Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

65ª Sessão Ordinária - 13/08/2013

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. Presidente, srs. deputados, Deputado Serafim Venzon, fazendo um paralelo entre as economias principalmente da América do Sul e a nossa, aproveito para comentar que no nosso país está estagnados por conta de algumas iniciativas extremamente equivocadas. Por exemplo, as nossas indústrias reclamavam da concorrência externa por conta da estupidez de impostos que pagam, por conta da enormidade de tributos que pagam ao governo federal. Por conta disso não conseguem competir com indústrias ou com equipamentos do mesmo gênero que vinham de fora. E o que o governo fez? Em vez de desonerar as indústrias, diminuir os impostos das indústrias, o governo procurou o caminho mais fácil, fechou as portas, fechou as importações de muitos produtos que concorriam com produtos brasileiros.

A estagnação que estamos vivendo hoje no Brasil se deve muito também ao equívoco do governo federal com relação à economia, que em vez de desonerar as empresas, as indústrias, dessa carga enorme de impostos, prefere fechar a importação para que essas indústrias não tenham concorrência. Em vez de estimular a concorrência e diminuir os impostos das indústrias, para que elas possam concorrer com os produtos de fora, pega o caminho contrário e fecha a importação. É o chamado nacionalismo burro, porque o mundo hoje é globalizado, e estamos aqui querendo nos fechar. Em vez de procurar concorrer com par de igualdades com produtos lá de fora, nós nos fechamos.

Muda-se a regra do jogo a toda hora, o investidor, aquele que alavanca a economia, o que traz divisas para o país, fica com o pé atrás também na questão de investimento. E o país vai empacando. Tanto é verdade que v.exa., deputado Serafim Venzon, fez nesta tribuna uma constatação, porque muitos que acompanham a economia deste país já sabem que o país está estagnado.

Estamos apanhando para o Peru, para o México, e acho que até para a Venezuela estamos apanhando, até para o Paraguai. Isto que o Paraguai é espertíssimo. Esse pessoal que está dirigindo o Paraguai é esperto. Já entraram até em acordo com os países que fizeram aliança com os países do Pacífico. E nós aqui fazendo política no Mercosul, juntando pessoas que ainda pensam como 20 anos, 30 anos atrás, reunindo-se e fazendo política, em vez de desonerar a economia dos países que fazem parte do Mercosul. É lamentável! É lamentável!

O governo federal acena com a possibilidade de a iniciativa privada participar de projetos, de investimentos que tragam benefícios para a população, o chamado PPP (Parcerias Público-Privadas). Só que o governo estabelece regras que o empreendedor, o investidor, acaba ficando com o pé atrás. É o caso do Trem Bala que estão inventando para São Paulo. Está muita gente com o pé atrás, ninguém quer se envolver. E por quê? As regras não estão claras, vão investir dinheiro, mas o governo quer controle de tudo, e o investidor não vai investir dinheiro, se não vê possibilidade de ter retorno. Isso é a coisa mais natural do mundo, em qualquer país do mundo, em qualquer empresa, por menor que seja. Ou seja, não vai fazer nada, se não vê a possibilidade de ter retorno.

Então, o que estamos vendo no nosso país é que muitos investimentos que poderiam ter a participação pública e privada não estão acontecendo por falta de clareamento nas regras ou então de condições mais igualitárias nas regras. Querem um país estatizante e ao mesmo tempo querem que o investimento privado venha. É como se o investidor colocasse o dinheiro no investimento, mas o governo é quem decide o que vai ser feito. Portanto, dessa forma ninguém vai fazer isso, é um ou outro investimento que está ocorrendo no país, mas na regra geral as coisas acabam não acontecendo.

De boas intenções o inferno está cheio, e estamos vendo neste país muitas boas intenções, mas as coisas andarem mesmo, não estamos conseguindo fazer.

Era este o comentário que queria fazer, srs. deputados. Quero aproveitar esses 45 segundos que me restam para cumprimentar a professora da Escola Municipal Dr. Sadalla Amin Ghanem, Rosiane Ribeiro Justino, que está entre os dez professores nota dez do Brasil. O título disputado por mais de três mil concorrentes foi concedido em um concurso anual da Fundação Victor Civita, em parceria com a Editora Abril. Além dela, outra docente da rede municipal também ficou entre as 20 finalistas, a educadora Angela Maria Vieira, com um projeto muito bonito. Eu, oportunamente, ocuparei a tribuna para falar sobre esse projeto e também pedir a esta Casa que preste uma pequena homenagem a essa professora.

Muito obrigado, sr. presidente!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)