68ª Sessão Ordinária - 19/08/2009
O SR. DEPUTADO SARGENTO AMAURI SOARES - Sr. presidente e srs. deputados, público que nos acompanha nesta sessão, especialmente os servidores deste Poder, os diretores da Afalesc e do Sindalesc, gostaria de dizer que confio plenamente na capacidade, na possibilidade da Mesa Diretora, em conjunto com o sindicato e com a associação, resolver esse assunto e ver qual a medida legal e moral para superar esse impasse, para que possamos colocar toda nossa energia para realizar bem o nosso trabalho nesta Casa. Também sei que essa é a intenção do colega Jailson Lima.
Quero dizer, na presença do sindicato e da associação, que podemos fazer aqui esse debate e a Mesa Diretora conduzirá a questão de forma a superarmos as dificuldades.
Quero retomar o tema que abordei ontem, referente à situação em Honduras, onde estive durante dois dias e três noites da semana passada, ficando outras 48 horas nos aeroportos da vida, dentro dos aviões, devidamente autorizado pela Mesa Diretora deste Poder.
Honduras está dividida e os golpistas insistem até o desespero em impedir que as manifestações e os manifestantes se mantenham pacíficos. Assim, a violência é cada vez mais um impulso até mesmo espontâneo das massas, evidentemente que respondendo à violência que vem do estado e do governo golpista. Infelizmente, se a Organização dos Estados Americanos ou se outros órgãos supranacionais não tomarem as providências em tempo hábil, é possível e até provável que Honduras entre em guerra civil a partir desse processo, porque existe uma divisão muito aguda na cidade.
Para que todos tenham idéia, em Honduras os deputados do Congresso Nacional estão sendo agredidos na rua. Os deputados que apoiam o golpe são agredidos nas ruas por populares e os deputados que são contra o golpe, que estão na resistência, acabam envolvendo-se e sendo agredidos pelas forças do governo golpista.
Tive oportunidade de conversar com o deputado Marvin Ponce. Havia marcado uma reunião com ele para 20 minutos depois de terminar a manifestação do dia 12 de agosto. No término da manifestação, no Congresso Nacional de Honduras, ele foi agredido, teve o braço e algumas costelas quebrados. Essa é a situação.
Conversei também com a deputada federal de Honduras, que é a presidente do Parlamento Centro Americano, Glória Oquelí, que é do Partido Liberal, que abriga também o presidente deposto, Manuel Zelaya. O presidente do partido golpista é do Partido Liberal também, mas ainda há dirigentes desse partido que dizem que não têm nada com isso. Isso é para ver a situação em que se encontra o país, para ver a realidade daquele país.
Nós conversamos até demoradamente com a deputada Glória Oquelí, na noite do dia 12 de agosto, e ela pediu-nos que disséssemos da tribuna do Parlamento catarinense que o povo de Honduras vai continuar resistindo de mãos limpas, sem armas, mesmo com toda a violência do governo golpista. Que o povo vai vencer e vai recolocar no poder o presidente legitimamente eleito, Manuel Zelaya, e que Honduras vai caminhar cada vez mais para a democracia. Ela pediu que disséssemos também que ninguém e nada pode segurar a vontade soberana do povo!
Infelizmente, eu não tenho tanta certeza e é preciso que as instituições internacionais, especialmente a Organização dos Estados Americanos - OEA -, tomem uma providência para que o mais rapidamente possível aquele conflito possa ser superado e que a paz seja devolvida ao...
(Discurso interrompido por término do horário regimental.)
(SEM REVISÃO DO ORADOR)