96ª Sessão Ordinária - 06/12/2005
O SR. DEPUTADO FRANCISCO KÜSTER - Sr. presidente, sras deputadas, srs. deputados, conterrâneos que nos acompanham pela TVAL, pela Rádio Alesc, quero fazer uma saudação muito especial aos pais e amigos dos nossos irmãozinhos especiais. Tenham uma boa estada nesta Casa. Com certeza absoluta levarão daqui o bom resultado na votação de um projeto de autoria do nosso presidente, que quando do exercício da governança do estado remeteu a esta Casa.
Tenham uma boa estada e parabéns pela mobilização.
(Palmas das galerias)
Sr. presidente, tenho dois assuntos a tratar. E o primeiro deles é para reclamar. Mas vamos reiterar o pedido já feito por esta Casa, através de moção: que a Polícia Rodoviária Federal estabeleça um posto entre os municípios de Lages e Bocaina do Sul. Na BR-282, que demanda de Florianópolis, passando por vários municípios, até a cidade de Lages, em Rancho Queimado, há um posto da Polícia Rodoviária Federal. Pois bem, desse posto até Lages são 170 quilômetros sem um atendimento mais direto. E exatamente esse trecho tem sido palco de constantes acidentes, com perdas irreparáveis de vidas e danos materiais enormes. Mas o mais lamentável são as vidas ceifadas nesse trecho da nossa rodovia.
Poderiam dizer: "Mas a Polícia Rodoviária vai impedir os acidentes?" Talvez não, mas vai inibir, com certeza absoluta. Se houver nas imediações um patrulhamento mais ostensivo, com certeza haverá um pouco mais de cautela das pessoas que se envolvem em acidentes lamentáveis, com prejuízos e com pessoas que ficam com seqüelas para o resto da vida.
Há um compromisso da Polícia Rodoviária Federal de construir um posto. Já deveria ter acontecido, mas como deste governo federal só acontece discurso e na prática as ações concretas estão por acontecer, esperamos que aconteça.
Ouvimos ontem, na fala do presidente da República, o anúncio de medidas alvissareiras por um lado, mas de outro precisamos ter certa cautela: a desova de mais de R$ 2 bilhões, que serão injetados na economia através da aplicação em obras de infra-estrutura e outros eventos. Há até R$ 1 bilhão reservado aos parlamentares federais e senadores, e esperamos que esse valor tenha uma excelente ética e proveitosa utilização. Pois bem! Que este governo, no próximo ano, autorize a Polícia Rodoviária a construir esse posto no estado de Santa Catarina, deputado Onofre Santo Agostini.
Não irei falar mais das péssimas condições da rodovia. Só quero dizer que quebrei uma roda do meu carro, esta semana, quando dirigia na rodovia, perto da Boa Vista. Forçaram-me a sair da estrada por causa de uma ultrapassagem incorreta de outro carro, fui para o acostamento, onde havia um buraco. Precisei me defender dele e lá se foi uma roda. Felizmente, não aconteceu nada de mais grave.
Portanto, sr. presidente, fica aqui o registro, que será alvo de mais uma moção, no sentido de apelar ao governo federal que construa um posto da Polícia Rodoviária Federal e disponibilize os patrulheiros para atender esse trecho, que tem sido palco dos mais variados acidentes, com prejuízos, danos materiais e vítimas fatais, lamentavelmente.
O Sr. Deputado Onofre Santo Agostini - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO FRANCISCO KÜSTER - Ouço v.exa., com muito prazer, deputado Onofre Santo Agostini.
O Sr. Deputado Onofre Santo Agostini - Sr. deputado Francisco Küster, quero fazer coro com a preocupação de v.exa. e lamentar a morte em acidente, na BR-282, próximo à Bocaina do Sul, do secretário de Desenvolvimento Regional do estado de Santa Catarina, Valdir Ruschel, do município de Videira, amigo de todos nós, deputados. Penso que foi uma perda irreparável, como conseqüência das péssimas condições da estrada que v.exa. tão bem coloca.
Nós, que andamos na BR-282, vivenciamos essa situação, deputado Francisco Küster. Não somente a BR-282, mas também as BRs-116 e 470 estão em um momento difícil. Mas, lamentavelmente, mais uma vida de um jovem dinâmico, trabalhador, foi ceifada na tarde de ontem em um acidente.
O SR. DEPUTADO FRANCISCO KÜSTER - Agradeço a v.exa. o aparte. Mas o meu pronunciamento era uma introdução para falar neste assunto, neste fato lamentável da morte de mais um jovem naquele trecho e externar pêsames aos seus familiares e também ao governo do estado, pela perda de um dinâmico colaborador da equipe do governo Luiz Henrique-Eduardo Pinho Moreira.
Por isso, sr. presidente e srs. deputados, esse assunto será alvo, amanhã, de mais uma moção ao departamento do Ministério da Justiça, para que disponibilize os recursos. Não é preciso muita coisa. E que para lá sejam deslocados também os patrulheiros, a fim de guarnecerem aquele trecho, afinal de contas, são 160 quilômetros do posto da patrulha rodoviária, situado em Rancho Queimado, até o município de Lages. Então, esse trecho merece um posto da Polícia Rodoviária Federal, deputado Sérgio Godinho. Enfim, estamos propondo que seja construído um posto da polícia entre Lages e Bocaina do Sul, naquelas imediações que têm sido palco de lamentáveis acidentes.
Dito isso, sr. presidente, quero fazer um comentário a respeito do anúncio do presidente da República sobre os dois bilhões e cento e tantos milhões para o próximo ano. Nunca tive dúvidas de que o ano de 2006 seria um ano muito promissor, ou seja, de que o governo federal iria desencalhar o estoque de dinheiro encalhado, que não é pouco. E irá fazê-lo a serviço de alguma causa, e esperamos que seja de boas causas. Irão investir em infra-estrutura, e isso é muito bom! As nossas rodovias estão pedindo socorro. Irão também investir em outros projetos. Será muito bom.
Eu só estou preocupado com esse R$ 1 bilhão que vai ficar a cargo dos parlamentares federais, mas espero que também eles invistam esse valor em boas ações e em boas obras.
A propósito, sr. presidente, a recessão já se faz sentir com a presença nefasta, principalmente em nossa região, do desemprego em massa no setor madeireiro. É uma denúncia que estamos fazendo da recessão, com repercussões no campo do desemprego, no final deste ano, com os nossos irmãos trabalhadores perdendo o seu emprego, porque as empresas não conseguem mais arcar com os juros exorbitantes praticados pelo governo federal, não conseguem mais arcar com a violenta carga tributária e ainda enfrentar esse desequilíbrio na questão cambial.
Essas empresas que apostaram no mercado externo, que foram incentivadas pelo governo federal, agora vêem seus negócios inviabilizados, com repercussão violenta no campo do desemprego, com a perda de postos de trabalho.
Essa é uma denúncia que fazemos! A realidade da região serrana é de recessão, é de desemprego, é de crise, mas este é um Brasil incluído no Brasil do governo federal, é um dos Brasis. De um lado, eles anunciam um Brasil majestoso, um Brasil cheio de riquezas, de números e de estatísticas positivas. De outro lado, nós nos deparamos com a região serrana, com um Brasil que está desempregando gente, que está desempregando o trabalhador, com a economia em crise, com o setor madeireiro em crise. Mas essa situação, essa realidade perversa, cruel, não se atém apenas à nossa região. Estamos em final de ano, e não tem coisa pior do que perder o emprego! Um presente de Natal desta natureza não poderia ser pior. Mas há outros setores que estão em crise: o moveleiro, o calçadista e o têxtil.
Esperamos que o governo se sensibilize e que esse conta-gotas da redução dos juros se dê num ritmo mais acelerado. Vamos baixar os juros a um patamar da realidade suportável pela nossa economia. Chega de malvadeza! Chega de juros altos! Vamos dar um pouco mais de atenção a tudo isso para, no mínimo, preservarmos a economia que oferece oportunidade de empregos à nossa gente, aos nossos conterrâneos.
Era este o registro que eu queria fazer.
A Sra. Deputada Ana Paula Lima - V.Exa. me concede um aparte?
O SR. DEPUTADO FRANCISCO KÜSTER - Até em respeito a v.exa., deputada Ana Paula Lima, eu concedo o restante do meu tempo a v.exa., pois tenho ainda 30 segundos.
A Sra. Deputada Ana Paula Lima - Obrigada, deputado Francisco Küster.
Quero, da mesma forma, dizer que sou solidária a essa causa, pois é muito triste essa questão da perda de empregos no setor moveleiro. Mas hoje a Assembléia foi palco de audiência pública da Celesc, e vários funcionários da Celesc também irão perder o emprego, infelizmente, deputado Francisco Küster.
Era isso que eu queria dizer para contribuir com o seu discurso. O tempo é curto, mas essa é a minha manifestação em defesa também dos empregados da Celesc.
O SR. DEPUTADO FRANCISCO KÜSTER - Isso não é verdade. Os funcionários da Celesc não vão perder o emprego. Há o PDVI, e nós vamos questionar. Como disse que isso não é verdade, volto à tribuna para oferecer espaço para que v.exa. me conteste.
Muito obrigado!
(SEM REVISÃO DO ORADOR)