório, um cidadão de uma comunidade evangélica me disse que era contra a Dilma porque o pastor da sua igreja havia dito que ela iria fechar as igrejas evangélicas. Se houve um governo democrático, que estimulou a questão da democracia religiosa neste país, foi o nosso presidente Lula, e se ele não fechou nenhuma igreja, como é que a ministra Dilma irá fechar?

Eu estou colocando alguns fatores porque temos 25 dias de campanha e teremos que desmistificar isso na rua e com os setores conservadores da igreja que têm abordado esse tema. E se mentir é pecado, esse é um pecado que está sendo cometido na igreja por alguns padres conservadores que adotaram essa postura ao disseminar uma informação extremamente errônea, uma informação discriminadora em relação a esse contexto.

No mais, quero dizer que cumprimos, no estado de Santa Catarina, o papel democrático. E quero parabenizar a candidata do PP, Angela Amin, que também cumpriu o seu papel democrático. Temos que entender a leitura das urnas, que foi a leitura da aprovação do governo que estava no estado.

Mas nós, do Partido dos Trabalhadores, ampliamos a nossa bancada com mais um deputado do PT. Está vindo para cá a Luciana Carminatti, vereadora da cidade de Chapecó. E também ampliamos uma vaga no Congresso Nacional. Por isso parabenizamos o deputado Pedro Uczai, nosso deputado estadual, que estará em Brasília na cadeira do deputado Cláudio Vignatti.

Queremos parabenizar também a deputada Luci Choinacki, deputada federal, eleita merecidamente. Foi a primeira camponesa deputada estadual de Santa Catarina. Ela foi a primeira agricultora deputada federal e agora retorna àquela Casa meritoriamente com a sua humildade e simplicidade.

Nós nos orgulhamos desses quadros que, juntamente com Jorge Boeira e Décio Lima, comporão a bancada de Santa Catarina do Partido dos Trabalhadores, em Brasília.

Enfim, quero agradecer cada voto recebido neste estado. Ampliei em mais de nove mil votos em relação à ultima eleição.

Desejo dizer, carinhosamente, a cada cidadão catarinense que nós vamos corresponder na Assembleia Legislativa com muita responsabilidade, com muito trabalho, com muita integridade, como já fizemos no primeiro mandato.

Ao mesmo tempo, quero saudar o meu velho pai, sr. João Maurício da Silva, de Criciúma, que está com 80 anos, e minha mãe, d. Delicia da Silva. E meu pai, durante as apurações, dizia: "Meu filho, pelo amor de Deus, não me faça mais vê-lo fazer esse sacrifício". Aos 80 anos, essa reeleição para ele foi um enorme presente. E à minha família tenho que pedir desculpas, mais uma vez, pela ausência que a vida pública me impõe, porque estar na lida contextualizando as campanhas e trabalhando o familiar do homem público, deputado Genésio Goulart, é um grande sacrifício. O sacrifício da ausência, o sacrifício, muitas vezes, das nossas correrias e do conjunto de demandas que temos que atender.

No mais, ao querido povo do Rio do Sul o meu muito obrigado, pois naquela cidade obtive quase 11 mil votos. E expandimos a votação. Tivemos no alto vale perto de 24 mil votos, onde também queremos enaltecer e agradecer todo esse povo que, carinhosamente, remete-nos e permite-nos, mais uma vez, um novo mandato na Assembleia Legislativa.

Portanto, quero dizer aos companheiros do PT que é hora de militância, que é hora de ir para a rua com bota engraxada, para depois gastar sola de sapato. Nós vamos eleger Dilma presidente no segundo turno, para continuar este governo de avanços que tem sido o governo do presidente Lula neste país.

O presidente Lula, figura hoje internacionalmente reconhecida pelo seu papel, pela sua trajetória...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)