Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Cézar Cim

23ª Sessão Extraordinária - 16/11/2004

O SR. DEPUTADO CÉZAR CIM - Sr. Presidente, Sras. Deputadas Ana Paula Lima, Odete de Jesus e Simone Schramm, Srs. Deputados, ilustre visitante, Secretário de Estado Sérgio Godinho.

(Passa a ler)

"Uma pessoa vencedora está sempre fazendo, uma pessoa perdedora está sempre falando. O ganhador sempre tem um programa a cumprir. O perdedor sempre tem uma desculpa para não fazer nada. O ganhador sempre diz ‘me dê uma oportunidade para tentar fazer’. O perdedor diz ‘este não é o meu trabalho’. O ganhador sempre tem uma solução para cada problema. O perdedor sempre tem um problema para cada solução. A pessoa vencedora faz fáceis as coisas difíceis. A pessoa perdedora faz difíceis as coisas fáceis. O ganhador diz ‘isto é difícil, mas posso conseguir’. O perdedor diz ‘isto é impossível e muito difícil que alguém consiga’. O ganhador se engrandece perante as dificuldades. O perdedor se apequena diante dos obstáculos. O ganhador sempre tem fé em seu coração e motiva-se por isso. O perdedor usa a sua fé negativamente ao acreditar que não pode fazer. O ganhador reza pra Deus pedindo que a sua horta de tomate cresça e frutifique. O perdedor reza pra Deus pedindo que a horta do vizinho não se desenvolva. E cada um, por si, é quem decide se é vencedor ou perdedor, valendo a pena lembrar que uma pessoa vencedora sempre faz os pequenos momentos transformarem-se em grandes oportunidades e por isso é feliz. Muito feliz. Nem mais nem menos."

Este texto é do meu amigo Horácio Braum, publicado na sua coluna diária, no nosso querido Jornal de Santa Catarina.

Sr. Presidente e Srs. Deputados, e por falar em vencedor, gostaria de colher da oportunidade para fazer minhas as palavras aqui proferidas pelos Deputados Paulo Eccel e Ana Paula Lima, com relação aos XL Jogos Abertos de Santa Catarina, não só pela expressiva vitória de Blumenau (já estamos acostumados), mas pela forma como toda Santa Catarina se fez presente. E esta Casa, certamente, está-se congratulando, à unanimidade, com todos os dirigentes, com todos os atletas e com todos nós, catarinenses.

E por falar em vencedor, Sr. Presidente e Srs. Deputados, eu gostaria de, na presença do meu irmão, o nosso querido Deputado e atualmente Secretário do Desenvolvimento Social Sérgio Godinho, ler aqui um escrito que representa toda a sua capacidade e toda a sua caminhada vitoriosa. E o Deputado Joares Ponticelli até já fez referência a este fato, mas de forma bastante efêmera.

(Passa a ler)

"Godinho representa SC no Conama

Por indicação do Governador Luiz Henrique da Silveira, o Secretário Estadual do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Sérgio Godinho, foi empossado, em Brasília, como Conselheiro titular do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Godinho diz que integrar o Conselho será significativo para o Estado a partir do momento que sua participação se torne efetiva. Diz ele: ‘Não quero apenas receber o título, mas agir e participar das decisões, discussões e trabalhos, em grupo, dessa forma, estaremos realmente incluindo as necessidades catarinenses na esfera nacional’. Atrair investidores para Santa Catarina dentro de uma política de crescimento sustentável é uma de suas principais metas.

O Conselho é presidido pela Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e tem por responsabilidade avaliar, regulamentar e executar políticas e normas ambientais do País, assim como estabelecer normas e critérios para o licenciamento de atividades poluidoras."

Secretário, esse seu amigo está orgulhoso deste posicionamento e tenho certeza de que toda esta Casa está orgulhoso por V.Exa. estar representando o nosso Estado no Órgão maior, que decide as questões ambientais deste País.

Sucesso para V.Exa., pois o seu sucesso é o sucesso de Santa Catarina. Mas nós temos certeza de que V.Exa. bem representará o Estado nas lides de Brasília e vai trazer essa sua ascensão como Conselheiro do Conama.

Parabéns, Secretário Sérgio Godinho.

Mas, Sr. Presidente e Srs. Deputados, hoje eu gostaria de voltar ao assunto bancos e novamente fazer referência à decisão da quarta turma do Superior Tribunal de Justiça que inverteu o ônus da prova, quando o correntista tiver sacado alguns valores de sua conta corrente por terceiros, a ele caberá obrigação de fazer a prova.

E por ter falado neste assunto em outra oportunidade, recebi várias manifestações dos catarinenses e a maioria tem colocado em tom até ligeiramente lúdico que a quarta turma do Superior Tribunal de Justiça fez isso para ajudar os bancos, os pobres bancos que em 2003 tiveram um lucro de R$ 13 bilhões. E no primeiro semestre de 2004, os quatros principais bancos deste País já tiveram um lucrinho de R$ 5 bilhões. Talvez seja por isso que a quarta turma do Tribunal Superior de Justiça tenha ajudado os bancos, no sentido de eles engordarem ainda mais as suas contas, por que em termos de juros eles são campeões, em termos de taxas eles não perdoam absolutamente nada.

É claro que nós vivemos num País capitalista. Agora, que se dê a todas as fontes produtoras as mesmas benesses que se dá aos bancos.

E o segmento dos bancos deste País, Sr. Presidente, acabei de descobrir, é o único que não sucumbe à lei da oferta e da procura! Pode uma coisa dessa? Além de todas as benesses, das regalias, eles não sucumbem! Não se aplica aos bancos, esse absurdo, a lei da oferta e da procura. Por quê? Porque se o correntista está bem, eles acendem uma vela para o santo em tom de agradecimento e se o correntista está mal ou antes de ele ficar mal, eles acendem uma vela para o diabo para que ele fique mal, porque os bancos não perdem nunca! Não existe concorrência entre bancos!

As diferenças de taxas, temos dados feitos pelo Procon de São Paulo, chegam ao absurdo de variar 369%! Porque não existe concorrência! O cliente, o trabalhador, o povo brasileiro não pode escolher o seu banco; ele vai naquele em cuja oportunidade é mais acessível para ser sangrado, para se transformar numa sangria!

Nós acabamos descobrindo por acaso que os bancos, além de todas as regalias que usufruem, agora também gozam de mais uma, a de não sucumbir à lei da oferta e da procura! Não havendo, portanto, concorrência.

Então, não tem que escolher banco, todos são iguais, todos passam a mão no nosso bolso, e com as duas mãos. E todos se transformam numa sangria do pobre trabalhador brasileiro.

Tenho dito, Sr. Presidente.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)