Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

91ª Sessão Ordinária - 15/10/2014

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, prezados catarinenses que nos acompanham pelos nossos meios de comunicação.

Em primeiro lugar, quero cumprimentar, no dia de hoje, os professores da rede pública e privada, esses homens e mulheres abnegados que fazem, às vezes, um papel melhor do que um pai ou uma mãe no processo da educação. Lembro aqui a minha primeira professora, os professores dos meus filhos, todos os professores e professoras que, hoje, no exercício de sua profissão, tão nobre como se fosse uma vocação, um verdadeiro sacerdócio, um compromisso com a Educação, com a qualidade de vida, com a qualidade dos relacionamentos entre as pessoas. Enfim, estamos muito agradecidos aos professores, especialmente aos do nosso estado.

Em homenagem a esses professores, quero citar aqui o município de Timbó Grande, deputado Valdir Cobalchini, que fica muito próximo de Caçador, mas de certa maneira, fica distante porque não dá para passar no referido município e depois ir para outro lugar, até dá, mas tem que passar por umas estradas muito ruins, e sei que v.exa. quando secretário de Infraestrutura, preocupou-se muito com aquela região. Timbó Grande está passando por um processo muito grande de desenvolvimento, especialmente por conta da indústria da madeira e da plantação de pinus, a madeira beneficiada.

Timbó Grande é uma cidade que temos que ir e voltar, porque na continuidade existe apenas um caminho que não é sequência para outras cidades, e isso, de certa maneira, vai tirando um pouco a cidade do roteiro de passagem de muita gente, inclusive, de políticos.

Porém, o município de Timbó Grande, que conta com oito ou nove mil habitantes, tem apenas um colégio estadual, o Colégio Estadual Machado de Assis. E, ontem, recebi a visita do professor Luiz Carlos Schumacher, diretor do colégio; da professora Márcia Dias Pereira, do professor Jozoel Maiéski, da professora Carla, do empresário da indústria da madeira, sr. Josué, muito entusiasmado com o futuro. Por várias ocasiões estive naquela cidade e conheci muitos jovens, adolescentes de 16 a 17 anos, muito empolgados, preocupados com o futuro.

Trata-se de uma cidade aparentemente pequena que estava esquecida e que agora está se desenvolvendo muito. Mas a grande preocupação dos pais, das famílias do município de Timbó Grande, é a mesma da grande maioria dos pais de Santa Catarina: a educação.

Então, é uma cidade que merece um carinho muito especial. E levei esta preocupação ao secretário da Educação, dr. Eduardo Deschamps, que compreendeu bem a preocupação dos professores Luiz Carlos Schumacher, Márcia, Carla, Jozoel, enfim, a preocupação daquela comitiva de professores do único colégio estadual, porque ele passou por algumas reformas nos últimos sete ou oito anos, algumas pequenas reformas, mas tem um aspecto de colégio dos anos 40, dos anos 50. Ele tem um aspecto como se fosse um remanescente de pessoas que trataram de tuberculose, de lepra. É um prédio antigo que precisaria ser construído novamente e, para tanto, gostaria de contar aqui com o apoio dos srs. deputados, especialmente dos deputados da região, para junto com todos os catarinenses, assumirmos o compromisso de melhorar a educação, o salário dos professores e o aspecto daquela escola, que irá contribuir, em muito, para o aprendizado dos alunos. Sei que esse entusiasmo também tem que contagiar o colégio, mas posso dizer, sem dúvida nenhuma, que o governador, ao ver pelo menos as fotografias do ginásio de esportes, que chove dentro; do piso de taco, que está soltando, por conta das chuvas; a umidade do chão, enfim, a área de lazer das crianças, a própria sala de aula, vai dar uma batida diferente para atender o município de Timbó Grande que está localizado em uma região que ainda sofre por uma depressão econômica durante muitos anos.

Mas quero, também, sr. presidente, saudar de uma forma muito especial a Associação Comercial e Industrial de Brusque que completa, nesta semana, 80 anos. O seu primeiro presidente foi Otto Scheffer, que em Brusque tem seu nome em ruas, um homem que ainda é lembrado pelas pessoas, mas há 80 anos Brusque já era pujante nas suas indústrias, principalmente na têxtil, e na ocasião, começou, juntamente com Blumenau, a primeira Associação Comercial e Industrial de Santa Catarina, e depois é que foram sendo criadas as outras associações, como em São Bento do Sul, Chapecó, Criciúma, Tubarão, entre outras, que vieram depois da Associação Comercial e Industrial de Brusque e de Blumenau, certamente, na sequência, Florianópolis, não sei toda a ordem como foram criadas as associações comerciais e industriais de cada cidade. Eu não sei bem como foram criadas as associações comerciais e industriais de cada cidade.

Mas um detalhe é que a Associação Comercial e Industrial de Brusque, juntamente com a de Blumenau, foi a pioneira.

E depois vieram outras associações. Na sequência, certamente, criou-se também a Fiesc - Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina.

Mas o detalhe é que a cidade de Brusque desde o começo era pujante, há 80 anos, e compreenderam os empresários que o associativismo era importante para repartir o entusiasmo, para trocarem dificuldades e experiências e, com isso, tudo resultar em novas atitudes por parte dos empreendedores, para que ficassem um pouco à frente do que estava acontecendo e o que podiam fazer para manter a qualidade do emprego, enfim, manter o pão nosso de cada dia para todas as pessoas que dependem do desenvolvimento econômico, porque quando se tem um bom desenvolvimento econômico temos também o desenvolvimento social. Por isso, nosso cumprimento especial à Associação Comercial e Industrial de Brusque.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)