Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Natalino Lazare

39ª Sessão Ordinária - 12/05/2015

O SR. DEPUTADO NATALINO LÁZARE - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, quero cumprimentar os servidores da Udesc, especialmente o magnífico reitor Antonio Heraldo de Souza aqui presente. Cumprimento em especial os deputados e deputados desta grande instituição política deste estado e país, que é o PMDB.

Em nome do PR, liderado pelo eminente deputado Jorginho Mello, do meu colega de partido deputado Mário Marcondes e do secretário de Turismo, Cultura e Esporte Filipe Mello, quero trazer os mais efusivos sentimentos não apenas à família do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, mas a todo o PMDB catarinense.

Gostaria de dizer também que tive o privilégio de ser secretário regional durante o seu segundo governo. Não vou repetir o que aqui foi dito de maneira tão eloquente pelos ilustres parlamentares que me antecederam, mas sempre percebi que o seu objetivo principal era construir convergências. Poderia até divergir de alguns fatores, mas o objetivo principal com obstinação e determinação era construir convergências. Parece-me que foi sua grande característica e a marca do seu patrimônio político, em minha opinião inigualável em Santa Catarina.

E uma das virtudes que guardei do Luiz Henrique da Silveira quando fui secretário regional foi, de fato, aquilo que o deputado Manoel Mota falou, ou seja, que ele sempre atendia ao telefone. Se estivesse numa solenidade, depois retornava a ligação com aquela sua característica de calma e tranquilidade. Uma das suas grandes virtudes foi a lealdade.

Lembro-me de um fato político. Na sua campanha a governador, numa reunião em Videira, ele disse às pessoas que estavam presentes, uma reunião memorável: "Quero dizer aos meus amigos do PMDB, mas principalmente aos amigos do velho PMDB, que, se não for para votar no Raimundo para senador, não precisa votar em mim para governador." Essa é a prova mais inequívoca da sua lealdade. E levo esse fato como lembrança, que realmente orgulha Santa Catarina, porque muitos políticos perdem esse sentimento que é alicerce para a construção do sucesso.

Então, em nome do PR, manifesto os nossos sentimentos e o nosso orgulho de ter podido fazer parte da história desse ilustre catarinense, desse grande homem público que hoje admiramos e com certeza vamos sentir muita saudade.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)

SR. PRESIDENTE (Deputado Aldo Schneider) - Agradeço a manifestação de v.exa., e em consequência o Partido da República que representa neste Parlamento.

Convido, neste momento, o eminente deputado Neodi Saretta, para fazer seu pronunciamento por até dez minutos.

O SR. DEPUTADO NEODI SARETTA - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, estimados catarinenses que acompanham esta sessão que foi transformada em sessão especial em homenagem ao senador, nosso ex-governador, Luiz Henrique da Silveira.

Cumprimento também os servidores da Udesc que estão aqui presentes, o sr. reitor, demais servidores, professores, enfim quem está aqui acompanhando a tramitação de projetos que diz respeito ao interesse e que, certamente, nas sessões subsequentes serão analisados, debatidos e esperamos que os anseios de cada um sejam atendidos.

Sr. presidente e srs. deputados, queria deixar aqui a minha manifestação sobre essa perda, deputado Manoel Mota, inestimável que tivemos com o falecimento do senador Luiz Henrique da Silveira. Aqui já se falou parte daquilo que foi o governador do qual nós nos somamos a essas manifestações, deputado Antônio Aguiar. Porém, queria deixar algumas impressões que tive ao longo dessa convivência e o faço justamente para que essas impressões com as outras que aqui foram colocadas, sirvam em momentos apropriados de reflexão na convivência política e que devemos ter na defesa das nossas ideias, ideais, mas no respeito a todos os posicionamentos políticos, principalmente agora que o país vive um momento no qual a intransigência está ganhando bastante espaço e nós vemos, inclusive, que posições minoritárias são combatidas de forma intransigente.

Quando exerci o cargo de prefeito o PMDB na cidade disputou com outras candidaturas, obviamente não fazia parte do nosso governo, consequentemente nos fazia oposição. E nós mantínhamos uma relação de convivência e de respeito como deve ser mantida entre um prefeito e um governador.

Lembro, inclusive, numa ocasião, em 2004, prestes a iniciar a escolha dos candidatos à reeleição, sabendo que o meu nome estava colocado para a reeleição, fui esperá-lo no aeroporto em uma de suas visitas ao município. E o governador me perguntou se eu aceitaria fazer uma coligação com o PMDB para me apoiar em Concórdia? E eu disse que se ele conseguisse tal façanha, é claro que nós faríamos questão de ter o apoio, mas sabia das divergências locais e não havia problema nenhum continuar convivendo com isso e com respeito à v.exa.

Assim, eu sei que ele tentou também e, obviamente não foi possível, porque tínhamos lá as nossas diferenças locais, mas foi um gesto, deputado Valdir Colbachini, realmente de estadista, de fazer essa sondagem e essa tentativa.

Quero dizer que fizemos várias parcerias fizemos lá. E tínhamos um sonho em Concórdia, que era um sonho do Luiz Henrique da Silveira também de ver em todo estado os centros de eventos; e nós fizemos uma parceria com o estado para construir nosso centro de eventos com recursos da prefeitura, do governo, do Ministério do Turismo e buscamos recursos para viabilizar a obra. E no dia da inauguração Luiz Henrique da Silveira teve um compromisso em Brasília. E a inauguração estava marcada para as 19h30min com diversas apresentações culturais. Por volta das 18h ele me ligou de Brasília e me falou que ainda estava na referida cidade e que teria dificuldades de comparecer em Concórdia.

Disse a ele que fazíamos questão que ele comparecesse. Se fosse possível nós iríamos aguardar.

Ligou-me, mais tarde por volta das 19h30min, quando já começavam os eventos, em Concórdia e estava em escala em São Paulo, se não me engano, qualquer coisa assim, reiterou que iria se atrasar. E nós dissemos a ele que iríamos fazendo os eventos e as apresentações artísticas, culturais. A última ligação dele foi quando chegou ao aeroporto em Chapecó, e na ocasião o aeroporto de Concórdia não era iluminado, agora é, poderia ser lá. Isso já eram 22h e a inauguração havia sido marcada para às 19h30min. E disse a ele que quando chegasse eu subiria no palanque e nós dois iríamos inaugurar o centro de eventos.

Eu quero contar isso porque são relações importantes que deixamos na política. O centro de eventos estava lotado e aconteceram inúmeras apresentações culturais. E conforme o adiantado da hora as pessoas normalmente estavam indo embora. Em alguns momentos estava na porta e as pessoas me diziam que havia sido bacana, mas que foi uma pena que não falarmos nada, e que não teve nem discurso. E para alguns eu dizia que teria, sim, só que seria tarde. Resumindo, quando terminaram as apresentações ainda havia mais de mil pessoas no centro de eventos. Aí anunciamos que faríamos as falas, mas que só tínhamos que esperar cerca de meia hora pelo governador. E próximo da meia-noite fizemos um ato de inauguração com a presença do Luiz Henrique.

Eu acho que este é um fato que devo relatar porque esta era a nossa relação. E vejam, que estou falando de um prefeito que não tinha coligação partidária com o governador, mas tinha essa convivência. Eu acho que essa é a relação que nós temos que ter, deputado Narcizo Parisotto, na política, com os nossos posicionamentos, pois as nossas posições nem sempre são convergentes, e nem dentro dos próprios partidos se encontra unanimidade, mas acima de tudo o caráter, a hombridade, a ética é que deve fazer o caminho e nos pautar. E o Luiz Henrique fez muito isso. Por isso, não poderia deixar de subir a esta tribuna para fazer estes registros.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)