104ª Sessão Ordinária - 19/12/2006
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO LUZ NETO - Sr. presidente e srs. deputados, inicialmente, gostaria de agradecer ao deputado Julio Garcia pelo privilégio de ter convivido com ele nesse curto período em que estive aqui na Assembléia Legislativa.
Gostaria de agradecer aos meus companheiros do PSDB, na pessoa do meu líder, deputado Jorginho Mello, os deputados Clésio Salvaro, Gilmar Knaesel e Nilson Gonçalves e ao PMDB na pessoa do líder, deputado João Henrique Blasi. Quero dizer que foi uma experiência enriquecedora, foi uma honra e um privilégio ter estado aqui com os senhores neste período.
Muito obrigado a todos pela atenção e pelo carinho como fui tratado nesta Casa. Agradeço também aos funcionários e ao deputado Eduardo Cherem que me deu esta oportunidade.
Gostaria de fazer uma referência ao trabalho feito pelo secretário Felipe Luz, que iniciou sua trajetória no governo estadual como secretário de Planejamento e logo após assumiu a secretaria de Agricultura, que acumulou com a secretaria de Planejamento. Na secretaria de Agricultura foi feito um imenso trabalho para que Santa Catarina seja reconhecida na OIE como estado livre da aftosa sem vacinação, como a contratação de veterinários e a compra de equipamentos, enfim, foi feito um imenso trabalho em conjunto com o deputado Moacir Solpesa, no sentido de aprimorar a vigilância sanitária no nosso estado, para que possamos voltar a exportar não só para a Rússia, mas para todo o mundo.
Também não poderia deixar de citar a passagem do secretário Felipe Luz pela secretaria da Fazenda, no meio de um conturbado momento, mas seu nome, sua firmeza logo trouxeram calma e tranqüilidade àquele difícil momento por que passava a secretaria. Entrou num momento conturbado e saiu também num momento conturbado, quando uma MP sugeria o aumento de impostos para o estado de Santa Catarina e o secretário, embora tenha defendido esta MP, buscou a todo instante, em todos os momentos, uma alternativa em que não houvesse a necessidade de nenhum tipo de aumento de impostos, buscando fazer prevalecer então essa engenharia feita pelo governador Eduardo Pinho Moreira e pelo secretário, na qual se atende a necessidade do governo do estado e de sua população sem que haja o aumento de impostos.
Gostaria de cumprimentar o governador Eduardo Pinho Moreira pelo brilhante trabalho de gestão, pelo pulso firme, enfim, por sua atuação frente ao governo do estado de Santa Catarina. O governador realmente se mostrou um grande administrador. Parabéns governador Eduardo Pinho Moreira.
Gostaria de lembrar que apesar de pertencer a base do governo, ao PSDB, e de ter ligação direta com o então secretário da Fazenda Felipe Luz, fui um dos primeiros a me pronunciar contra a MP da pobreza, quando ela propunha aumento de impostos. Por quê? E cito o exemplo dos estados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, nas penúltimas eleições. Os dois estados estavam com grandes dificuldades econômicas. Minas Gerais quebrado, moratória; Rio Grande do Sul em grande dificuldade. No Rio Grande do Sul assumiu o governo do estado o deputado Germano Rigotto, ele que havia sido presidente da comissão especial de reforma tributária. Sua primeira atitude foi aumentar os impostos e o resultado foi não ir para o segundo turno. Em Minas Gerais o deputado Aécio Neves assumiu e sua primeira medida foi rever contratos, cortar cargos comissionados, fazer auditoria na folha, cortar custos, gestão. Resultado: se elegeu no primeiro turno com 70% dos votos. O povo não está mais interessado na política antiga, mas na nova, na qual o novo nome da ética na política é eficiência, gestão.
Tenho certeza de que o estado de Santa Catarina, vocacionado como é para liderar o crescimento do país, não ficará para trás. Sei que o governador Luiz Henrique da Silveira, brilhante como é, com um colegiado preparado, fará o choque de gestão que o nosso estado tanto precisa. Estarei aqui no estado de Santa Catarina à disposição do governador reeleito, à disposição desta Casa e do povo catarinense para colaborar na iniciativa privada.
Finalmente gostaria de agradecer aos deputados de todos os partidos; ao PP na pessoa do meu amigo deputado Vieirão; ao PT, enfim, pelo privilégio da convivência com todos, mais especialmente ao nosso presidente deputado Julio Garcia. Foi realmente uma honra conviver com v.exa.
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO LUZ NETO - Pois não!
O Sr. Deputado Antônio Carlos Vieira - Deputado Antônio Luz Neto, primeiro quero lhe cumprimentar pelo pai que v.exa. tem, Felipe Luz. Ele foi meu amigo de infância, na avenida Mauro Ramos, hoje em frente a igreja da pastora Odete de Jesus. Ali morava a sua avó, seu pai Felipe Luz e o seu avô também, Antônio Luz, o Nico Luz, que dá o nome a esta rua aqui, onde funcionava o Clube de Regatas Aldo Luz. Ali é a rua Antônio Luz, do Nico Luz, seu avô.
Quero cumprimentar o seu pai, hoje um homem público, que nasceu da iniciativa privada, surgiu na Sadia e chegou onde chegou, pela sua competência e pela sua capacidade. Quero cumprimentá-lo por isso e quero que o senhor leve este cumprimento ao seu pai.
Mas quero fazer também uma comparação e uma ponderação a v.exa., quando se espelhou em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, para fazer o que o Aécio Neves fez em Minas Gerais e o que o Germano Rigotto fez no Rio Grande do Sul. Gostaria de dizer que são duas coisas distintas. Primeiramente, o estado de Minas Gerais não estava tão quebrado quanto estava o Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul está quebrado há muitos e muitos anos, vem usando estratégias e mais estratégias para rodar o caixa do Tesouro do Estado. Enquanto isso, Minas Gerais está numa situação um pouco mais tranqüila.
Mas Aécio Neves fez alguma coisa que o governo de Santa Catarina tem que se espelhar, que foi a redução da máquina administrativa; lá se reduziu e aqui cresceu e acresceu. O objetivo e a promessa são de acrescer mais ainda. E quem vai pagar a conta? Depois que não digam que se economizou de algum lugar para cobrir esses buracos, não! Sempre que alguma coisa é criada ocorre despesa, porque até o cortador de grama vai sair no custo daquela nova secretaria, daquele novo órgão.
Por isso, fico muito temeroso, deputado Antônio Luz Neto, com o futuro governo, porque tudo que é possível está sendo vendido. As coroas já estão indo, os anéis estão sendo jogados às traças. Quero saber quando não tiver nem mais os dedos? Porque tudo está sendo cortado aos poucos, para fechar as contas que a sociedade não teve a reciprocidade. E é complicado para a sociedade pagar.
Mas quero cumprimentar v.exa. e fazer votos que, como eu, lá fora, não mais deputado, possamos ficar só de olho, antenados, no que vai fazer o novo governo de Santa Catarina.
Meus cumprimentos!
O SR. DEPUTADO ANTÔNIO LUZ NETO - Para concluir, sr. presidente, quero dizer que tenho mais do que esperança. Teve uma equipe recente da secretaria da Fazenda visitando o estado de Minas Gerais, que, como v.exa. falou, é exemplo em gestão. E o governador Luiz Henrique da Silveira brilhante como é, preparado como é, fará, sem dúvida nenhuma, tenho certeza, uma grande gestão no seu segundo mandato.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)