Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Nelson Machado

46ª Sessão Ordinária - 23/06/2005

O SR. DEPUTADO NILSON MACHADO - Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, gostaria de dizer que neste exato momento o nosso querido Deputado Djalma Berger está assumindo a Secretaria de Obras. E desejo a S.Exa. tudo de bom, que ele possa fazer muitas obras em favor de Florianópolis. Com certeza dinheiro não vai faltar a partir de hoje, porque os pardais já estão funcionando, vamos ter dinheiro para asfaltar toda a cidade. Logo, logo, vamos ver o bairro da Tapera totalmente asfaltado, as ruas do Monte Verde, de Santo Antônio de Lisboa, tudo vai ficar uma verdadeira maravilha, pois muito dinheiro virá dos pardais. Acredito que Florianópolis agora vai virar um tapetão preto, é só asfalto.

Aproveito para dizer ao Deputado Djalma Berger, meu amigo, por quem tenho grande admiração, que leve para muitos desses que compõem o Governo Dário Berger um pouco de humildade. O Deputado é um homem humilde, mas existem pessoas na administração precisando ser mais humilde e ver a necessidade de que a humildade é muito importante para o ser humano, faz bem inclusive para o espírito. Se for assim, com certeza poderão trabalhar de uma forma mais clara, mais amena, mais transparente e tranqüila fisicamente.

A humildade faz muito bem para o ser humano, e gostaria de apelar ao Deputado Djalma Berger para que a espalhe por toda a Prefeitura Municipal de Florianópolis, desde aquele que ocupa o mais importante dos cargos.

Aproveitando ainda para falar da Prefeitura, Sr. Presidente, gostaria de dizer que as creches de Florianópolis estão passando por um sério problema com as auxiliares de sala. As próprias comunidades têm que se organizar, através de bingos, rifas, para poder pagar as auxiliares de sala, porque a Prefeitura Municipal só paga auxiliar de sala para as creches que pertencem ao quadro da Prefeitura.

É expressivo o número de creches que vive essa situação difícil. E acabam essas funcionárias colocando as instituições no Ministério do Trabalho, porque as instituições não conseguem arrecadar o necessário para fazer o pagamento do Fundo de Garantia, do INSS e por aí afora.

Quem sabe a Primeira-Dama do Município, a minha querida amiga Rose Berger, possa dar uma olhada nas creches não-governamentais e possa solucionar de vez o problema, talvez até na própria Aflov, que faz um bonito trabalho, mas que sempre teve a fama de fábrica de fazer dinheiro em Florianópolis.

A Aflov arrecada bastante com a Zona Azul, com a Zona Branca, cor-de-rosa e não sei lá mais o quê. É muito importante que esse dinheiro também viesse favorecer as creches de Florianópolis, através de suas auxiliares de sala. As auxiliares de sala das creches não-governamentais estão pleiteando fazer uma greve no mês de agosto. Com isso quem vai sofrer é a criança, porque a creche será fechada.

Então, antes que isso aconteça este Deputado já está avisando que está para acontecer uma greve em toda a rede de creches não-governamentais, porque as professoras sofrem com o pagamento, e ninguém quer assumir, sabendo que essa também é uma obrigação do Poder Público, especificamente aqui, em Florianópolis, do Poder Público municipal.

Aí entra o papel da Primeira-Dama, pois esse problema também deve estar acontecendo em outros Municípios do Estado de Santa Catarina. Seria bom que essas Primeiras-Damas tomassem a frente desse problema, porque o papel da Primeira-Dama é tomar conta das instituições de caridade. Enquanto isso, na Câmara Municipal de Florianópolis, o Líder do Governo atira para tudo quanto é lado. Se o Líder atira daquela maneira, imaginem a Bancada do PP, o quanto tem aval para falar alguma coisa também.

Gostaria de apelar ao Líder do Governo, Vereador Joares Silveira, para que ele também dê uma olhada nessa situação das creches. Isso é muito importante. Quem sabe, chamar a Primeira-Dama para ver das possibilidades de se chegar a um consenso.

Na Prefeitura também estamos com grave problema na saúde. Os postos de saúde não estão funcionando dentro do horário normal. Faltam medicamentos aqui em Florianópolis, e os mais prejudicados são as crianças e os idosos. São sempre eles que sofrem as conseqüências.

Precisamos ver isso, meu querido amigo Juca, fui seu eleitor. E precisamos ver as possibilidades de V.Exa. olhar com muito carinho os postos de saúde de Florianópolis que estão prestes a fechar suas portas.

Também aproveito a oportunidade para fazer um apelo ao Governador Luiz Henrique da Silveira, para que olhe com muita atenção a área da Saúde no Estado, pois está-se pleiteando uma greve para os próximos dias, e quem vai sofrer é a população carente, aqueles que usam a Saúde aqui no Estado.

Fico preocupado. Também sou funcionário da Saúde e gostaria de ver, Sr. Governador, a Saúde ter um atendimento emergencial, que não permitisse que houvesse essa greve aqui, em Santa Catarina.

Eles estão exigindo os seus direitos. São direitos que precisam ser assegurados, inclusive o plano de cargos e salários é uma novela antiga, que precisa chegar ao final.

A Saúde não está querendo privilégios mas, sim, aquilo que é de direito. O funcionário da Saúde não é bem remunerado, e quando o Governo aperta o cinto, geralmente aperta o da Saúde. Mas não pode ser feito dessa maneira. Acho que a Saúde tem que ser tratada com mais carinho, porque eles se doam muito para as pessoas doentes, em uma hora difícil como é a da doença.

Então, eles precisam ter um respaldo, um atendimento melhor, e gostaria de fazer esse apelo ao Governador Luiz Henrique da Silveira, para que a Saúde não entrasse em greve, para que o Estado de Santa Catarina servisse de exemplo para todos os Estados da Federação, com a certeza de que a Saúde em Santa Catarina está bem, que é bem assistida, que os funcionários da Saúde estão capacitados, com condições de fazer um atendimento digno aos doentes. E eles só poderão fazer esse atendimento digno a partir da hora em que estiverem com os seus direitos assegurados, mas não como está aí, dependendo ainda do plano de cargos e salários.

A Casan também se encontra em uma situação muito difícil. Os funcionários da Casan já estão em greve há dias. Portanto, eu gostaria também de fazer um apelo a favor dos funcionários da Casan, para que o Governo chame os funcionários, os representantes da instituição, para conversar. O momento não é de greve. Acho que o Governador é um grande articulador e tem feito um bom trabalho aqui em Santa Catarina. Mas acho que essas classes precisam ser ouvidas.

Não podemos só fazer asfalto. Asfalto é importante. E até parabenizo o Governador pelo asfalto que tem levado a todo interior de Santa Catarina. Inclusive, na semana passada eu estive no Município de Antônio Carlos, na Festa das Hortaliças, e vi o bonito asfalto feito entre Antônio Carlos e Rachadel. E por aí afora tenho visto um bom trabalho do Governador Luiz Henrique, no que se refere a asfalto. Mas muito acima do asfalto está a saúde, estão os funcionários da Saúde do nosso Estado, que precisam ser respeitados.

Essas pessoas se doam o dia inteiro, a sua vida inteira. Trabalham 30 anos, 40 anos na porta de um hospital, dentro de um corredor de um hospital e na hora de reivindicar os seus direitos têm que ser através de greve, através de paralisação. Isso não pode acontecer aqui em Santa Catarina.

Eu gostaria que a Saúde fosse tratada de uma forma diferente. E o momento é emergencial. A greve está próxima a acontecer. Foi feito um acordo, mas parece que não está sendo cumprido. Eu acho que palavra é palavra. Nós temos que realmente olhar com muita atenção a área da Saúde. Acho que o Governador está até fazendo um bom trabalho aqui em Santa Catarina. Eu parabenizo Sua Excelência, mas a Saúde ainda está a desejar.

O problema da Saúde é um problema antigo, de outros Governos, mas alguém tem que assumir essa responsabilidade e respeitar os funcionários da Saúde em Santa Catarina. Se nós não olharmos a Saúde, vamos olhar o que mais?

A saúde é essencial. A saúde está acima de tudo. O Governo tem que olhar, chamar o pessoal para conversar, ver o que pode ser atendido. E atender o máximo que puder. Agora, não podemos é permitir a greve.

O povo tem sofrido muito. São muitos escândalos, inclusive políticos. E ainda vai sofrer com greve da Saúde? Aí é demais, não é? Aí realmente o povo...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)