26ª Sessão Ordinária - 01/04/2014
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Muito obrigado, sr. presidente, srs. deputados, sras. deputadas, quem nos acompanha nesta sessão pela TVAL ou pela Rádio Alesc Digital, servidores e servidoras estaduais da Saúde Pública do estado que estão aqui para acompanhar a tramitação de projeto do interesse dessa categoria.
Quero retomar ainda para dizer da minha emoção, inclusive de falar dos 50 anos do Golpe Civil Militar de 1964, e que o considero perfeitamente desnecessário, que não era verdade que havia o perigo vermelho rondando a sociedade brasileira e que de qualquer forma o presidente que estava no cargo estava constitucionalmente empossado, apesar do movimento de três anos antes tentar que ele não fosse empossado e da derrota das forças conservadoras em 1961, na Campanha da Legalidade.
Portanto, sr. presidente, se escrevemos na nossa Constituição que quem determina o rumo da nossa sociedade brasileira é a soberania popular, é preciso que essa soberania seja acatada em qualquer circunstância, e isso não ocorreu em 1964. E a emoção é também pelo fato, sim, de ser militar e de não me conformar com a realidade, que fica fácil para muitos bacanas da sociedade. É meio que tirar o corpo fora, dizendo: foi coisa dos militares! Não é bem assim. Havia um bocado de civis por trás, os militares não fizeram sozinhos! Da mesma forma, não foram todos os militares que fizeram, como falava anteriormente.
Aqui no estado tivemos exemplos de homens públicos, inclusive que ficaram na luta pela democracia quando era proibido falar, como Nery Qlito Vieira, que era oficial, e outros, e outros e outros, e outros.
Mas queria aproveitar estes minutos também para noticiar e divulgar o Ato Cívico que acontecerá hoje, às 17h, que iniciará na frente da União Catarinense de Estudantes - UCE -, na rua Álvaro de Carvalho, com a chamada Ditadura Nunca Mais.
Então, a proposta dos organizadores era que esta Assembleia suspendesse a sessão às 17h, quando geralmente não tem mais sessão, para que os deputados que tivessem interesse pudessem participar desse ato como v.exa., deputado Renato Hinnig.
Por fim, e falando em golpe, deputada Ana Paula Lima, quero voltar ao debate ou pelo menos trazer mais algumas curiosidades sobre a Universidade Federal de Santa Catarina e toda a mobilização que aconteceu lá na semana passada e notícias que correm até hoje.
Eu li no Diário Catarinense, do último domingo, na página 47, um parágrafo, deputado Maurício Eskudlark, que vou ler na íntegra:
(Passa a ler.)
"Em meados do ano passado, um alerta feito pelo comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) tenente-coronel Carlos Alberto Araújo Gomes, mudou a rotina da reitora Roselane Neckel. Durante uma das tantas reuniões informais sobre a segurança no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)e o policiamento comunitário, ele ressaltou que era importante ela ampliar os cuidados - principalmente com o Morro da Serrinha -, onde os chefes do tráfico estavam próximos do campus e teriam ficado insatisfeitos com a vitória dela nas ruas, um ano e meio antes." [sic]
Por que será que os chefes do tráfico do Morro da Serrinha ficariam descontentes com a vitória da atual reitora da UFSC? Eles tinham outro candidato? Qual a participação deles na UFSC? Tinham outro preferido? Interessa ao tráfico e aos traficantes do Morro da Serrinha discutirem sobre a Universidade Federal? Por que será que eles não estariam contentes com a vitória nas urnas da professora Roselane para a reitoria? São interrogações que qualquer pessoa inteligente precisa fazer para refletir sobre a UFSC hoje.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)