Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Rogério Mendonça

3ª Sessão Ordinária - 13/02/2007

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Sra. presidente e srs. deputados, só agora neste meu novo mandato como deputado estadual na nova Legislatura é que estou tendo a primeira oportunidade de utilizar a tribuna. E quero usar este espaço para resumir alguns compromissos que têm pautado a minha vida política, os meus primeiros mandatos, os quais vão nortear este meu terceiro mandato na Assembléia Legislativa.

Mas antes de falar sobre isso, não poderia também de fazer referência às colocações feitas pelo líder do PP em relação à saúde de Santa Catarina, em relação às ambulâncias que percorrem o nosso estado levando doentes para locais onde há tratamento mais especializado.

O repórter da televisão, deputado Piriquito, disse: "Quanta promessa!" E eu diria o seguinte: quanta demagogia! Porque, na verdade, está-se fazendo demagogia num setor que todos sabemos, incontestavelmente, meu amigo Dado Cherem, que foi secretário da Saúde, que ocorreu avanço em Santa Catarina nos primeiros quatro anos do governo de Luiz Henrique da Silveira.

Eu poderia ficar citando obras e mais obras, como o Hospital Regional de São Miguel d'Oeste, que está sendo construído e será importantíssimo para a região do extremo oeste, normalmente abandonada por todos os governos.

Eu poderia citar, deputado Jailson Lima, o nosso Hospital Regional de Rio do Sul, e fazer referência, deputada Ana Paula Lima, ao Hospital Bom Jesus de Ituporanga, que juntos conseguimos que lá fosse implantada uma UTI. Ela hoje está sendo construída e, com alguns leitos, permitirá que muitas vidas sejam salvas. Mas, na verdade, as pessoas que estão aqui e, principalmente, os catarinenses sabem do avanço que houve na saúde.

Na primeira eleição do Luiz Henrique, nós poderíamos dizer que era um candidato assumindo compromissos e fazendo promessas, porque ele não tinha tido a oportunidade de governar Santa Catarina. Mesmo assim, Santa Catarina, naquela primeira eleição, disse "não" ao sr. Esperidião Amin e disse: "Nós queremos mudar e queremos o Luiz Henrique da Silveira". Porque a saúde não ia bem e muitos setores da administração pública estadual não caminhavam bem.

Tivemos, então, quatro anos do governo de Luiz Henrique com Dado Cherem e Carmem Zanotto na Saúde; tivemos quatro anos do Luiz Henrique na Educação, na Agricultura, em todos os setores da administração pública. Após esse período, o ex-governador do partido do líder que aqui falou da Saúde novamente colocou o seu nome à disposição, e novamente a sociedade catarinense teve a oportunidade de avaliar se queria voltar aos quatro anos daquele ex-governador ou continuar com os avanços de Luiz Henrique da Silveira, com a diminuição da "ambulancioterapia". Não se acaba esse problema em quatro, oito, dez, doze anos, mas houve avanços significativos, e a sociedade catarinense disse, deputados Manoel Mota e Piriquito, que queria mais quatro anos de Luiz Henrique e que esses problemas fossem resolvidos de vez.

Nós tivemos a oportunidade de avaliar pelo voto livre, popular e democrático da sociedade catarinense, e ela disse: "Nós queremos o Dado Cherem de novo, nós queremos o Luiz Henrique". Tudo isso, com certeza, não irá acabar nos próximos quatro anos, mas vai diminuir muito, sim, deputado Piriquito, e os avanços ainda serão grandes. Não resolveremos os problemas de vez, mas os avanços, com certeza, serão mais significativos ainda daqui a quatro anos.

O Sr. Deputado Edson Piriquito - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Pois não!O Sr. Deputado Edson Piriquito - Muito obrigado pela oportunidade, deputado. Já tentei me pronunciar no tempo do nobre amigo deputado Kennedy Nunes, mas me restou apenas trinta segundos.

Eu diria ser natural que os ânimos se exaltem nesta Casa, que os discursos floresçam e as propostas aconteçam o todo tempo. Aqui se faz política porque esta Casa é política. Eu tenho certeza de que a habilidade desse jovem vai fazer com que ele ocupe todos os espaços aqui para fazer a política dele, porque nós também estamos aqui fazendo a nossa parte.

Como eu disse, na administração do governador do partido do nobre deputado Kennedy Nunes também existiam a "ambulancioterapia" e a "vanterapia". Esse é um problema sério que tem que ser combatido, sim. Nós temos que ter a responsabilidade de resolver esses problemas, mas temos que discuti-los com muita seriedade. Não podemos fazer sensacionalismo, como foi feito aqui nesta Casa, e aproveitar a desgraça alheia, desrespeitar aquelas famílias de Tijucas para aqui fazer campanha barata, discurso fácil.

Tenho compromisso com a Saúde desde o tempo em que fui vereador em Balneário Camboriú. Tenho seriedade na discussão e defendo a construção de um hospital regional para a minha região, a Amfri.

Quero fazer com que as ações da Saúde sejam descentralizadas. E v.exas. não podem fazer dessa maneira e usar desse dispositivo porque não é dessa forma que se constrói. Convido os deputados Joares Ponticelli e Kennedy Nunes para nos ajudarem a achar as soluções e as rubricas no Orçamento. Achem as saídas, as ações que sejam positivas e possíveis de serem executadas, mas que não venham aqui fazer discurso barato. Fui vereador de Oposição durante quatro anos e sei o que é fazer discursos de Oposição! Eu sei o que é usar a tribuna e brincar com a mente do eleitor. Eu combati sempre isso, deputados Kennedy Nunes e Joares Ponticelli!

Eu venho aqui para esta Casa sabendo da dificuldade de ser um deputado apoiador do governo, de ser do partido do governo. Orgulha-me muito saber que nós temos, hoje, um governo irretocável, um governo que não está nas páginas policiais, um governo sério e competente que fez Santa Catarina avançar. Ele tem dificuldades e deficiências, sim, mas que está lutando dia-a-dia com muita seriedade e responsabilidade para fazer com que a vida dos catarinenses melhore.

É dessa forma que aqui eu quero me colocar e é dessa forma que eu quero participar. Eu não quero olhar a bandeira partidária, não! Aqui não é só o PMDB que vale! Todos os partidos têm erros e acertos. Esse é um problema do ser humano! Existe a pessoa boa e a ruim. Essa é a doutrina do dualismo.

Então, não pensem que existe o partido puro, que existe alguém que possa ser superior ao outro. Cabe a nós a responsabilidade de participar.

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Obrigado, deputado Edson Piriquito.

O Sr. Deputado Manoel Mota - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Pois não! Ouço o nosso grande líder do PMDB que está voltando à liderança desta Casa, agora sim como titular, dono do seu mandato.

O Sr. Deputado Manoel Mota - Quero cumprimentar o eminente deputado Rogério Mendonça, que ocupa um cargo importante na Mesa Diretora deste Parlamento.

Gostaria também de saudar o meu amigo deputado Edson Piriquito, dizendo que já dá para ver a sua garra e a sua emoção. Outro dia eu disse que ele era um Piriquito vermelho e estou vendo que é vermelho mesmo, não tem jeito. Eu já sabia da sua garra, da sua determinação e do seu discurso inflamado. Isso é importante para este Parlamento.

Sabemos perfeitamente que a Oposição está desesperada. Eles não acreditaram na derrota anterior, acharam que iriam reverter o processo, mas foram derrotados. Já estiveram no governo, mas não conseguiram melhorar o estado. Luiz Henrique da Silveira governou por toda Santa Catarina e a descentralização hoje é uma realidade porque e o povo a aprovou. Foi a sociedade que foi às urnas e disse "sim" à descentralização.

Então, evidentemente que a Oposição está no seu papel de fazer Oposição, de achar os obstáculos, de criar problemas. Agora cabe ao governador Luiz Henrique da Silveira administrar o estado com a competência que Deus lhe deu.

Sabemos que a nossa missão é muito grande porque é a missão do povo, e fomos escolhidos por ele para representá-lo. Foi ele que elegeu, nas urnas, este governo de Luiz Henrique da Silveira e Leonel Pavan. Tenho certeza de que vamos cumprir aqui o nosso papel. Nós não vamos tratorar, como disse o deputado Kennedy Nunes, e não será preciso levantar a esteira. Ele se equivocou quando disse isso. Nós teremos que levantar a lâmina porque a esteira é aquela que puxa.

Mas podem ter certeza de que nós vamos fazer um trabalho competente, sim, mas respeitoso. Iremos respeitar a Oposição porque ela é importante para Santa Catarina, para toda sociedade e para a democracia.

Quero cumprimentar o deputado Rogério Mendonça. Sabemos do papel fundamental que fará, junto com os seus nobres pares, na Mesa Diretora. Também sabemos do papel importante que desempenha aqui na Casa pelo Alto Vale do Itajaí, aquela região importante.

Ao cumprimentá-lo, quero dizer que v.exa. mereceu a votação que recebeu porque sabe defender com garra, determinação e lealdade o povo daquela região, assim como a população de Santa Catarina.E é assim que vamos trabalhar: com respeito à Oposição, mas defendendo o governo honrado de Luiz Henrique da Silveira!

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Muito obrigado pelo aparte, deputado Manoel Mota.

O Sr. Deputado Luiz Eduardo Cherem - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Pois não! Ouço com muita honra o meu amigo e futuro secretário, deputado Dado Cherem. E faço uma sugestão - porque agora nós temos como comparar -: que v.exa. pegue os números, o que foi investido, o que foi feito por Santa Catarina ao longo desses quatro anos, para compararmos com o governo anterior e vermos as diferenças, o que avançou e o que diminuiu da "ambulancioterapia".

O Sr. Deputado Luiz Eduardo Cherem - Deputado Peninha, agradeço pela consideração.

Com certeza, quem deveria estar ocupando a tribuna agora era este deputado. Infelizmente, por motivos outros, estava lá no Centro Administrativo com o vice-governador, Leonel Pavan, tratando das questões da saúde pública de Santa Catarina, e não pôde acompanhar o pronunciamento dos demais deputados nem o de v.exa.

Deputado Peninha, não quero fazer, de maneira depreciativa e muito menos provocativa, uma comparação, mas, com certeza, se a fizermos, vai saltar aos olhos a diferença do governo passado e do atual. Quero fazer uma discussão madura. Acho que a questão da saúde pública deve ser tratada de uma forma muita madura, muito correta, sem querer levar para o campo do sensacionalismo, sem querer levar para a exploração da desgraça humana, e muito menos a irresponsabilidade de um motorista deve causar uma polêmica desse tamanho. Temos que questionar, sim, de que maneira aquele veículo estava sendo dirigindo e não a questão da "ambulancioterapia".

Mas não tem problema, deputado Peninha. Com certeza eu, provavelmente amanhã ou quinta-feira, irei subir a esta tribuna para apresentar números, dados efetivos do que foi feito, nesse período, para combater a "ambulancioterapia".

Muito obrigado pela oportunidade do aparte!

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Obrigado, deputado Luiz Eduardo Cherem.

Infelizmente, hoje eu não pude expor o motivo que me trouxe a esta tribuna, mas irei me inscrever, se tiver a oportunidade, em Explicação Pessoal para que possa, efetivamente, falar sobre os motivos que me trouxeram aqui, as prioridades do meu trabalho no próximo mandato.

O Sr. Deputado Dirceu Dresch - V.Exa. me permite um aparte?

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Pois não! Concedo um aparte ao nobre deputado Dirceu Dresch, que representa a nossa região do oeste de Santa Catarina.

O Sr. Deputado Dirceu Dresch - Obrigado, deputado Peninha.

Quero cumprimentar a nossa presidente, a sra. deputada Ana Paula Lima. Agora temos uma mulher presidindo a sessão.

Falando sobre a polêmica do trabalho da Saúde, da dificuldade que os hospitais regionais enfrentam,quero deixar registrado, deputado Peninha, que na sexta-feira acompanhei os prefeitos da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina - Amosc -, em uma visita ao Hospital Regional de Chapecó. E de fato lá vimos as dificuldades que tem aquele e os demais hospitais do estado. De fato, esse é um grande tema para um debate nesta Casa. Por isso queremos discutir a reforma administrativa, inclusive para ampliar os recursos do estado de Santa Catarina, para poder investir.

O SR. DEPUTADO ROGÉRIO MENDONÇA - Obrigado pelo aparte.

Sem dúvida nós precisamos, sim, priorizar investimentos nos hospitais do interior, no nosso Hospital Regional de Chapecó; no novo hospital de São Miguel d'Oeste; nos pequenos hospitais de Santa Catarina; no Hospital Regional de Rio do Sul, meu amigo e ex-prefeito de Rio do Sul, médico e deputado Jailson Lima; nos hospitais de Ituporanga, de Trombudo Central, de Blumenau e assim por diante.

Nós temos, sim, que fazer com que as especialidades, e hoje muitas delas só existem aqui em Florianópolis...

(Discurso interrompido pelo término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)