Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Serafim Venzon

64ª Sessão Ordinária - 07/07/2010

O SR. DEPUTADO SERAFIM VENZON - Sr. presidente, sras. deputadas, prezados catarinenses que nos acompanham pela Rádio Alesc Digital, pela TVAL, os que estão aqui, nas galerias desta Casa, minha saudação muito especial à vereadora Lialda Lemos Elizandro, de Tijucas, que acompanha os nossos trabalhos, aos vereadores Evaldo Erhardt e Jarmas Machado, de Imbuia, também aos companheiros Cleiton, Jaime da Silva e Pereira, bem como ao vice-prefeito Alsoni Brito, que acompanham os trabalhos legislativos desta Casa.

Aliás, como todos os deputados, nós também temos caminhado pelo estado de Santa Catarina, visitando os ditos municípios pequenos, de quatro mil, cinco mil, seis mil habitantes, ou menos, e vimos a crescente qualidade de vida que a nossa população tem. Se compararmos esses municípios com 20 anos, 30 anos atrás, percebemos aí uma grande mudança na qualidade de vida dada pela prestação dos serviços de energia elétrica, com estradas melhores, escolas, postos de saúde, dedicação dos prefeitos, que quando não resolvem problemas de saúde no município transferem os pacientes, levam-nos para as regiões metropolitanas, para poderem ser melhor atendidos. Enfim, percebemos verdadeiramente que existe um mutirão social, um mutirão de todas as forças, de todos os partidos políticos, justamente para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

O que primeiro melhorou essa qualidade de vida foi o trabalho dos catarinenses, o trabalho de cada um, mas temos que ter um reconhecimento especial aos nossos empreendedores.

Quantos pequenos e microempresários vejo lá em Brusque, na minha cidade!? Em Botuverá, Guabiruba, Gaspar, Blumenau, encontramos pessoas que aos 50 anos, 52 anos, 56 anos se aposentam. E já que estão aposentadas iniciam ali uma fábrica.

Em Brusque, na minha cidade, por exemplo, temos a Tecelagem Atlântica, hoje uma empresa com mais de 1.500 funcionários. Quando o seu dono, Antônio Ogliari, aposentou-se da querida empresa Schlösser, de Brusque, resolveu começar uma pequena fábrica, com alguns teares, para fazer toalhas, paninhos de louça. Foi crescendo, foi crescendo, e hoje é uma grande empresa que atende ao mercado nacional, ao mercado da Argentina, ao do Chile, ao da América Latina. Enfim, uma empresa que ultrapassou os limites do estado e do Brasil. E isso foi graças ao empreendedorismo, à coragem dele. E sei que existem milhares em Santa Catarina que fizeram e fazem exatamente isso.

Mas existe um terceiro ponto muito importante que é justamente o governo estar perto da população, como o governador Leonel Pavan está fazendo, pois tem caminhado praticamente todos os dias nas cidades, nas mais variadas regiões, inaugurando obras, entregando ordem de serviço, constatando a realidade, contatando com as pessoas, sentindo os seus anseios, os seus sonhos e tentando encaminhar as soluções para os inúmeros problemas, para conseguir a melhoria da qualidade de vida.

Estive, na semana passada, na região de São Lourenço do Oeste, de Ipuaçu, de São Domingos e de Xanxerê e acompanhei algumas visitas do governador, caracterizando justamente um governo que incentiva o desenvolvimento, principalmente nas cidades de maior carência.

Por outro lado, a região das cidades de Vidal Ramos, Imbuia, Leoberto Leal e Ituporanga, com quatro, cinco mil habitantes cada uma, que ficou estagnada por muito tempo, agora está recebendo uma das maiores empresas produtoras de cimento da região sul do país, que vai atender ao mercado de Santa Catarina, do Mato Grosso, do Paraná e do Rio Grande do Sul. Seguramente, Vidal Ramos, Imbuia, Leoberto Leal, Alfredo Wagner e todas as cidades do entorno experimentarão um grande desenvolvimento econômico e social. As pessoas daquela região, que já viviam bem, agora viverão melhor, em face dos inúmeros investimentos em estradas e em energia elétrica.

Quero reconhecer a atitude do governo, a sua intenção de desenvolver Santa Catarina por inteiro, mas dedicando-se principalmente às cidades menores, aos projetos empreendedores, notadamente naqueles municípios com baixo IDH.

Sr. presidente, ontem me informaram que muitas universidades de Santa Catarina estariam pressionando os acadêmicos porque o governo não teria repassado os recursos referentes ao art. 170. Garantiu-me o professor Silvestre Heerdt, secretário da Educação, que foram repassados mais de R$ 3 milhões esta semana às universidades. Mas há algumas que o dinheiro está na secretaria porque existe algum débito, alguma CND em atraso.

De forma que deixo o meu pedido aos reitores das universidades, esses que são beneficiados pelo art. 170, que regularizem a sua parte contábil para poderem receber esses recursos.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)