Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Antônio Carlos Vieira

96ª Sessão Ordinária - 04/11/2010

O SR. DEPUTADO ANTÔNIO CARLOS VIEIRA - Sr. presidente, srs. deputados, srs. telespectadores, bom-dia! Inicialmente, eu gostaria de agradecer as palavras elogiosas do deputado Romildo Titon e de dizer que eu não esperava outra coisa dele.

Durante a campanha política, eu fiz algumas passagens, algumas incursões pelo município em que s.exa. foi muito bem votado e tive o sentimento de que as urnas iam ser benfazejas para s.exa., como realmente foram. S.Exa. merece os votos pelo trabalho que aqui executa para a sua comunidade, para a sociedade a qual convive.

V.Exa. trabalha muito bem. Meus parabéns! Foi por isso que recebeu os votos dos cidadãos catarinenses.

Deputado Manoel Mota, v.exa. fez alguns elogios, desta tribuna, ao ex-governador e atual senador eleito Luiz Henrique da Silveira e comentou que as secretarias regionais eram tidas como cabides de emprego. O interessante é que não deu a fonte. Eu não sei se não quis atacar o futuro governador, mas parece que se esqueceu de que quem chamava as secretarias regionais de cabides de emprego era o então senador Raimundo Colombo, hoje eleito governador de Santa Catarina.

Eu não sei se ele já, deputado Manoel Mota, está numa linha de rebeldia ao futuro governo. Mas nós vamos, até o final do ano, conversar muito com o deputado Manoel Mota e com todos os vitoriosos sobre isso. O deputado Gilmar Knaesel colocou muito bem que os políticos vitoriosos se vangloriam muito bem com análises que não conseguem realmente apresentar o que aconteceu nas urnas.

O que ele colocou sobre o sul do país é uma verdade. O sul do país disse não por algum motivo. Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo disseram não, pois têm uma posição diversa. Mas dizer que o nordeste não influenciou, eu não entro nessa.

Srs. deputados, eu não vou entrar na discussão hoje, aqui, de alguns fatos. Eu não vi aqueles famosos barcos russos que o Luiz Henrique falou que iriam singrar pelas baías deste estado. Eu não consegui constatá-los. Eu não consegui passar pela ponte Hercílio Luz que seria aberta ao trânsito. Eu não consegui também comprar o ingresso do metrô de superfície que o então governador prometia para Florianópolis. Mas eu vou entrar numa seara que é muito mais do deputado Sargento Amauri Soares, a segurança.

O deputado sempre foca o funcionário da área de segurança. E eu vou trazer o foco para o povo que deseja segurança para si e para seus familiares, o que hoje não temos. Infelizmente, hoje, deputado Romildo Titon, falta segurança. Antes de reforma tributária, antes de reforma política, nós precisamos de segurança. E não venham achar que os BOs da vida resolvem, porque não resolvem nada! O cidadão comum, quando tem algum problema na sua residência, um furto, um roubo, procura fazer o Boletim de Ocorrência, mas é só cena, obra de ficção, deputado Romildo Titon, porque o cidadão registra e nunca mais tem notícias sobre o caso, a não ser uma comunicação, se for roubo de veículo, para efeitos de seguro. Fora isso, o cidadão não tem mais notícias. Deputado Silvio Dreveck, se um cidadão tiver a sua casa assaltada, furtada, ele faz o BO, mas tem que continuar procurando nos jornais notícias da prisão de algum meliante para ver se a Polícia trouxe algum dos objetos furtados. E aí começa o calvário do cidadão.

Infelizmente, a estrutura policial não vai até o cidadão para comunicar: "Foram apreendidos tais objetos furtados, talvez um seja seu." Não! Não! O cidadão comum, deputado Flavio Ragagnin, tem que olhar o jornal e ficar numa fila grande de pessoas que tiveram o mesmo problema, com o seu BO na mão. Eles precisam ir ao órgão policial verificar se algum daqueles objetos apreendidos é seu, e para isso enfrentam fila. Não adianta o cidadão comum, ao fazer o BO, dar a identificação do objeto roubado, a não ser de um veículo. Se ele disser que lhe furtaram um computador HD, de cor rosa, não vai adiantar, porque ele não vai receber retorno. Ele vai ter que entrar na fila do órgão policial para saber se aquilo que lhe pertence está dentre alguns dos objetos que retornaram, através da Polícia, das mãos do meliante. Infelizmente nós precisamos de segurança.

Eu vejo hoje, nos jornais, que nas páginas: 3, 20, 37, 42, 43 e 55 do Diário Catarinense tratam do tema segurança, da necessidade de segurança. Nenhuma das matérias traz a questão que o deputado Sargento Amauri Soares tanto fala aqui, embora eu reconheça que é um assunto de real importância. Mas essas páginas do Diário não dão notícias sobre as reivindicações do servidor de segurança, mas, sim, falam de acontecimentos na área de segurança. Vejam os senhores: "Crimes em série. Lagoa quer o sossego de volta."

Nas lojas, deputado Flavio Ragagnin, os empresários estão reduzindo a mercadoria que colocam à venda, à mostra ao consumidor, para evitar o roubo antes que sejam vendidas. Lógico, se a mercadoria for roubada depois de vendida, quem vai ter o problema é o comprador, mas as lojas, hoje, sofrem com o problema. A própria exposição do objeto, da mercadoria, já traz o interesse do meliante. Não há qualquer segurança para o comerciante pagador dos seus tributos.

O deputado Manoel Mota também falou aqui em redução da carga tributária. Falou muita coisa, mas nós sabemos que o que menos existe é redução de carga tributária. Cada vez mais se aumenta a carga tributária do sofrido povo brasileiro.

Muito obrigado, sr. presidente!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)