58ª Sessão Ordinária - 20/08/2003
O SR. DEPUTADO NILSON GONÇALVES - Sr. Presidente e Srs. Deputados, primeiramente, quero dar as boas-vindas a dois grandes amigos que se encontram na Casa no dia de hoje, o Vereador Crenilton e o Vereador Paulino, do Município de Araquari, que recentemente se filiaram ao PSDB. O Vereador Paulino é um forte candidato a Prefeito do Município de Araquari no próximo ano. Estou muito satisfeito, muito contente com a visita desses dois amigos na Casa.
Antes de abordar exatamente o assunto que tratarei aqui, Sr. Presidente, gostaria de me reportar a um episódio acontecido no Município de Joinville e que já foi objeto de críticas, bastante ácidas, aqui do Plenário, inclusive da tribuna, com relação a uma pessoa ligada ao PSDB do Município de Joinville, ontem, e foi presa pela Polícia Federal, juntamente com outro companheiro seu fazendo panfletagem relativo às criticas ao Deputado Federal Carlito Merss.
Como faço parte do PSDB de Joinville, quero deixar claro desta tribuna para todos os Srs. Deputados que nunca, em tempo algum, concordei ou participei de qualquer ato desse tipo. Pelo contrário, sempre repugnei, sempre me afastei de pessoas que praticam esse tipo de atividade ou esse tipo de ato.
O que aconteceu em Joinville com essa panfletagem contra o PT, na verdade, o PT hoje está experimentando o seu próprio veneno, porque em tempos passados essa prática era normal, por esse Partido. E eu tive a oportunidade de verificar isso não só no Município de Joinville. E digo mais: o PSDB hoje não tem um Deputado Federal devido a esse tipo de prática contra o nosso então Deputado Vicente Caropreso, do Município de Jaraguá do Sul. Hoje o PT está vendo exatamente como é desagradável esse tipo de atividade.
Deixo claro a todos os senhores, independentemente de cor partidária, que não concordo, não faço parte e repugno qualquer ato nesse sentido; seja ele quem for e de que Partido pertença.
Por isso, quero deixar bem claro a todos os senhores que porventura tenham pensado que o PSDB de Joinville estaria envolvido. Estão envolvidos no caso pessoas plenamente identificadas e que certamente estão respondendo pelos seus atos. E dou por encerrado esse assunto.
Estiveram no meu gabinete há pouco, Sr. Presidente, fazendo-me uma visita, duas figuras ilustres do Município de Canoinhas, o Sr. Orestes Golanoski e o Sr. Silmar Golanoski, pai e filho.
O Sr. Orestes Golanoski, não sei se ainda está no meu gabinete, foi citado na apresentação de um livro de autoria do então Ministro da Saúde, nosso querido amigo Serra.
(Passa a ler)
"São crônicas pungentes que você vai ler aqui. Casos incríveis como o do catarinense Orestes Golanoski, que aos 60 anos detém o recorde mundial de doação de sangue. Em 40 anos, o Sr. Orestes Golanoski doou 90 litros de sangue, ajudando a salvar algumas centenas de vidas. Em 186 doações, nosso recordista, transferiu a quem precisava 14 vezes o volume de sangue que uma pessoa adulta como ele carrega em seu corpo."
Não precisaria citar mais nada depois de ler esse pequeno trecho do livro de autoria de José Serra.
Quero enaltecer o trabalho não só do Sr. Orestes Golanoski, mas de um sem-número de abnegados voluntários que doam o seu sangue não só aos munícipes de Canoinhas e da região, mas descem do Planalto Norte indo até os Municípios de Joinville, Jaraguá do Sul, Guaramirim, Garuva, São Francisco do Sul, Araquari, Barra do Sul, Barra Velha para doarem sangue. São pessoas que estão sediadas no Planalto Norte e vêm, livremente, fazer a sua doação de sangue.
Tenho aqui alguns dados, apenas para ilustrar. Em 2002, foram 975 doadores de sangue, equivalente a mais de 100 viagens com veículo da entidade, sem custo algum para os beneficiados.
Portando, estou dando entrada na Casa de um requerimento a ser enviado ao Sr. Governador, pedindo que faça valer uma emenda de autoria do Deputado Onofre Santo Agostini, que já está no Orçamento para este ano, para que seja procedido o devido acerto para a compra de um ônibus para esses moradores de Canoinhas. Já está no Orçamento uma verba de R$200 mil para a compra de um ônibus, para que eles possam, num número maior de pessoas, fazer o bem ao próximo.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)