24ª Sessão Ordinária - 06/04/1999
O SR. DEPUTADO JORGINHO MELLO - Srs. Deputados, quero aproveitar para fazer uma saudação especial ao Prefeito de Herval do Oeste, Sr. Américo Lorini, meu companheiro do PSDB; ao Presidente da Câmara de Vereadores, Sr. Nilvaldo Colusso; e ao Secretário da Agricultura Nelson Guindane, que estão no Plenário e que vieram à Capital de Santa Catarina tratar de assuntos importantes para o Município.
Sr. Presidente e Srs. Deputados, gostaria de me manifestar, mais uma vez, em relação ao Banco do Estado de Santa Catarina, aproveitando o pensamento do Deputado Adelor Vieira, que no momento não está aqui, que falava sobre a Farra do Boi. Lembrei-me da propaganda do Banco Bozano, Simonsen, na qual aparece uma criança atrás de uma árvore frondosa, quando vem uma boiada de búfalo e desvia da árvore na última hora, não atingindo a criança.
O Banco do Estado está se protegendo, Deputado Pedro Uczai, e espero que esta árvore forte, que faz com que a boiada se divida, seja o Parlamento de Santa Catarina em relação ao Besc, para mantê-lo, acima de tudo, como um banco público.
Deputado Milton Sander, o jornal A Notícia e o Instituto Mapa fizeram uma pesquisa (Top Of Mind), em que foi perguntado à população de Santa Catarina qual a primeira marca que lhes vinha à cabeça. Provando que o Banco do Estado de Santa Catarina é, acima de tudo, não só um nome forte, não só um patrimônio de Santa Catarina, mas também uma paixão, está demonstrado aqui que na Grande Florianópolis, no Norte do Estado, no Oeste, no Sul, no Planalto, no Vale do Itajaí, em todas as regiões, o nome Besc veio como o primeiro banco que vem à cabeça de qualquer pessoa quando indagada.
Quero, Deputado Herneus de Nadal, iniciando essa minha falação, dizer que não gostaria de entrar no mérito dos números levantados pelo Banco Central, até porque já estamos de posse dos números contestados por todas as equipes denominadas pelo Presidente do Banco Victor Fontana. Mas, para nossa alegria, eles são fatalmente positivos com relação aos números do Banco Central, motivando até um elogio público do Sr. Governador a todos os Líderes, quando estávamos no Palácio esta semana, ao dizer que foi feito um trabalho profissional.
O Sr. Governador naquele momento cumprimentou todos os funcionários que estavam envolvidos no levantamento, demonstrando, acima de tudo, profissionalismo, contestando o que não estava correto e dizendo, do outro lado, alguma coisa que o Banco Central tinha passado por cima, demonstrando isenção, e que ninguém está defendendo o Banco do Estado por ser só uma paixão de Santa Catarina, por ser só um patrimônio de Santa Catarina, mas porque é um banco que pode, deve e vai continuar caminhando com as suas próprias pernas, fazendo com que o pequeno empresário, o pequeno agricultor, o funcionário público tenha guarida nesse banco que em todos os momentos tem estado presente.
Quero, portanto, fazer um registro, Srs. Deputados, das pessoas, dos funcionários que trabalharam nessas comissões virando noite, final de semana com o relatório do Banco Central. Quero deixar registrado aqui o nome de Ayres Lopes, funcionário de carreira do Banco do Estado de Santa Catarina; João Luiz Miguel; Júlio Pungan; Gabriel Vaz; Adir Fátio, de Chapecó; o ex-Diretor Arthur Scur; Malheiros; Mário Seara; Alfredo, do câmbio; Mário Olinger; Lauro Linhares; Carlos Eduardo - o Cacau -; Mauro Benedet; Vânio Boing; Gouvêa; Crippa, que tiveram essa grande missão de contestar os números do Banco Central.
É prudente e inteligente não estabelecer um clima de confronto, de desafio com o Banco Central, porque ele é, acima de tudo, o juiz que vai dar o parecer final. Mas foi um trabalho merecedor de elogio, tanto por parte do Governador, como por parte deste Deputado, que tem a honra de ser funcionário do banco e saber que lá dentro tem pessoas dessa envergadura, que orgulham a função que exercem e orgulham Santa Catarina.
A nossa grande responsabilidade aqui é fazer cumprir o que nós mesmos já provamos no ano passado, na restruturação do sistema financeiro.
Da mesma forma que já estão sendo aportados para o Badesc recursos com somas além de 200 milhões, nós temos que cobrar esse mesmo compromisso do Sr. Pedro Parente, do Banco Central.
Não precisa milagre, não precisa, absolutamente, generosidade do Banco Central e nem do Governo Federal, que é do meu Partido. Mas nós precisamos, acima de tudo, dizer, até para o Governo Federal, que nem todas as privatizações têm dado certo. Tem Governo que privatizou muita coisa e perdeu as eleições.
Portanto, Srs. Deputados, quero, nesta tarde, mais uma vez, defender esta instituição que é sagrada para mim e é sagrada para Santa Catarina.
O Sr. Deputado Herneus de Nadal - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO JORGINHO MELLO - Pois não!
O Sr. Deputado Herneus de Nadal - Nobre Deputado Jorginho Mello, as manifestações de defesa feitas nesta Casa com firmeza, com determinação, com espírito público, com responsabilidade, fizeram com que nós vivêssemos um novo momento no que diz respeito ao Banco do Estado de Santa Catarina.
As declarações de agentes governamentais de que o Banco estava mal, de que o Banco tinha dificuldades, cessaram, Deputado Jorginho Mello.
Por isso mesmo que o requerimento que nós fizemos há vários dias, pedindo a constituição de uma Comissão Parlamentar Externa, a fim de tratar do assunto, é extremamente oportunº É o veículo para oficializar a participação dos Srs. Deputados neste evento tão importante para Santa Catarina.
Nós não vamos aqui dar a nossa confiança ilimitada de que o processo já se exauriu, mas nós acreditamos, Deputado, que houve uma reversão no quadro, e esperamos que seja definitiva.
O SR. DEPUTADO JORGINHO MELLO - Sr. Deputado, para encerrar, quero dizer que defendemos o Besc não simplesmente como um banco estadual, mas, acima de tudo, como um banco público que tem o compromisso profissional de atender os interesses de Santa Catarina.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)