Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Nilson Gonçalves

5ª Sessão Ordinária - 15/02/2012

O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. presidente e srs. deputados, ontem, a deputada Ana Paula Lima utilizou esta tribuna para reclamar do problema da segurança em Santa Catarina, da falta de transparência em relação ao que ocorre por aqui.

Nós, que convivemos, praticamente, diuturnamente com a questão desse segmento em Santa Catarina, e se há alguém que conhece muito bem isso é o deputado Sargento Amauri Soares, que é da área a Polícia Militar, não podemos, de forma alguma, deixar de registrar o esforço que este governo faz em relação à questão da segurança pública.

Este é um problema que não é somente nosso, de Santa Catarina, é um problema geral deste país, deste mundo. É uma contaminação generalizada. Parece uma doença, parece uma epidemia o problema da segurança pública, esta é a grande verdade.

Os esforços estão sendo feitos. O governo do estado, no último dia 14, participou da solenidade de assinatura de atos de nomeação de 512 novos policiais civis aprovados, em que 350 são agentes de polícia, 92 são escrivães, 29 psicólogos, 41 delegados, ainda remanescentes do concurso de 2008, sendo que outros 93 escrivães e 29 psicólogos serão chamados numa próxima fase.

Eu tenho ido para a minha região e para alguns municípios e o maior problema por que passam os pequenos municípios diz respeito ao número de policiais. Essa é a grande gritaria com relação à questão da segurança. Então, precisamos de mais material humano.

Estive, recentemente, em Itapoá, em Guaruva e em outros municípios da nossa região, amanhã à tarde estarei em Guaramirim, em Araquari entregando viaturas, entregando colete à prova de bala, material de informática, fruto do trabalho dos deputados da grande Joinville, que assim chamamos. Estaremos amanhã, inclusive, na reunião da SDR de Joinville intermediando também a aprovação para a construção de uma nova delegacia de polícia no município de Garuva.

Estamos também intermediando junto ao governo do estado uma verba bastante substancial para a delegacia regional de Joinville. Trabalha-se, e trabalha-se bastante. O problema, o grande problema, é a marginalidade.

Não adianta somente a polícia trabalhar. Não adianta somente o governo envidar esforços no sentido de dar mais segurança para o cidadão. Esse é um trabalho que envolve todo mundo.

Nós estamos vendo, no Rio de Janeiro, uma verdadeira debandada da bandidagem de lá, que está migrando para outros estados. Muitos daqueles perigosos bandidos do Rio de Janeiro, que estavam naqueles morros, podem estar encastelados aqui em Florianópolis. E aqui eles estão diversificando o modus operandi deles. Muitos que lidavam com o tráfico mudaram a sua maneira de atuar. Antes havia os caixeiros eletrônicos que deram origem a esse segmento lá em Joinville. Hoje esses caixeiros que começaram esse tipo de atividade já não têm mais vez no segmento, porque esses profissionais do crime transferiram-se para esse tipo de atividade. Hoje, se não estou enganado, houve 51 explosões de caixas eletrônicos, e já não se perfura mais com maçarico, agora é com dinamite. Por quê? Porque o tipo de bandido que está atuando nessa área era gente que estava atuando em outras áreas e estava no tráfico e em outras áreas que davam dinheiro. Devido à marcação do estado, migraram para esse tipo de atividade e hoje atacam locais que jamais se imaginaria que fariam.

Por exemplo, no Sinuelo, um local movimentadíssimo na beira da BR-101, próximo a Joinville, esses dias atrás, em plena meia-noite, entraram lá, enfiaram dinamite, colocaram tudo abaixo e levaram o dinheiro. Mas são profissionais que têm estratégia. O modus operandi dessa gente é todo especial. É gente que tem conhecimento e estratégia de trabalho. Eles estudam como fazer e como abordar. Eles são profissionais que saíram de outras áreas e agora estão na chamada área dos caixas eletrônicos.

O que eu quero dizer, e infelizmente o meu tempo é curto, é que o governo de Santa Catarina está atento e procurando, dentro das suas possibilidades, municiar os seus agentes, os seus policiais, para dar-lhes condições de trabalho e de combate a essa bandidagem. O problema é que eles migram de um tipo de atividade para outra, aperfeiçoam as suas atividades e trazem com isso a necessidade de um maior número de policiais e de equipamentos para poder fazer frente aos problemas.

Mas que fique registrada a preocupação do estado em relação à segurança pública de Santa Catarina.

Muito obrigado, sr. presidente!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)