Sessões Plenárias

Pronunciamento

Deputado Dirceu Dresch

43ª Sessão Ordinária - 20/05/2015

O SR. DEPUTADO DIRCEU DRESCH - Sr. presidente, srs. deputados, cumprimento todos que nos acompanham, que nos assistem, os que estão aqui presentes.

Cumprimento os trabalhadores e trabalhadoras deste estado que estão em luta, mobilizados, aqui nesta Casa.

Cumprimento mais uma vez todos os trabalhadores e trabalhadoras na luta da Educação do nosso estado, servidores do estado da Udesc, os trabalhadores do Judiciário, porque ontem foi feita uma bela audiência pública; e também todos os trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar de Santa Catarina, do Brasil, que estão em Brasília desde segunda-feira.

E, hoje pela manhã, mais uma grande marca na luta da agricultura familiar, agora pela assinatura da portaria do ministro Manoel Dias, com o reconhecimento da agricultura familiar também como profissão pelo ministério do Trabalho e Emprego.

Então, a partir de agora, temos oficialmente uma categoria profissional de trabalhadores e trabalhadoras, que é a nossa agricultura familiar que, até aqui, por lei, ainda eram considerados trabalhadores rurais, como categoria profissional.

Então, por isso, queremos parabenizar toda a caminhada e a luta de muitos e muitos anos desta categoria, que põe na mesa do brasileiro mais de 70% dos alimentos que são consumidos no nosso país.

Os homens e mulheres que trabalham a terra, trabalham com seus animais que produzem os nosso alimentos.

Então, quero cumprimentá-los. Temos uma grande delegação em Brasília, com certeza gostaríamos de estamos lá, mas temos aqui os nossos compromissos, tocando o nosso trabalho, as comissões, apoiando aqui a luta dos trabalhadores e trabalhadoras catarinenses. Mais uma vez o nosso reconhecimento. E esse dia de hoje marca uma bela história do reconhecimento de homens e mulheres do meio rural brasileiro. Então, o nosso grande reconhecimento e os nossos parabéns.

Quero trazer a esta tribuna, uma demonstração das grandes contradições e da falta, digamos, de respeito que a grande mídia brasileira faz com o nosso povo. Nós temos duas revistas que têm, inclusive, o mesmo nome, faço questão de mostrá-las. Chama-me atenção quando leio matérias enrolando a população brasileira. Nós temos uma revista que traz na capa o nosso ex-presidente Lula e a nossa presidente Dilma. Não estou aqui querendo fazer propaganda da revista, pelo contrário, quero mostrar, de fato, a contradição da imprensa brasileira, que tem infelizmente, assumido papel de partidos políticos. Tem assumido um lado. E olha que são concessões públicas, para justamente fazer um papel democrático, transparente e um papel que seja, de fato, esclarecer o povo brasileiro. E não como temos visto, nestes últimos anos, a mídia brasileira assumir partido. Então, assuma de fato, registra e coloca embaixo, ou seja, uma revista de Oposição ou de Situação. Nós lamentamos muito!

A revista Isto É traz como manchete de capa que o Brasil está um caos, que o Brasil está falido, o Brasil está quebrado, E mostra o ex-presidente Lula e a presidente Dilma. E outra revista, que é a Isto É Dinheiro, imagino que é da mesma empresa, falando do exagero de pessimismo que alguns setores colocam. Eu vou ler a matéria para ficar bem claro: "Empresas e investidores nacionais, estrangeiros voltam a ver o Brasil com outros olhos, despejando bilhões de dólares no mercado acionário em imóveis, em novos negócios e projetos de expansão.

Nas últimas semanas a bolsa subiu, o dólar caiu, o risco/país diminuiu. Numa clara indicação de que o pessimismo exagerado com a economia ficou para trás. Saiba também o que dizem os economistas, a visão dos empresários otimistas e o desafio de curto prazo."

Trouxe essas duas revistas para a tribuna, que são da mesma empresa, uma que fala para os empresários e a outra que fala para o povo. Porque as informações não são iguais. Quando se trata de uma revista para os empresários fala-se uma coisa, quando se trata de uma revista para o povo prega-se o caos. Qual o interesse disso? Por que não falam do Brasil real? O grande desafio é construir no país uma mídia democrática. Por isso o Partido dos Trabalhadores faz essa discussão, pois sabemos o que foi a época em que a ditadura calava a imprensa, calava os jornalistas. Queremos uma mídia de fato democrática, transparente, que não tenha lado.

Por isso trago como exemplo esse momento de debate, de reflexão profunda que o nosso país vive sobre a economia, sobre o nosso futuro. Mas, ainda ontem, vi pessoas comentando que a Petrobrás está dando prejuízo. Quem não viu estampado nos grandes jornais que estamos batendo novos recordes na exploração do pré-sal, do petróleo no Brasil. A Petrobras teve um lucro grande nesse primeiro trimestre, ou seja, mais de R$ 5 bilhões. É esse país que queremos construir, que o Judiciário trate todos com igualdade, que a imprensa cumpra o seu papel de concessão pública, de tratar as informações de forma igual e de contribuir na construção de um país de fato democrático, que ainda não temos.

Portanto, trago essas boas notícias das conquistas que os trabalhadores vêm tendo. E não canso de falar isso, pois acho motivo de grande comemoração que no mês de janeiro o salário mínimo tenha batido o recorde em poder aquisitivo, nos últimos 53 anos. Com certeza isso é fruto da luta dos trabalhadores e também do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, que vêm valorizando o salário mínimo.

Um dos motivos pelo qual o nosso país não enfrenta a crise que a Espanha e outros países estão enfrentando, inclusive os Estados Unidos, foi que criamos um grande mercado consumidor e de desenvolvimento, que melhora a vida das pessoas que nunca tiveram oportunidade. O Brasil já chegou a crescer 8% ao ano e mesmo assim o povo ficou mais pobre. Então, crescimento não significa desenvolvimento do conjunto. Crescimento é quando o país se desenvolve e toda a população ganha junto, em qualidade de vida especialmente.

Era o que tinha a dizer.

Muito obrigado!

(SEM REVISÃO DO ORADOR)