Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Sérgio Godinho

3ª Sessão Ordinária - 09/02/2010

O SR. DEPUTADO SÉRGIO GODINHO - Quero saudar o presidente desta sessão, deputado Moacir Sopelsa, saudar o nosso grande, sempre presidente e ex-governador do estado, Jorginho Mello, saudar todos os membros do PTB do estado de Santa Catarina.

Nasci no PTB, srs. deputados, elegi-me pelo PTB e depois, não sei por que, troquei de partido. Digo isso até com certa ironia porque não havia motivo nenhum para fazê-lo e por 43 votos não fui reconduzido a esta Casa. Não culpo ninguém. Ninguém teve culpa, a culpa foi minha em trocar de partido, sair do partido que amava, que amo, do qual gosto, tanto que voltei. Tive convites de outros partidos, mas preferi voltar para o meu saudoso PTB. Voltei para a família do PTB. Hoje me sinto muito feliz no PTB, estou nesta Casa substituindo o deputado Narcizo Parisotto em nome do partido, sou o primeiro suplente do PTB.

Por isso, no horário destinado ao meu partido, saúdo todos os petebistas de Santa Catarina e quero dizer que estou visitando todas as cidades que têm diretório organizado. Já naqueles municípios onde o PTB não existe, deputado Padre Pedro Baldissera, estou fundando o partido em nome do crescimento dessa sigla maravilhosa, que muito orgulhou o país e ainda orgulha.

Quero fazer coro às reivindicações do deputado Padre Pedro Baldissera e dizer que isso está acontecendo em todo o estado. Nos 18 municípios da Amures, alguns deles ficaram sete dias sem energia elétrica. Fomos verificar, entramos no mérito da questão, adentramos no mato para saber a razão e constatamos que a Celesc não faz a parte que lhe compete, que é deixar a rede elétrica limpa, sem mato e sem galhos batendo. Essa é uma das causas do problema. O que ocorre, sr. presidente e srs. deputados, é que a nossa Celesc está com problemas de gestão com relação à manutenção da limpeza da rede elétrica no interior.

Ontem, em Lages, numa reunião, um amigo veterinário da Coxilha Rica nos disse que estava há 24 horas sem energia elétrica. Ou seja, isso virou uma irresponsabilidade muito grande. As pessoas estão perdendo o fumo que está na estufa para secagem, estão perdendo o leite, estão perdendo alimentos. Outro dia, no interior, na véspera de uma festa, mataram dois bois, colocaram no freezer, mas no outro dia a carne estava estragada. E isso está sendo tão corriqueiro que precisamos tomar alguma atitude, porque o feitiço já está virando contra o feiticeiro.

O diretor da Celesc falou que a culpa é do produtor rural, que está plantando pínus embaixo da rede elétrica. Mas compete à Celesc, tão-somente à Celesc, que é dona da área de 6m à margem de cada linha elétrica, mantê-la limpa. Não cabe a mais ninguém. O proprietário tem que doar aquela faixa de terra para a União. Sendo assim, ela não pertence mais ao produtor rural. Compete à Celesc mantê-la limpa, em primeiro lugar, para que ninguém corra o risco de ir cortar uma árvore e morrer eletrocutado; em segundo lugar, para que seja mantido um local para conserto da linha elétrica e para a manutenção periódica da mesma.

Hoje estamos assistindo ao absurdo de dizerem que o produtor rural está plantando pínus. O pínus é uma árvore hospedeira, ele é semeado através do vento, mas mesmo que alguém plante uma árvore, quem tem que cortar e manter a rede elétrica limpa é a Celesc.

O engenheiro Antônio, da Celesc, chefe daquela área, garantiu-me que está sendo feita uma operação de guerra, mas ainda não conseguiram sair vitoriosos na guerra contra as árvores e contra os galhos que estão causando prejuízos ao agricultor.

Faço um apelo a quem tiver prejuízo: reclame para ser ressarcido!

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)