Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

88ª Sessão Ordinária - 03/10/2013

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente e srs. deputados, primeiramente quero convidar todos os catarinenses para participarem da 28ª Festa Nacional do Marreco, que acontece até o dia 13 de outubro.

Quero fazer um breve comentário com relação ao desempenho econômico do Brasil. Santa Catarina é um dos estados que despontam nacionalmente na socialização da sua economia, mas que também sofre muito com a queda do Produto Interno Bruto.

Na verdade, na última década o Brasil cresceu em torno de 2,2%, bem menos do que a média global, que foi 4,1%, e da média da América Latina, que foi de 3,7%. Perdemos para todos os países latino-americanos, até para a Bolívia e a Venezuela. Mas a previsão era de que este ano tivéssemos um desempenho em torno de 3,1%, ou seja, iríamos crescer um pouco com relação à média da última década.

Contudo, segundo a Folha de S. Paulo, o Banco Central está preocupado com o desempenho da economia nacional e já prevê que o desempenho será em torno de 2,5 % ou menos. E traz uma tabela. A indústria, por exemplo, cresceu em agosto aproximadamente 1,2%; em setembro, 1,1%. Já a construção civil, que aparentemente é um setor forte, cresceu em julho e agosto em torno de 1,1% e em setembro 1,9%.

Na verdade, a média do crescimento do PIB nacional até julho foi em torno de 2,2% por conta, principalmente, do comércio e dos serviços. A nossa produção caiu, e muito. E os números se mantiveram ainda positivos por conta do comércio e dos serviços, e não da produção.

Entretanto, de agosto para setembro a média caiu no que se refere aos serviços também. O que se conclui é que aquele comentário que a revista The Ecomist fez a respeito do Brasil, colocando-o, dentre os países emergentes, como o que teve o pior desempenho, parece ser verdadeiro.

Acompanhamos, na semana passada, notícias que dão conta de que dentre a população economicamente ativa, 90% estão endividados, estão pagando prestação, comprando em vezes. Pessoas que podem comprar eletrodomésticos, carros, roupas, estão usando o crédito, estão pagando juros para alguém, estão pagando prestações em dez, 15, 20 vezes. Por exemplo, quando terminam de pagar o carro financiado em 24 meses, na verdade o valor daria para pagar pelo menos dois veículos. Também é assim no programa Minha Casa, Minha Vida, porque o cidadão compra a casa, mas está pagando muitos juros, entre 100% e 200%, ou seja, ele compra uma casa e acaba pagando duas!

Então, o setor que está salvando o índice alto do PIB nacional é o agroindustrial, a agropecuária, que nos meses de julho e agosto cresceu 8,4% e em setembro e outubro a previsão de crescimento é de 10,5%.

Esse crescimento da agropecuária vem desde 2010, quando a produção foi de R$ 308,9 bilhões; em 2011 passou para R$ 351 bilhões; em 2012, para R$ 375 bilhões e em 2013, a previsão é que chegue à casa dos R$ 412 bilhões. É por conta disso que o nosso PIB não cresce apenas 1,1% ou 1,2%. Se não fosse o setor agrícola, o crescimento do PIB seria pífio.

Portanto, sr. presidente e srs. deputados, o setor agropecuário é que salvou não somente a lavoura, mas o nosso PIB.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)