Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado José Paulo Serafim

65ª Sessão Ordinária - 13/08/2013

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZOM - Sr. presidente, srs. deputados, catarinenses que nos acompanham pelos nossos meios de comunicação. Quero também cumprimentar todos que estão nas galerias desta Casa, acompanhando os nossos trabalhos. Cumprimentamos a sra. Maria Angela Ramos Furtado e o sr. Clóvis, de Balneário Camboriú, que vieram a esta Casa trazer uma proposta, encontrar uma alternativa para inúmeras crianças e adolescentes de Balneário Camboriú. E, no caso deles, um grupo de músicos voluntários atende a mais de 50 crianças, num projeto de ensaio de música, de diversos níveis sociais, mas grande maioria de famílias tem dificuldades financeiras. Portanto, através da música acredito que o que mais vão aprender é em relação aos valores humanos, muito mais do que notas musicais, que é a grande finalidade desses projetos com as crianças e os adolescentes.

Quero parabenizá-los!

Em nome deles, saúdo as centenas de pessoas que sonham com projetos como esses, mas, no entanto, não encontram guarida, não encontram alternativa de apoio tanto nas prefeituras como em qualquer outro lugar, em qualquer espaço do Poder Público.

No ano passado, por exemplo, através do Fundo da Infância e Adolescente, teríamos reserva de recursos para mais de R$ 60 milhões em Santa Catarina, que poderiam ser investidos ali, mas não foram por falta de projetos.

Vejo um desânimo total por parte desse segmento, onde provavelmente a causa é que historicamente nunca se investiu nesse setor, e toda a corrente do setor está desestimulada. O conselho não aprova e não analisa. Automaticamente, aqueles que estão imaginando apresentar projetos, já prevendo que o mesmo dará um trabalho danado para ser feito e depois sequer será analisado, nem os fazem. E assim então acontece em diversas outras cidades.

Vejo aqui um sonhador como eu, a sra. Maria Ângela e o sr. Clóvis, tentando encontrar uma alternativa para aqueles jovens e crianças que poderiam através da música fazer sua complementação na educação.

Cumprimento, também, o professor Ronaldo Moreira, da universidade de Criciúma, que vem aqui prestigiar os nossos trabalhos no dia de hoje.

Sr. presidente, neste final de semana o jornal Folha de S.Paulo publicou uma matéria sobre a análise da economia do Brasil, do mundo e da América Latina. Será que a economia do Brasil vai mal por nossa conta, por conta de falha na administração pública, ou vai mal porque o mundo inteiro vai? E foi feita então uma pesquisa por uma equipe de economistas paulistas, que o Samuel Pessôa traz aqui expresso, ele que retratou alguns dados importantes.

De 2002 a 2010 a economia do mundo cresceu, em média, 3,9%. E de 2010 a 2013 decresceu para 3,5%. Ou seja, baixou 0,4%. A economia da América Latina, da década de 2002 a 2012, foi de 4,1%. E de 2010 a 2013 baixou de 4,1% para 3,7%. Isto é, baixou também 0,4% a economia da América Latina.

A Argentina, por exemplo, que na década de 2002 a 2010 foi de 7,6%, decresceu de 2010 a 2013 para 4,5%, ou seja, baixou mais de 3% a sua economia. Quebrou bastante.

A Bolívia, por exemplo, de 2002 até 2010 crescia 4,3% e, agora, de 2010 a 2013 cresceu 5,1%. E o Brasil? Vamos falar antes do Chile. No Chile que era de 4,4%, de 2202 a 2010, de 2010 a 2013 passou para 4,5%. A Colômbia passou de 4,6 para 4,9%. O Equador passou de 4,2% para 5,8%. E assim continua. O México que na década de 2002 a 2010 era 2,1% passou para 3,8%. O Paraguai passou de 4,4% para 4,6%. O Peru estava em 6,5% e permaneceu nesses mesmos percentuais. O Uruguai baixou de 5,3% para 4,4%. A Venezuela passou de 4,7% para 3,2%. E veja, sr. presidente, o Brasil que de 2002 a 2010 era de 4,0% baixou para 2,2%.

Então, a economia global se manteve ou teve um crescimento de 3,5; a economia da América Latina se manteve em 3,7; e o Brasil foi de 2,2.

Sr. presidente, seguramente, essa queda na economia brasileira não tem como causa a crise global, a crise mundial, a crise de 2008, porque se fosse a crise global, certamente os outros países teriam que ter tido um comportamento na sua economia semelhante ao nosso. De todos os países da América Latina, somos o país que menos cresceu. De 2010 a 2013 cresceu 2,2.

O que menos cresceu foi a Venezuela, ainda assim com um ponto a mais do que nós.

Por isso, então, sr. presidente, seguramente tenho convicção de que precisamos tomar inúmeras providências para melhorar não só o comportamento político das pessoas e principalmente dos agentes políticos, nas há que melhorar a resposta que a interação que a sociedade pode ter com aquilo que se faz.

Estão muito mal as atitudes do governo, e cabe a nós governantes, cada um na sua instância, interpretar e encontrar a forma para que a sociedade brasileira possa ter uma qualidade de vida melhor. E essa qualidade advém, sem dúvida nenhuma, justamente do nosso movimento econômico.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)