22ª Sessão Ordinária - 12/04/2006
A SRA. DEPUTADA ODETE DE JESUS - Sr. presidente, deputado Julio Garcia, membros da Mesa Diretora, srs. líderes, sras. deputadas, srs. deputados, amigos que nos honram com sua presença, imprensa falada, escrita e televisionada, amigos que nos assistem em suas residências, nesta manhã estive representando o sr. presidente na secretaria de estado da Educação, Ciência e Tecnologia, quando lá foi apreciada a Portaria nº 672, de 05/04/2006, como também assinado um convênio que dispõe sobre requisitos à acessibilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida aos estabelecimentos de ensino, públicos e privados, de todos os níveis e modalidades, integrantes do sistema estadual de educação do estado de Santa Catarina.
Isso muito alegra a todos nós, legisladores, porque vemos concretizado o acesso dessas pessoas portadoras de deficiência física ser regulamentado, porque já existem, sr. presidente, decretos, leis federais, mas até o presente momento nada aconteceu de concreto.
Venho a esta tribuna para dizer que estou feliz porque nós, deputado Lício Silveira, temos uma mulher no poder. Uma mulher assumiu a secretaria de estado da Educação, Ciência e Tecnologia, a sra. Elizabete Nunes Anderle. Essa mulher entrou e está sendo feliz, porque começou muito bem. Com essa mulher na secretaria, já temos algo de próspero para a área da educação. Eu diria, deputado Vieirão, que agora todas as escolas que serão construídas terão que estar devidamente adequadas para as pessoas portadoras de deficiência física. E as escolas que serão reformadas terão que se adequar, deputado Lício Silveira. Isso é excelente, porque essas pessoas que outrora estavam largadas, jogadas, agora estarão incluídas na área do ensino, em todos os níveis, no ensino fundamental e também no ensino superior.
É o progresso! E o estado precisa disso. Quanto mais pessoas estiverem ocupando uma cadeira numa escola, enriquecendo o seu potencial cultural, menos gastos, menos problemas teremos com a segurança pública, porque teremos mais pessoas envolvidas nas atividades profissionais. Então, quero parabenizar a nossa secretária Elizabete Nunes Anderle, que nos alegrou assumindo o poder. São as mulheres ocupando o seu espaço e trazendo a sua experiência, a sua inovação, a sua dedicação e olhando pelos pequenos.
Estamos na semana santa, e no próximo domingo será a Páscoa. O que isso significa? Significa passagem, travessia, livramento, significa deixar para trás o Egito. E o que vem a ser o Egito? O Egito significa escravidão, desgraça, dor, sofrimento, opressão e derrota. O povo saiu do Egito por uma vida nova. Isso é o que significa a Páscoa. Significa um livramento, significa livrar-se dos tormentos, das aflições, das opressões; significa livrar-se da discriminação, porque o povo que estava no Egito amassava barro com os pés, sendo chicoteado, mas eles tiveram a libertação. E é por isso que nós que somos cristãos temos que comemorar o novo nascimento, que é a salvação para a família. Nós podemos festejar com a nossa família, a qual se livrou de tudo isso. Nós tivemos o verdadeiro cordeiro que foi sacrificado para que hoje tivéssemos vida com abundância.
O Senhor Jesus, deputado Vieirão, foi o sacrifício perfeito, foi o cordeiro perfeito que nos livrou, que foi sacrificado para que hoje nós não venhamos a aceitar sofrimento e opressão, porque Ele já pagou, já levou sobre si todas as nossas doenças, as nossas dores, sofrimentos, opressões. Por isso o Senhor Jesus é considerado o nosso Rei. Então, a Páscoa é o novo nascimento, é aquela vida morta que ficou para trás, de desgraça, para uma nova vida, para vivermos em união, em comunhão, solidarizando-nos com as outras pessoas, ajudando as outras pessoas e fazendo o bem não só para nós.
Nós temos que fazer o bem. E aí já estou entrando para o lado da política, porque estamos aqui legislando também para fazer o bem. A política é para fazer o bem. O que a secretária fez? Um bem para as pessoas deficientes físicas. Nós precisamos de pessoas comprometidas, compromissadas, de pessoas que tenham a caneta na mão, mas para fazer o bem para o próximo! Deus faz a política do bem para todos. Deus, quando manda chuva, manda para todos, não discrimina ninguém. Não cai chuva no quintal somente de uma pessoa. Não, ele manda chuva para todos. Ele manda sol para todos.Ele faz a política para o bem. E nós temos que fazer a política do bem. Temos que fazer leis que favoreçam o discriminado, o desassistido, aquela pessoa trabalhadora que tem profissão e que está desempregada, que hoje não tem nem o que servir para comer. É esse lado que temos que ver e viveremos em paz, viveremos tranqüilos. Nós aqui dentro somos os porta vozes daquelas pessoas oprimidas, daquelas pessoas que não têm como chegar até aqui.
Temos que prestar contas à sociedade, fazer a política do bem, fazer aquilo que Deus quer que façamos, o bem! Não devemos fazer política para o próprio bolso, só para nós, para nos beneficiar. Não, eu não posso pensar só em mim, só na deputada Odete de Jesus. Não! Eu tenho que fazer política para o meu próximo, para a população catarinense, não só para o meu bolso, para o meu bem-estar, como se eu estando bem, está tudo bem. Negativo! Eu tenho como verdadeiro sacerdócio fazer o bem para a população que nos colocou aqui.
Muito obrigada!
(SEM REVISÃO DA ORADORA)