Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

66ª Sessão Ordinária - 30/08/2007

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sra. presidente, srs. deputados, ouvintes da Rádio Alesc Digital e telespectadores da TVAL, o governo do estado de Santa Catarina, no seu trabalho de executivo, mas também no seu trabalho de organizador e de um grande estimulador do desenvolvimento econômico, no dia de hoje, caminhando pelo estado, estará às 17h, deputado José Natal, em Vidal Ramos, juntamente com as lideranças locais e o deputado Rogério Mendonça, para assinar o protocolo de intenções entre o governo do estado e a empresa de cimento Votoran, que irá instalar uma grande fábrica de cimento naquele município. E seguramente essa fábrica vai atender todo o mercado da região sul e parte do sudoeste do Brasil, devido a sua grande capacidade, bem como a grande reserva que existe em toda região, em todo vale do rio Itajaí-Mirim.

Na verdade, o vale do rio Itajaí-Mirim, do município de Botuverá até o município de Vidal Ramos, numa extensão de mais 40 quilômetros, aquelas cordilheiras são todas rochas calcárias. E são elas a base principal para a fabricação de cimento.

Esta fábrica de cimento que será instalada lá ultrapassa os R$ 360 milhões, e sendo implantada em Vidal Ramos vai levar o desenvolvimento para diversas cidades vizinhas: Leoberto Leal, Alfredo Wagner, Imbuia, Ituporanga, Presidente Nereu e Botuverá. O vale inteiro do rio Itajaí-Mirim seguramente vai passar por um grande desenvolvimento, graças à implantação dessa fábrica.

Em Santa Catarina, há muito tempo nós nos temos empenhado para que isso acontecesse. Em 1995, no primeiro ano em que eu ocupei a cadeira de deputado federal e era governador de Santa Catarina Paulo Afonso Vieira, fizemos um entendimento entre a Votoran e o governo do estado. E naquela época a Votoran colocava bem claro: "A fábrica de cimento será uma realidade, é apenas uma questão de tempo. O tempo há que amadurecer uma porção de coisas para possa ser vantajosa para a empresa a implantação da fábrica naquele local".

E uma das dificuldades que havia na época era justamente o baixo consumo de cimento. A nossa construção civil estava de certa maneira reprimida. A diferença do preço do dólar e do real era muito grande. Imaginem v.exas. que um dólar custava R$ 3,80. A fábrica custaria em torno de US$ 200 milhões. Ora, US$ 200 milhões a R$ 3,80 dá praticamente o dobro do valor do que se nós imaginarmos os US$ 200 milhões a R$ 1,80, a R$ 1,90 ou mesmo R$ 2,00.

Então, chegou o momento em que é vantajoso para a empresa. E, além disso, a pequena economia, o pequeno construtor está-se desenvolvendo, construindo muito, e isso naturalmente faz com que haja muito consumo de cimento e por isso melhorou esse mercado.

Colocavam-se, ainda, algumas coisas que teriam que acontecer para implantar a fábrica. Essa fábrica de cimento que vai ser implantada será muito automatizada, desde a extração e o transporte da pedra, até a moenda, enfim, todo o processo será muito automatizado e vai gastar uma grande quantidade de energia. E seria desvantajoso se a empresa tivesse que comprar energia.

No governo Fernando Henrique, dentro do setor energético, criou-se a possibilidade de empresas privadas gerarem a sua energia e ainda poder vender o excedente para o sistema público. Além disso, não necessariamente produzir energia lá onde a vai gastar. A Votoran, por exemplo, poderia produzir energia no rio Tocantins e compensar-se da energia usada aqui em Santa Catarina e vice-versa. E isso é permitido, naturalmente, para qualquer empresa.

Então, essa lei na energia elétrica que permitiu a iniciativa privada participar da geração e ainda participar desse mercado aberto de um fundo de energia fez com que se criasse a situação de a Votoran instalar num consórcio no vale do rio Itajaí-Açu, no salto do rio Itajaí-Açu, acima de Ibirama, Lontras, e implantar ali uma usina hidrelétrica. Assim, o volume de energia produzido vai, sem dúvida nenhuma, tocar toda a fábrica de cimento em Vidal Ramos.

E foi uma idéia que foi chegando ao seu tempo. Primeiramente houve a diminuição da relação dólar e real; depois, as mudanças das leis no governo de Fernando Henrique, permitindo a geração de energia elétrica. Outro fato foi a necessidade de a população usar mais cimento. E naturalmente agora essa idéia está amadurecendo, chegando ao ponto da aplicação.

Naturalmente que a implantação dessa fábrica vai gerar uma porção de outros benefícios. Em 1995, por exemplo, nós batizamos a estrada que vai a Itajaí, passando por Brusque, Botuverá e Vidal Ramos, de Rodovia do Cimento, por justamente, como estou colocando aqui, não só transportar um volume grande de cimento entre Vidal Ramos e o mercado consumidor do litoral norte e do Vale do Itajaí, mas por transportar também o cimento para o porto.

Além desse transporte, teremos a própria implantação da fábrica e todas as decorrências que terão que acontecer com relação ao cimento para que a fábrica seja implantada. Por isso foi denominada Rodovia do Cimento. A implantação dessa Rodovia do Cimento requer a abertura da estrada entre Botuverá e Vidal Ramos. Hoje, pelas curvas que a estrada tem, são uns 55 ou 60 quilômetros no máximo; imaginamos que a distância desse novo trajeto, com um novo traçado, não vai passar de 40 a 45 quilômetros.Parece-me que vai custar em torno de US$ 45 a US$ 50 milhões, mas seguramente só o ICMS que vai decorrer do comércio do cimento será suficiente para, em poucos anos, implantar a tão esperada Rodovia do Cimento por aquela população.

Por isso, hoje à tarde, o governador estará em Vidal Ramos assinando esse protocolo de intenções. A empresa implanta a fábrica e o governo a estrada.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)