Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputada Ana Paula Lima

32ª Sessão Extraordinária - 21/09/2011

A SRA. DEPUTADA ANA PAULA LIMA - Srs. presidente, srs. deputados, sra. deputada Dirce Heiderscheidt, público que nos acompanha pela TVAL e pela Rádio Alesc Digital e que estão acompanhando esta sessão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina nas galerias desta Casa, vejo com muito orgulho o momento maravilhoso vivenciado por todos os brasileiros e brasileiras e sinto-me muito orgulhosa, no dia de hoje, por ver a presidenta Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, dia 21 de setembro, que ficará historicamente registrada para todo o mundo, abrindo a 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

Pela primeira vez, sr. presidente e srs. deputados, uma mulher abre um evento dessa natureza, diante de líderes de 193 países, abordando temas importantes como, por exemplo, os efeitos da crise econômica internacional que estamos vivenciando e que está tirando o sono de muitos governantes, a preocupação com os conflitos nos países muçulmanos e a necessidade de adotar medidas que levem ao desenvolvimento sustentável.

No início da sua fala, a presidente Dilma Rousseff afirmou ter a certeza de que realmente o século XXI será das mulheres. Pela primeira vez na história das Nações Unidas uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade ampliando-se nessa tribuna, e que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.

A presidente Dilma Rousseff chamou a atenção do mundo para o momento da crise financeira vivida pelas grandes potências, a exemplo dos Estados Unidos e também dos países europeus. Disse acreditar que, se não for debelada, a crise pode, sim, transformar-se numa grave ruptura política e também numa grave ruptura social.

Mais do que nunca, srs. deputados, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção. Na opinião da nossa presidente, como todos os países sofrem as consequências da atual situação econômica, todos têm o direito de participar das soluções para solucionar essa crise. Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por poucos países. Por isso o engajamento de todos os governantes do nosso planeta é imprescindível.

Para a presidente Dilma Rousseff, a crise é, ao mesmo tempo, econômica, de governança e de coordenação política. Segundo ela, ainda não foi encontrada a solução para essa crise, pela ausência de recursos políticos e de clareza de ideias por parte dos países desenvolvidos. Citou, ainda, o exemplo de como o Brasil tem agido para fazer frente aos efeitos negativos da atual conjuntura.

Já no governo do presidente Lula vários países do nosso planeta sofreram uma crise mundial, e ele disse que seria uma marolinha para o nosso país. Dito e feito: mais uma vez estamos vivenciando uma crise econômica de maior gravidade, mas todos os países precisam estar preparados para o enfrentamento dessa crise, assim como tem feito o nosso país, sob a coordenação da presidente Dilma Rousseff.

O Brasil tem feito, sim, muita coisa, com sacrifício, mas com discernimento, mantendo os gastos do governo sob um rigoroso controle, a ponto de gerar vultoso superávit nas contas públicas, sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais, nem o nosso ritmo de investimento e de crescimento do país.

Diz a presidenta Dilma Rousseff:

(Passa a ler.)

"'Estamos tomando precauções adicionais para reforçar a nossa capacidade de resistência à crise, fortalecendo o nosso mercado interno com políticas de distribuição de renda'".

A presidente mencionou em seu discurso o fato de o Brasil ter descoberto que a melhor política de desenvolvimento é sem, sem dúvida nenhuma, srs. parlamentares e público que nos acompanha, o combate à pobreza.

(Continua lendo.)

"'[...] uma verdadeira política de direitos humanos tem por base a diminuição da desigualdade e da discriminação entre as regiões, entre as pessoas e entre os gêneros.

[...]

Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de, até o final do meu governo, erradicar a pobreza extrema no Brasil.'[...]"

Faço este registro, srs. parlamentares, com muito orgulho, parafraseando a nossa presidenta Dilma Rousseff, que, já na sua posse, falou: "Sim, nós podemos"! E, dito e feito, ela tem agido com esse discernimento.

Nesta quarta-feira a nação brasileira deu um exemplo de determinação dessa mulher guerreira que escolhemos para presidir o nosso país. Falo isso com muito orgulho, porque foi para ela que trabalhamos, foi nas mãos dessa mulher que o povo brasileiro colocou a sua confiança. E eu não tenho dúvida nenhuma, assim como não tive dúvida nenhuma no governo do presidente Lula, de que o Brasil está, sim, no caminho certo.

Assim, fica o registro histórico da participação feminina na abertura da Assembleia das Nações Unidas, através da nossa presidenta Dilma Rousseff.

Este país vem surpreendendo pelo seu progresso e, mesmo diante de uma crise mundial, mostra a sua força e o seu crescimento, mantendo a tranquilidade de brasileiros e brasileiras.

A presidente nos assegura que o maior valor a ser alcançado é a garantia da qualidade de vida de 190 milhões de pessoas que aqui se encontram.

Temos atualmente o maior programa no mundo de distribuição de medicamentos gratuitos para pessoas hipertensas e diabéticas, que é o chamado Farmácia Popular. Desde fevereiro deste ano 4,8 milhões de pessoas estão tendo acesso gratuito a esses medicamentos que, na verdade, são de uso contínuo e cruciais para manter a saúde e também a própria vida.

O Emprego e Renda bate recorde, e aqui no nosso país os pequenos e microempresários são valorizados e estimulados com uma política fiscal justa.

Temos também o Pronatec - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego -, que, aprovado, capacitará para o trabalho cerca de oito milhões de brasileiros e brasileiras nos próximos quatro anos.

Para finalizar, quero dizer que temos o extraordinário programa Brasil Sem Miséria, que deve retirar, srs. parlamentares, 16,2 milhões de brasileiros e brasileiras da extrema pobreza no nosso país.

Temos ainda o Brasil Maior, que vai incrementar a indústria nacional, reduzindo a zero a alíquota de 20% para o INSS de setores sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional.

É assim que o nosso país caminha a passos largos na direção de um futuro ainda mais promissor.

Faço este registro com muita satisfação, com muito orgulho e com muita honra porque ambos afloram os sentimentos de amor ao nosso país, o Brasil. Eu fico orgulhosa de ter uma mulher sendo presidente do Brasil, não apenas por ser mulher, deputado Jailson Lima, mas por ser uma mulher guerreira, competente e sensível às agruras do nosso povo.

Era isto o que eu tinha a dizer, sr. presidente.

Muito obrigada!

(SEM REVISÃO DA ORADORA)