62ª Sessão Ordinária - 18/06/2014
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente, srs. Deputados, aproveitamos esse espaço para fazer uma pequena prevenção sobre os últimos acontecimentos que temos tido na nossa região, especificamente Joinville.
Primeiro, quero comunicar aos senhores, através da tribuna, sr. presidente, que nossa região tem sido visitada constantemente pelo governador do estado, Raimundo Colombo, e o município de Garuva, mais precisamente, finalmente vai ser aquinhoado com mais uma verba para a construção de uma delegacia de polícia.
Essa verba nós tínhamos pleiteado junto ao governo do estado há pelo menos um ano e meio, e só não saiu, e não está construída ainda esta delegacia, porque houve durante três ocasiões a troca de terreno. Foi trocado, três vezes, o terreno para a instalação de Delegacia de Polícia. Por isso, nós não temos ainda praticamente construída aquela delegacia.
Mas nessa semana que se passou estivemos com o delegado Dirceu Silveira, nosso delegado regional, e finalmente assinamos, lá em Garuva, o compromisso, e também estivemos na assinatura da ordem de serviço para a construção da delegacia de polícia de Garuva, e finalmente nós vimos, como eu sempre costumo dizer, as máquinas roncando naquele município para a construção daquela unidade que tanto se esperou.
Nós temos, sr. presidente, também um trabalho, já de longa data, que vem se consolidando a cada dia que passa, para a construção, também, de uma delegacia de polícia no município de Araquari. E acredito que passando este período eleitoral, quando as coisas realmente ficam muito difíceis em relação a obras públicas e até à visitação de um deputado a uma obra pública, até a reivindicação de um parlamentar junto ao governo fica difícil por conta do período eleitoral.
Mas eu tenho comigo a certeza de que nós teremos, até o final do ano, também a ordem de serviço para a construção da delegacia de polícia de Araquari. Nós temos em Joinville, sr. presidente, duas questões que têm deixado a população e têm sido objeto de reivindicação da população, praticamente toda semana, todo mês, que é o problema com a saúde e o problema com a segurança.
Já tivemos inúmeras reuniões com as pessoas ligadas à segurança pública no nosso município, já intermediamos inúmeras reuniões com o secretário de Segurança, visando sempre um melhoramento na questão de segurança pública de Joinville, e também da nossa região.
Estivemos nesta semana, novamente, numa reunião com o sr. prefeito municipal, mais o comandante geral de polícia militar do norte, e também outras pessoas ligadas à questão de segurança. Inclusive, agora, a prefeitura tem também o secretário de Segurança, e lá tratamos, também, mais uma vez, da questão, mais diretamente ligada à Joinville.
E foram detalhados alguns itens que deverão ser levados, mais uma vez, ao sr. governador do estado. A questão do scanner, que nós temos no presídio regional, o único scanner que se tem aqui na região sul do país, um equipamento que custa na faixa de R$ 350.000,00 a R$ 400.000,00, mas que é usado em todos os aeroportos dos Estados Unidos, é usado em vários aeroportos mundo afora, mas que não é usado em presídios.
E esse scanner, ele está em experiência, vamos dizer assim, porque não foi comprado, foi colocado ali pelo fabricante, para que fosse feita uma experiência e fosse conhecido mais profundamente de que forma trabalha. Ele tem evitado aquele constrangimento muito grande da revista que é feita, principalmente nas mulheres. E todos os senhores sabem como é feita a revista para as mulheres entrarem no presídio. Tem que ser uma revista feita por policial feminina, e é feito o toque nas partes íntimas da mulher.
Muitas vezes deixa-se a mulher sem roupa, e mesmo sem roupa tem que fazer o toque em partes íntimas, porque já aconteceu de mulheres estarem levando celulares em sua parte íntima, muitas vezes até droga. Então, é uma revista extremamente constrangedora. E, com esse scanner, acabaram-se os problemas.
Acabaram-se os problemas, tanto que está ali há seis meses e foi a Secretaria de estado da Justiça e Cidadania que comprou esse scanner para o município de Joinville. E infelizmente a informação que tivemos da secretaria de Justiça é que em vez de comprar o scanner, está pensando em alugar. O aluguel não é barato, segundo informações, sairia em torno de R$ 50 mil a R$ 60 mil, e o scanner custa, na verdade, R$ 350 mil.
Então, comprando um scanner, em seis meses, pelo menos, estará pago, enquanto que o aluguel não se sabe a que valor vai chegar. Fica por tempo indeterminado o aluguel, mas, na verdade, pagando inúmeros scanner, com esse aluguel.
Então, foi pautado na reunião desta semana juntamente com o prefeito e o comando que se reivindique ao governador, já que a secretaria de Justiça, entende diferente, para que se tenha de forma definitiva esse scanner no presídio regional de Joinville.
O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Concedo, o aparte de 30 segundos, ao amigo para que eu possa terminar.
O Sr. Deputado Sargento Amauri Soares - Quero parabenizar v.exa., deputado Nilson Gonçalves, por trazer esta pauta. Com certeza, absolutamente necessária e fundamental, pois é um absurdo com o nível tecnológico que temos ainda ter que ter a insegurança que existe nos presídios e, ao mesmo tempo, contraditoriamente o constrangimento das pessoas, dos familiares, mães, às vezes, senhoras de idade dos detentos.
Então, quero parabenizar v.exa. e dizer que estamos plenamente de acordo com o seu pronunciamento.
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Obrigado, deputado Sargento Amauri Soares, v.exa. que conhece profundamente este assunto porque trabalha nesta área.
Sr. presidente, foram pautadas uma série de reivindicações, mas principalmente em todas as reuniões de segurança pública que eu participei no município de Joinville ou na região, todas literalmente, todas as reivindicações é por mais elemento humano, por mais material humano, por mais policiais. Todas elas! Não só em Joinville como também em toda a nossa região. O que se precisa? Precisa-se de material humano, de mais policiais para que possamos ter segurança ou pelo menos a sensação de segurança necessária para a nossa região.
Obrigado, sr. presidente.
(SEM REVISÃO DO ORADOR)