Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Manoel Mota

59ª Sessão Ordinária - 16/07/2008

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Sra. presidente, sras. deputadas, srs. deputados, telespectadores da TVAL, ouvintes da Rádio Alesc Digital, é com muito alegria que retorno depois de praticamente dois dias sem participar das sessões de ontem e de hoje, quinta-feira, em razão de um tratamento de saúde. Eu fiz alguns exames muito específicos e tive que ficar três dias sem poder me alimentar, somente com água, e isso mostra quanto é importante a água. Estou aqui não tão mal assim, mesmo sem comer estou bem, mas devo ter diminuído um pouquinho o peso.

Mas eu gostaria de dizer que quando retornamos ao Parlamento, à tribuna desta Casa, voltamos a respirar a voz do povo, porque aqui é a voz do povo que tem que comandar, já que somos eleitos para representar Santa Catarina, principalmente cada região a qual pertence o parlamentar, e é por isso que procuro buscar o resultado do trabalho em cada região do nosso estado.

Por isso, superando alguns probleminhas de saúde, voltamos a trabalhar e a lutar para buscar resultados, porque é isso que a população espera de um político. Ela elege um parlamentar para buscar resultados, e é em cima disso que trabalho a cada momento, a cada instante. Então, eu me sinto realizado por aquilo que viemos conquistando.

Eminente deputado Elizeu Mattos, nós lutamos muito pela BR-101, e foi uma luta não apenas do deputado Manoel Mota, mas de muitos parlamentares e de uma representação da sociedade como um todo. Participaram desse movimento conosco, caro deputado Antônio Aguiar, as associações empresariais; os CDLs; a associação das mulheres, das donas-de-casa de Tubarão; os vereadores; os prefeitos, com a assinatura, no final, do próprio Ministério Público e do Poder Judiciário.

Então, isso mostra o sentimento da população, da metade de Santa Catarina, que esperava por uma ação forte, e isso está sendo feito.

Nós, hoje, estamos preocupados com alguns trechos os quais a empresa contratada acabou abandonando e para isso temos que contratar outra empresa, como, por exemplo, o trecho da Penha. Essa região, que fica antes de Imbituba, é uma região que precisa ser retomada, mas de janeiro para cá as máquinas sumiram. É evidente que a empresa que ganhou deve ter desistido e as máquinas não estão trabalhando.

Eu sei que o João José, que é o superintendente do DNIT, trabalha e luta muito, mas é preciso que todos nós ajudemos, para que aquela empresa possa retomar os trabalhos ou seja chamada outra empresa para dar continuidade aos trabalhos. Há também a questão dos projetos, a questão dos gargalos que estão interrompidos. Por exemplo, o projeto do Morro do Formigão, em Tubarão, não foi concluído ainda, como o projeto da ponte da Cabeçuda e o do Morro dos Cavalos.

Então, é uma obra que vai ficar com alguns gargalos para serem resolvidos, por isso a nossa preocupação. E estamos chamando a atenção aqui dos srs. deputados, para que o DNIT, através do Ministério dos Transportes, possa retomar aqueles quadros que estão parados e concluir esses projetos com a maior rapidez possível.

O ministro dos Transportes, quando fomos visitá-lo, disse que até o final do ano ficariam prontos os projetos, mas eles ainda não ficaram prontos e nós entendemos, porque não é uma coisa tão comum e tão fácil, mas precisamos receber uma resposta com mais rapidez.

Por isso não podemos deixar de registrar, nós, que viemos lutando tanto por essa obra que é fundamental para toda a região, não apenas para o sul de Santa Catarina, mas também para o Brasil inteiro, para o Mercosul, pois é uma obra gigantesca, importante e que dá uma perspectiva e uma luz para que novos investimentos possam vir em função da BR-101, a fim de que a produção seja escoada.

Há empresas que não estão apenas construindo, estão-se informando também com relação à qualificação da mão-de-obra, para poder se instalar na região. E eu tive, 60 dias atrás, um prazer sem limite, de receber a primeira empresa que vai se instalar no sul de Santa Catarina, que vai gerar, para iniciar, mil empregos para Araranguá. Era preciso uma ação do governo e o próprio presidente da empresa colocou o motivo da sua vinda. Primeiro, o estado, as leis que nós aprovamos nesta Casa proporcionam investimentos a empresas em Santa Catarina e, segundo, como ele disse, eu, que sou um apaixonado, o convenci de levar essa empresa para Araranguá.

Então, foi definido que será instalada em Araranguá uma empresa que vai gerar mil empregos, dando um faturamento de R$ 200 milhões ao ano. E agora nós temos perspectiva de que outra empresa - o próprio presidente da primeira empresa colocou que ela abriu as portas para que outras viessem para cá -, deputado Elizeu Mattos, venha para o sul do estado, a qual tem o triplo do tamanho da primeira, gerando um faturamento de R$ 500 milhões para Araranguá. Isso significa muito, pois vai atender toda a região sul catarinense.

São dados reais e importantes que nós estamos vivendo, para que nós possamos buscar aquilo que lutamos: resultado para uma região, que é a região sul de Santa Catarina.

Eu havia, deputado Valdir Cobalchini, pedido ao governo do estado, porque os investimentos estão indo, todos, para a região do norte. Foi o caso da Brahma em Lages e a Votorantim no alto vale. São tantos investimentos em tantas regiões, mas nenhum para o sul. De repente acenderam as luzes e o sul agora vai começar a receber investimentos, fruto da luta pela duplicação da BR-101.

O Sr. Deputado Valdir Cobalchini - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não! Eu ouço v.exa. que é um lutador nesse sentido. Se alguma coisa foi feita na sua região, v.exa., com certeza quando era secretário contribuiu.

O senhor é um parlamentar que se perdemos teremos um grande prejuízo, mas nós vamos emprestá-lo àquela região, porque eu sei que v.exa. irá atingir seus objetivos, por isso ouço sua manifestação com muita honra.

O Sr. Deputado Valdir Cobalchini - Deputado Manoel Mota, nosso grande líder, a nossa querida região do vale do Araranguá tem o privilégio de tê-lo como representante.

Essa é uma realidade também em outras regiões de Santa Catarina, graças à legislação que propicia às empresas que queiram se instalar em solo catarinense benefícios fiscais como o Prodec e o Pró-emprego. A nossa região já recebeu uma grande empresa, uma indústria de MDF, assim como Otacílio Costa recebeu outra indústria de MDF; em Mafra, presidente Antônio Aguiar, a Sadia está-se instalando; em canoinhas a Aurora; em Curitibanos a Berneck, e assim poderíamos aqui ficar desfilando empresas que estão se instalando em Santa Catarina às dezenas.

Serão R$ 15 bilhões investidos em solo catarinense pela iniciativa privada. Por quê? Porque nós temos um governo sério, empreendedor, que tem buscado de forma incessante atrair investimentos para Santa Catarina.

Então eu quero cumprimentá-lo, deputado Manoel Mota, v.exa. que é um lutador do sul catarinense, do vale do Araranguá, e esse seu discurso serve para todo o nosso estado.

Muito obrigado, e parabéns!

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Quero cumprimentar v.exa., deputado Valmir Cobalchini, que me ajuda com o seu aparte, a falar sobre o desenvolvimento que está alcançando Santa Catarina.

O governador Luiz Henrique, que é um sonhador como o deputado Manoel Mota, busca e não pára, a sua luta é constante. Ele tem uma equipe de Planejamento e da Fazenda, que no Planejamento consegue coordenar essas ações para que busquemos resultados para todos esses investimentos. Em Joinville será feito investimento da GM, que é uma coisa extraordinária.

Eu reclamava porque o sul não estava recebendo investimentos. Quando eu apareci com a empresa, o governador disse: "é agora a tua vez deputado." Eu disse: não, agora é a vez do sul do estado. Então no sul, com a duplicação da BR-101, irá iniciar um novo momento histórico de investimento e de desenvolvimento.

Sei que em Lages já está sendo feito um trabalho extraordinário, implantado quando v.exa. foi secretário do Desenvolvimento Regional daquela região. É evidente que esses são dados importantes para trazermos aqui, de um governo realizado, planejado, competente, que está buscando resultados a cada instante. Agora eu posso dizer: por toda Santa Catarina, e pelo sul também.

O Sr. Deputado Elizeu Mattos - V.Exa. me concede um aparte?

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Pois não! Ouço v.exa., deputado Elizeu Mattos, que quando me afastei por dois dias assumiu o comando, e muito bem. Parabéns pelo trabalho que vem desenvolvendo. Eu até posso me afastar um pouquinho, porque sei que existe um grande parceiro para assumir a liderança da maior Bancada de Santa Catarina, que é a do PMDB.

O Sr. Deputado Elizeu Mattos - Meu líder deputado Manoel Mota, quero cumprimentá-lo pelo pronunciamento. Quero aqui dar um depoimento em público sobre a figura, sobre a pessoa de Luiz Henrique da Silveira, que é um obstinado na busca de empreendimentos e de empresas para Santa Catarina, que veio dar emprego para a nossa gente. O que é que o governador pensa? O governador pensa que o mais importante é o cidadão catarinense, deputado Antônio Aguiar, ter emprego e renda, do que a arrecadação, pura e simples, do estado.

Não adianta o estado ter simplesmente arrecadação e o povo estar desempregado, não ter como viver e sobreviver com dignidade, porque não é o bolsa família, ou seja lá o que for, que irá dar dignidade para o cidadão. A dignidade do cidadão é o trabalho, porque o seu sustento vem do trabalho, do seu esforço.

Quero fazer esse depoimento sobre a busca do governador. Nós estamos agora tentando levar para a região de Lages a indústria ZF. Para quem não sabe, a ZF é a maior indústria do mundo de caixas de transmissões, tem hoje, ao todo, 59 mil funcionários diretos.

E nós estamos numa campanha, junto com o governador, essa semana já fizemos a quarta reunião, o governador recebeu o presidente da ZF, se propôs ir à Alemanha e o encaminhamento já foi feito. Se Deus quiser, em agosto, pelo esforço do governador, em conjunto com várias forças, vamos anunciar esse grande empreendimento para a região de Lages, que será a unidade da ZF. Mas não será apenas a unidade da ZF, é o Centro Tecnológico da ZF, que só existe hoje na Alemanha, na América do Sul não existe. Nós poderemos então, em parceria com a universidade federal, ter o Centro Tecnológico de uma indústria dessa magnitude na região de Lages, o que dará outro norte para a economia serrana.

Faço esse depoimento pelo esforço de Luiz Henrique da Silveira, que não mede tempo e nem esforço. Já fizemos várias reuniões sobre a ZF até as 23h na Agronômica, para tentar trazer esse grande empreendimento para a região.

Então, se as coisas estão acontecendo no norte, em Araranguá e em todos os cantos de Santa Catarina, é devido ao esforço e pela credibilidade do nosso governador Luiz Henrique da Silveira.

O SR. DEPUTADO MANOEL MOTA - Quero agradecer v.exa., deputado Elizeu Mattos, e dizer que isso é resultado de quem trabalha e de quem planeja as suas ações.

O governador Luiz Henrique da Silveira tinha o Plano 15 e tudo isso estava dentro do seu plano de desenvolvimento. Hoje ele coloca em prática toda uma ação que prometeu por Santa Catarina e está cumprindo religiosamente.

Nós sabemos perfeitamente que diminuiu os números de agricultores que vendiam suas propriedades e vinham para o grande centro. Hoje estão sendo construídas casas populares para os agricultores, para manter o filho do agricultor no campo, produzindo a riqueza para este país.

Por isso o estado vem crescendo, vem se desenvolvendo e os resultados estão aí para quem quiser ver, ouvir e acompanhar o desenvolvimento de Santa Catarina.

Nós, evidentemente, estamos dando a nossa contribuição aqui no Parlamento para que isso aconteça, porque as leis que vieram para cá praticamente todas foram aprovadas, dando condições de proporcionar um estado competitivo, através do Prodec e do Pró-emprego. É o estado mais competitivo do país e por isso está havendo investimento.

O deputado Nilson Gonçalves sabe que estão recebendo a GM, um investimento extraordinário, e qual é o município que não gostaria de receber esse tipo de investimento? Mas, infelizmente, ou felizmente, quem tem a mão-de-obra qualificada é Joinville, porque nós não teríamos, no sul, mão-de-obra qualificada para receber essa indústria. Joinville está na frente de tudo isso porque tem a mão-de-obra qualificada, colocou-se à disposição e já estão construindo.

Nós estamos vivendo um governo que realiza não apenas obras, mas oferece condições para que indústrias se implantem em nosso estado de ponta a ponta.

Hoje posso dizer que outra indústria muito grande entrou em contato conosco para se instalar no sul, uma multinacional, pediu que não anunciássemos o seu nome, mas o importante é que o estado está competitivo, buscando resultados a cada instante para todos os catarinenses, porque hoje estamos no governo, amanhã podemos não estar, mas cada um tem que fazer a sua parte e o governador Luiz Henrique da Silveira está fazendo a sua, tornando o estado competitivo, gerando emprego, renda e desenvolvimento que é tudo que queremos. Isso significa melhorar a qualidade de vida do povo catarinense.

Sempre lutamos para buscar esses resultados e a minha região que estava numa situação muito difícil, hoje está recebendo uma empresa que irá gerar mil empregos, com um faturamento de R$ 200 milhões. Já há outra empresa, com protocolo entregue na Fazenda, que iniciaria com 2.100 empregos, 600 deles para os agricultores, porque eles é que irão usufruir dessa empresa. É importante estarmos vivendo esse momento. Temos um porto com maior calado, que é o de Imbituba.

Ao longo do tempo perdemos muito, os lavradores de Capivari e também na questão de Imbituba e de outras regiões. Por isso é preciso somarmos as forças para buscar empresas para superar as perdas que tivemos ao longo do tempo, que possamos viver um momento de tranqüilidade, de firmeza, de geração de emprego e renda, buscando a melhoria da qualidade de vida do povo catarinense.

E preciso cumprimentar o governo do estado e toda sua equipe, as secretarias da Fazenda, do Planejamento, de Assuntos Estratégicos, que têm sido peças fundamentais para ajudar a contribuir nesse momento com o desenvolvimento...

(Discurso interrompido por término do horário regimental.)

(SEM REVISÃO DO ORADOR)