1ª Sessão Ordinária - 07/02/2007
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Sr. presidente, sras. deputadas e srs. deputados, é uma alegria muito grande deste parlamentar poder saudar todos os deputados, aqueles que retornaram e os novos. Mas a minha alegria mais significativa, sra. deputada Ada de Luca, é por rever aqui o grande deputado e amigo Jandir Bellini, eis que já fomos deputados juntos em outra ocasião; o deputado Pedro Uczai; e o deputado Sérgio Grando, que quando tentamos aqui mudar a capital para o centro de Santa Catarina, ele era contrário e batemos espada em campos opostos, mas com o devido respeito e a devida admiração.
Mas eu recebi hoje, srs. deputados, um presente do deputado Sérgio Grando: o livro, escrito por ele, Ambiente da Democracia Ambiental. S.Exa. fez um trabalho extraordinário na Fatma e eu tive o privilégio assistir a várias palestras do deputado, ao percorrer o estado de Santa Catarina. Ele se especializou efetivamente em meio ambiente.
Por isso, deputados Sérgio Grando, Pedro Uczai e Jandir Bellini, é um prazer muito grande revê-los, assim como os demais parlamentares. E aos novos, quero desejar sucesso!
No dia em que o governador esteve aqui trazendo a mensagem, por uma deferência especial o ilustre presidente desta Casa permitiu que eu fizesse o registro do falecimento de uma figura extraordinária, que foi por muito tempo deputado conosco, o meu companheiro partidário, um extraordinário homem público, o deputado Arnoldo Rinnert, que, infelizmente, sofreu um acidente.
Srs. deputados, v.exas., que são do interior e precisam viajar, devem saber que a morte do deputado Arnoldo Rinnert serve de advertência. Ele saiu desta Casa e embarcou num carro para ir assistir a formatura do seu filho no município de Trombudo Central. Na serra, na BR-282, bateu o carro, ficou durante 15 anos paraplégico e não se comunicava mais. Agora, no dia em que o governador aqui esteve, faleceu o deputado Arnoldo Rinnert.
Faço este registro porque ele foi um deputado simples, um homem comum, mas trabalhador, honesto, cumpridor do seu dever e que deixou muitas saudades no nosso meio.
Prestei atenção nos discursos aqui elaborados, mas, de modo muito especial, no do líder do governo, quando o deputado João Henrique Blasi disse que estão chegando aqui os projetos da reforma administrativa e os projetos de interesse do governo. Mas fiquei satisfeito quando ele disse que não virão para cá projetos findos, acabados, e que serão aceitas emendas. Aquelas que os deputados entenderem que irão aperfeiçoar os projetos, ele acatará, sem dúvida nenhuma. Isso nos deixa tranqüilos.
Há pouco o meu prezado amigo, deputado Jean Kuhlmann, grande liderança da região de Blumenau, disse-me que irá apresentar uma proposta de emenda a um dos projetos que virá para cá. É salutar, deputado Rogério Mendonça, que as coisas não venham de goela abaixo. Principalmente nós, deputados que damos sustentação ao governo, queremos sugerir também, e vamos fazer isso.
O eminente deputado Sargento Soares disse aqui que não vai aceitar que as coisas venham de goela abaixo, e nós também não. O nosso partido nos dá essa liberdade. Com o que não concordarmos, apresentaremos emenda, com respeito evidentemente, e vamos discuti-la com todos os srs. deputados para aperfeiçoar o projeto.
O Sr. Deputado Rogério Mendonça - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Pois não!
O Sr. Deputado Rogério Mendonça - Nobre deputado, gostaria de me associar à referência que v.exa. fez ao deputado Arnoldo Rinnert, e de me unir, também, àqueles que têm um sentimento muito grande pela perda do ex-deputado.
Ontem encaminhamos uma mensagem de pesar, desta Casa, à esposa do deputado Arnoldo Rinnert, a sua filha e a toda sua família, expressando os nossos sentimentos pela perda daquele grande homem público que sofreu muito, como disse v.exa.
Eu o conheci muito, bem como a sua família e o seu grande trabalho. Se não tivesse acontecido aquele acidente, com certeza ele talvez ainda estivesse nesta Casa ou na Câmara Federal, e teria realmente grande destaque na política catarinense.
O Sr. Deputado Joares Ponticelli - V.Exa. nos concede um aparte?
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Pois não!
O Sr. Deputado Joares Ponticelli - Nobre deputado, eu não tinha conhecimento do falecimento do deputado Arnoldo Rinnert e também quero me associar a manifestação de v.exa.
À época, quando eu residia em Pouso Redondo, foi o então prefeito Arnoldo Rinnert que me indicou para exercer o primeiro cargo público que assumi no magistério público de Santa Catarina. Tinha também por ele, como tenho pela sua família, um profundo respeito, e quero me associar a manifestação de v.exa.
O SR. DEPUTADO ONOFRE SANTO AGOSTINI - Fizemos esse registro porque fomos, por seis anos, deputados juntos. O seu primeiro mandato foi em 1990 e depois, em 1994, ele se reelegeu, mas não conseguiu concluir o segundo período legislativo, pois ficou paraplégico.
Prestei atenção e é claro que vamos debater muito aqui na Casa. Estou entusiasmado, deputado Renato Hinning, porque o pessoal novo está vindo com força total. Estão fazendo manifestações muito bonitas e tomara que esta Legislatura seja melhor do que a outra; tomara que nesta Legislatura tenha, sem dúvida nenhuma, grandes debates.
Já estou vendo aqui que a história vai se repetir em partes. O deputado Manoel Mota já voltou a brigar com o deputado Joares Ponticelli. Nós já ouvimos, ao longo desses últimos quatro anos, esses conflitos ideológicos e de liderança do deputado Joares Ponticelli com o deputado Manoel Mota. Mas quem sabe o assunto será desviado para outra encrenca, deputado, para fazer com que este país cresça, que o nosso estado cresça, através de investimentos e de incentivos ao setor produtivo. Nós não vamos achar uma solução para os problemas que nos afligem, nem planos, nem projetos de reforma, se não entusiasmarmos o setor produtivo, se não fizermos aquele que produz produzir cada vez mais, porque são eles que vão gerar tributos e gerar empregos. Este país precisa de empregos!
Nós não podemos, srs. deputados, querer culpar o governo, dizer que o governo Lula é culpado disso, que o governo Luiz Henrique é culpado daquilo. Nós precisamos fazer com que o setor produtivo produza, que o agricultor, a agroindústria, os empresários ganhem muito dinheiro para gerar mais tributos e mais empregos. Só assim nós vamos encontrar o nosso desenvolvimento, e não através de planos. Eu não conheço nenhum plano que tenha dado certo. Temos que fazer com que o setor produtivo produza cada vez mais para gerar emprego, que é isso que o país precisa!
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)