Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Carlos Chiodini

26ª Sessão Ordinária - 07/04/2011

O SR. DEPUTADO CARLOS CHIODINI - Sras. deputadas e srs. deputados, quero dizer que na terça-feira estive em Brasília participando de uma mobilização em torno de um importante segmento da economia brasileira e catarinense, que foi o lançamento da Frente Parlamentar da Indústria Têxtil e de Confecção, presidida pelo deputado Henrique Fontana, do Rio Grande do Sul, e pelo senador Luiz Henrique da Silveira, no Senado.

A indústria têxtil tem mais de 30 mil empresas no Brasil. É a segunda maior empregadora no setor da indústria de transformação e a segunda maior geradora do primeiro emprego.

O faturamento da indústria têxtil chegou, em 2010, a US$ 52 bilhões e as exportações em fibra de algodão, a US$ 5 bilhões. O saldo da balança comercial em 2010 em fibra de algodão foi negativo em US$ 3,6 bilhões, contra US$ 2,250 bilhões em 2009. Os investimentos em 2010 foram de US$ 2 bilhões. Já a produção média da confecção foi de dez bilhões de peças em 2010 e mais de 1,750 milhão trabalhadores são empregados diretamente nessa atividade econômica. Somando os empregos indiretos, temos oito milhões de empregos, dos quais 75% são mão de obra feminina, representam 13% dos empregos da indústria de transformação e somam 3,5% do total do PIB brasileiro.

Diante desses fatos e já qualificada, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção - Abit - lançou, na última terça-feira, no Congresso Nacional, uma frente parlamentar mista para o desenvolvimento da indústria têxtil e de confecção. Essa frente é suprapartidária, formada por deputados federais e senadores, que visam ao aprimoramento da legislação referente ao tema específico, no caso o setor têxtil confeccionista.

O setor se encontra cada vez mais fragilizado pela concorrência internacional, pela desvalorização do dólar. Então, o bloco de deputados e senadores vai atuar para recuperar a competitividade do segmento no país, que foi altamente prejudicado pela pirataria e pelo alto custo de produção, assim como os outros segmentos da indústria.

Se as reivindicações da frente parlamentar forem atendidas no decorrer do seu trabalho, a indústria têxtil de Santa Catarina, que é responsável por 160 mil empregos, espera crescer 30% e poderá expandir a oferta de trabalho em até 60 mil vagas, conforme avalia o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem.

Existem muitas oportunidades neste momento, como colocou o representante dos trabalhadores na reunião. Falta pouco tempo para o início da Copa do Mundo, época em que são fabricados muitos suvenires e a economia brasileira cresce num ritmo acelerado. A indústria têxtil, infelizmente, vive um processo de desindustrialização.

Eu sou defensor dessa bandeira. Entendo-a como primordial para o estado de Santa Catarina, para a geração de emprego e renda.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)