15ª Sessão Ordinária - 10/03/2010
O SR. DEPUTADO JAILSON LIMA - Deputado Moacir Sopelsa, o meu cumprimento a todos os deputados desta Casa e mais uma vez à criançada de São Cristóvão, que nos visita juntamente com o vereador Dirceu.
Hoje pela manhã tivemos a oportunidade de representar a Assembleia e o presidente deputado Gelson Merísio no II Fórum da Integração Regional do Brasil, que foi realizado aqui na Baia Sul. E estava presente o governador em exercício, Leonel Pavan, o ministro Geddel, tendo em vista que este fórum tem como objetivo diminuir cada vez mais as barreiras existentes entre os municípios, entre as políticas públicas de integração econômica, e também o ministro Gregolin. E o prefeito Dário Berger também estava presente, deputado Moacir Sopelsa.
Tive a grata satisfação, deputada Ada De Luca, ao conversar com o prefeito Dário Berger, de Florianópolis, de ouvi-lo externar a vontade pública de defesa do PMDB de estar com o nosso presidente Lula apoiando a nossa candidata a presidente da República, Dilma Rousseff.
Fiquei, logicamente, consternado tendo em vista que ele disse que uma das grandes obras deste município é o maciço do morro, que é um investimento de mais de R$ 50 milhões do governo federal, e isso só já denota o seu reconhecimento e faz com que ele tenha hoje esse convencimento de que o PMDB em Santa Catarina deve traçar novos destinos dentro da sua leitura.
Sabemos que em nível nacional tanto o PMDB quanto o PP são braços importantes do nosso presidente Lula em apoio à ministra Dilma Rousseff. Aliás, o PP tem um dos ministérios mais importantes do governo Lula - e nós em Santa Catarina até ficamos enciumados, deputada Ana Paula Lima -, o Ministério das Cidades, que possui muitos recursos e no qual fluem todas as obras do PAC drenagem e na área do saneamento básico.
O Lula compõe o seu governo assim: com o Ministério da Integração tem o PMDB, com o Geddel; o ministério das Cidades tem o PP, com um catarinense, o secretário Leodegar Tiscoski.
Quanto a essa posição do prefeito Dário Berger, externada nesse Fórum, mostra nitidamente uma avaliação de contexto para a próxima eleição. Mas o que mais me deixou entusiasmado foi observar que o nosso governo, ao desenvolver esse fórum, via Ministério da Integração, realizou-o primeiramente em Salvador, na Bahia, a primeira capital do Brasil, onde aportaram os portugueses, e o segundo está acontecendo justamente no sul do Brasil, na querida Florianópolis, capital do estado catarinense. Estavam ali presentes diversos municípios do estado de Santa Catarina, lideranças internacionais mostrando ser um fator importante para diminuir fronteiras e na integração do desenvolvimento econômico.
Surpreendi-me com todas as fotografias apresentadas do cenário do I Fórum, em que o presidente Lula não pode estar presente. Vi a figura visionária de um cidadão, um operário, que transforma esse Brasil e que, além de reduzir, neste país a grande questão do fosso econômico, fazendo política de inclusão social e aumentando a renda do povo brasileiro, também atuou nessa questão da integração entre as regiões, não apenas dos estados, mas do Brasil.
Outra coisa a que quero me reportar é o fato de os jornais A Notícia, Diário Catarinense e outros escreverem que Dilma, a nossa candidata a presidente da República, receberá salário do PT.
É importante ressaltar para o povo catarinense que isso para nós do PT é normal. O presidente Lula, antes de ser presidente, era funcionário do Partido dos Trabalhadores, quando percorreu o Brasil na caravana da cidadania para conhecer todo o país. E a ministra Dilma não é uma pessoa rica, não é empresária, não tem empresas. É uma trabalhadora do serviço público, professora, dava aulas. Foi secretária de estado no Rio Grande do Sul. E, logicamente, a partir do momento em que a nossa ministra Dilma deixar o Ministério não receberá mais o salário. E com a função de candidata do Partido dos Trabalhadores, automaticamente passará a ser uma funcionária do partido, recebendo esse salário, porque de vento ninguém vive.
Para nós isso é muito tranquilo, porque todos os deputados, os parlamentares do PT, dão uma contribuição do seu salário para o partido, a exemplo do que acontece em Santa Catarina, em que cada deputado repassa para o Partido dos Trabalhadores 20% do salário. Isso é regimental e fazemos isso com muita disciplina e tranquilidade, porque entendemos que a construção partidária tem custos, precisamos manter os dirigentes, assim como nós aqui recebemos do povo catarinense o nosso salário.
Então, tenho muito orgulho e muita tranqüilidade para dizer que parte da minha contribuição, do meu salário, será para o partido e ajudará também a manter a nossa ministra como candidata a presidente da República.
Vamos até os últimos minutos das convenções de junho conversando com os partidos. No dia 20 de março, o Partido dos Trabalhadores, no seu encontro estadual, estará homologando as candidaturas da companheira senadora Ideli Salvatti ao governo do estado de Santa Catarina e também do deputado Claudio Vignatti ao senado, em Santa Catarina.
Assim como os demais partidos estão lançando os seus nomes, nós também o fazemos de forma muito unificada, tranquila. Eu diria que pela primeira vez o nosso partido consegue se unificar de forma hegemônica. Pela primeira vez também consegue em todos os estados de Santa Catarina organizar as lideranças nos encontros microrregionais.
No sábado que passou, dia 7, na cidade de Rio do Sul, ocorreu o maior encontro do Partido dos Trabalhadores da região do alto vale. Foi feita a posse coletiva de todos os presidentes do Partido dos Trabalhadores. Esteve lá o nosso candidato ao senado, Cláudio Vignatti. Percorremos os municípios de Agronômica, Ituporanga, Chapadão do Lageado. E a nossa vontade é uma só, ou seja, que tenhamos candidato ao governo do estado. E isso não nos impede, de certa maneira, de continuarmos conversando, pois faz parte da democracia, faz parte da consolidação do processo do debate democrático, porque nas convenções, nos últimos minutos do dia 30 de junho, é que os martelos estarão sendo batidos.
Então, como deputado do Partido dos Trabalhadores sinto-me muito à vontade para dizer que a ministra Dilma Rousseff ao deixar o Ministério da Casa Civil, no início do mês de abril, estará percorrendo o Brasil, na sua função de candidata efetiva do Partido dos Trabalhadores para continuar essa grande obra-prima, deputado Marcos Vieira, do presidente Lula, esse mago da política do Brasil e da política internacional, porque o Brasil hoje é outro país, deixou de ser o país dos doutores para ser um país administrado por um operário, deputado Kennedy Nunes, que veio com muita maturidade mostrar novos destinos para a nação.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)